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Vitor Belfort se muda para Las Vegas em busca de vitória que lhe dará chance pelo cinturão do UFC

Vitor Belfort se muda para Las Vegas em busca de vitória que lhe dará chance pelo cinturão do UFC

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Brasileiro enfrenta Yushin Okami, último homem a vencer Anderson Silva no vale-tudo

Fonte: R7

Escalado para fazer a superluta do UFC 122 contra o japonês Yushin Okami, em novembro, Vitor Belfort recebeu uma boa novidade. Há meses esperando a chance de lutar pelo cinturão dos médios (84 kg) do evento, ele demonstrou alegria com a confirmação de que o vencedor do combate lutará pelo título em 2011.

- É mais um motivo para eu treinar como se fosse a luta da minha vida.

Vitor começou sua carreira lutando entre os pesos pesados, quando venceu o torneio do UFC 12 e a super luta da edição seguinte. Em 2004, venceu Randy Couture e conquistou o cinturão dos meio pesados (93 kg). Em abril deste ano, ele teria a chance de ser o primeiro lutador a vencer em três categorias distintas, mas uma contusão no cotovelo o impediu de lutar.

Em meio aos três períodos de treinamentos diários, Vitor Belfort conversou com o R7  na tarde desta terça-feira (21) e falou sobre a preparação para o combate, a mudança para os EUA e a vontade de lutar pelo cinturão do UFC.

R7 – Vitor, como está a recuperação de sua lesão no ombro?
Vitor Belfort – Está joia. O ombro já está 100%. Estou aqui treinando, apertando o treinamento aos poucos. Trouxe a família inteira pra Las Vegas. Me mudei pra cá, mas vou ficar indo e vindo.

Você está pronto para lutar? Está fazendo fisioterapia?
Belfort – Estou fazendo três sessões de treinos por dia. Cedo eu faço a manutenção da minha lesão e, depois, mais dois períodos de treino. Manhã, tarde e noite. Ainda não estou pronto, mas vou estar no dia (rs).

O que você espera do Okami?
Belfort - Ele é um cara duro, canhoto, muito frio e calculista. Um atleta japonês. Sei que tenho que ficar ligado com ele e com cada movimento. Estou estudando ele e treinando de tudo para chegar no meu melhor shape.

Como você treinou para esta luta?
Belfort – Eu fiz toda minha preparação aqui, com meus treinadores e sparrings. Só falta chegar o Vinicius, meu treinador de caratê dai do Brasil, e o Jaime, um carateca profissional que é meu sparring também.

O UFC anunciou que o vencedor desta luta enfrentará o Anderson Silva pelo cinturão da categoria. Como você recebeu esta notícia?
Belfort – Da melhor maneira possível. É mais um motivo para eu treinar como se fosse a luta da minha vida. Mas não fico pensando na disputa de cinturão, apenas na minha próxima luta. Estou focado nela, apenas nela.

Quando você e o Anderson iam lutar em abril, houve um certo atrito entre vocês? Lembro-me de um vídeo durante a promoção da luta em que vocês se encaram, pareciam tensos…
Belfort - É. Acho que ele levou para o lado pessoal, ficou meio chateado comigo, por que chegamos a treinar juntos algumas vezes e ele não esperava que eu fosse aceitar a luta. Acho que ele ficou muito tempo como campeão, imbatível e se sentiu ameaçado. Mas é um esporte, somos profissionais, acho que ele vai superar isso.

Li em alguns fóruns que nos EUA, ex-parceiros de treinos e amigos se enfrentam sem problemas, e que o comportamento dos brasileiros em não se enfrentarem é criticado…
Belfort - É difícil o brasileiro ter um êxito, e quando tem encara por um lado muito pessoal. Esporte é competição. A luta no Brasil tem pouca educação esportiva, de competitividade. Os lutadores têm que entender que isso é uma competição. Estamos anos atrás de modalidades com educação esportiva como vôlei, futebol, basquete e tênis.

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