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Máquina da eternidade

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Designer inglês tentou transformar um abacaxi em fóssil. Agora, quer voluntários humanos

Fonte: Revista Galileu


De dentro de um ônibus a caminho da faculdade, ao avistar homens trabalhando em um cemitério, o artista e designer inglês Austin Houldsworth, 27, pensou sobre o quanto nós, humanos, somos perecíveis. Morremos e nos decompomos. Tudo acaba. E teve uma ideia: “Eu poderia ajudar a garantir a perpetuação de nossa história por meio da fossilização”.

Houldsworth, então, inventou uma máquina para criar fósseis, um projeto de arte e ciência exposto na Bienal de Tatton Park, no interior da Inglaterra, ano passado. A engenhoca chamada de “2 Million & 1 AD” (“Dois milhões e 1 d.C.”) possui 3 contêineres com 2.500 litros de água rica em pedra calcária, que lentamente sedimenta a matéria orgânica para que endureça. Foi construída com base na petrificação, processo de formação de fósseis em que o material orgânico é substituído por minerais como cálcio ou magnésio.



Normalmente isso ocorre ao longo de milhares de anos. Mas Houldsworth queria fazê-lo em meses. As cobaias foram um abacaxi (que se decompôs) e uma perdiz (que chegou a acumular resíduos de cálcio). Agora o artista está em busca de um humano que doe seu corpo pós-morte para uma nova tentativa de fossilização. “Algumas pessoas já me procuraram para serem voluntárias”, diz o artista, para quem um ou dois corpos bastam. “Estou mais interessado em acender a imaginação das pessoas e ajudá-las a refletir sobre nossa existência.”

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