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Muito além do pequi
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Internacionais ou regionais, clássicas ou tradicionais. Conheça um pouco dos menus que a capital goiana tem a oferecer e delicie-se também.
É difícil pensar a gastronomia produzida em Goiânia, em pleno Cerrado, sem o forte e marcante sabor do pequi. Ok, não é que os profissionais da cidade deixaram o fruto de lado, mas é preciso saber também que existe uma vibrante e ascendente vida gastronômica em solo goianiense. Para isso, preparamos um rápido roteiro de restaurantes, que evidencia este potencial.
Se a pedida é uma cozinha de sabores mais leves, porém com personalidade bem definida, o lugar é o Contemporane. Com uma excelente carta de vinho, o lugar é um dos mais charmosos de Goiânia. Muitas plantas e uma piscina conferem ar de exclusividade ao ambiente sofisticado e aconchegante, que é também uma degustação visual.
Contemporane (Avenida T-12, esquina com T-37, nº 31. Telefone: 62 3278 3930)
“A simplicidade é o nosso atrativo, porém buscamos também a inovação”, descreve a chef Flora Lopes ao apresentar sua cozinha. Há nove anos, ao ser inaugurada, a casa foi introdutora do arroz integral entre os bons restaurantes da cidade. Desde então, o uso deste cereal entrou de vez para diversos menus em Goiânia.
A comandante da cozinha, que, quando criança, preferia ganhar panelas a bonecas, destaca no cardápio um fettuccine, ao perfume de azeite e manjericão, sobreposto com bacalhau cozido no leite e, posteriormente grelhado, o que garante textura e umidade ao peixe. O prato reflete a personalidade do lugar. “É um mix de sabores contemporâneos, porém com brasilidade”, define a chef.
Belisquê (Ed. Athon, Praça do Sol, Setor Oeste. Telefone: 62 3932 1701)

Novidade na capital goiana, o Belisquê tem como maestro e idealizador o chef mais pop da cidade, André Barros. Inaugurado no início de novembro, a casa é um case de sucesso. Como o próprio nome explicita, a especialidade são os petiscos. Mas não se trata de quaisquer belisquetes. Para acompanhar “o chope mais cremoso e gelado da cidade”, nas palavras de Barros, é um disquinho com molho de tomates frescos e manjericão e a linguiça caipira com cebola dourada na manteiga de garrafa e pimenta de dedo de moça flambada na cachaça. De um sabor único. O cardápio inclui uma boa novidade, os solitos, versões reduzidas das porções de petiscos, na medida para quem for até lá e estiver sozinho.
Armazém do Sabor (GO-020, Km 44. Telefone: 62 3251 3887)

Mas se a intenção é mergulhar fundo mesmo nos pratos regionais goianos, o endereço certo é o Armazém do Sabor. Trata-se de um restaurante diferenciado, localizado na GO-020. Apesar de estar no município de Bela Vista, fica a apenas 20 minutos de Goiânia. O ambiente é pensado por William Hanna, arquiteto e um dos sócios, como uma casa rural, em meio à vegetação do Cerrado. Tudo é trabalhado com paredes de tijolinhos à vista, barro, madeira e vidro, com direito a um belo espelho d’água na parte externa.
Lá você pode degustar um maravilhoso bolinho frito de arroz com queijo de minas curado e castanha de baru. Comece pela salada de guariroba, que é cuidadosamente fervida e temperada com alho, cebola, pimenta limão e vinagre balsâmico. Na sequência, aposte na caranha assada com a farofa especial da casa, um dos pratos mais pedidos, como aponta a chef Analu Ribeiro. Para ter a certeza de ter experimentado o sabor mais tradicional de Goiás, prove também o frango caipira, ao molho com pequi, quiabo frito e polenta.
Unique (Rua 46, Q-C2, L-E1, Parque Flamboyant, Jardim Goiás. Telefone: 62 3281 4444)

Com localização privilegiada e vista para o belo (e novíssimo) Parque Flamboyant, o Unique é o lugar ideal se a busca for pela cozinha italiana contemporânea, principalmente, para quem procura boas massas e uma excelente carta de vinhos. Com sofisticação que une, na decoração, elementos de madeira, vidro e um ótimo projeto luminotécnico, é um dos top 3 entre os melhores restaurantes da cidade. O Cardápio do Unique fica a cargo do chef Mickael Sintes. Ele diz que troca informações com culinárias de vários países.
O convívio com a família em Marselha e com sua avó italiana foi fundamental para consolidar sua preferência pela comida mediterrânea. Mas os parentes no Brasil e as viagens feitas pelo mundo sempre ampliaram as possibilidades na direção de uma “gastronomia do diálogo”. O prato principal envolve a combinação entre lagosta, vieira e camarão grelhados, regados com redução de balsâmico, elemento típico da culinária mediterrânea. Como acompanhamento, ele trilhou na direção da culinária italiana com um leve risoto de aspargos frescos e delicadas pétalas de tomate confit. De sobremesa, a fantástica Cascata Mascarpone, com frutas vermelhas, regada com queijo Mascarpone e Cointreau.
Cada vez mais presente na cidade, a tendência cosmopolita se confirma no Mata-Hari, aberto há dois meses, num ambiente com a rusticidade oriental, que une bambu e palha, com iluminação intimista. Tudo tão bem planejado que é como viajar à Tailândia, de fato. A cozinha, extremamente elaborada, é fruto de estudo com pratos de 15 países orientais, dos simples aos exóticos. “Temos muitos restaurantes japoneses e chineses por aqui. Nossa intenção é ir além e oferecer sabores realmente novos ao público”, defende o chef Ângelo Carlos. Nesta Babel de sabores, a sugestão é o caril de camarão, prato com forte sotaque tailandês. É servido em um abacaxi, com farto molho e arroz de coco, com tomate cereja, gergelim, capim-santo e, claro, um tanto apimentado.
Mata-Hari (Rua 139, nº 35, Setor Marista. Telefone: 62 8575 9285)

Cada vez mais presente na cidade, a tendência cosmopolita se confirma no Mata-Hari, aberto há dois meses, num ambiente com a rusticidade oriental, que une bambu e palha, com iluminação intimista. Tudo tão bem planejado que é como viajar à Tailândia, de fato. A cozinha, extremamente elaborada, é fruto de estudo com pratos de 15 países orientais, dos simples aos exóticos. “Temos muitos restaurantes japoneses e chineses por aqui. Nossa intenção é ir além e oferecer sabores realmente novos ao público”, defende o chef Ângelo Carlos. Nesta Babel de sabores, a sugestão é o caril de camarão, prato com forte sotaque tailandês. É servido em um abacaxi, com farto molho e arroz de coco, com tomate cereja, gergelim, capim-santo e, claro, um tanto apimentado.
Chef Knut (Rua 139, nº 377, Setor Marista. Telefone: 62 3945 4468)

Batizado com o nome do proprietário, o bistrô Chef Knut não poderia se chamar de outra forma. O cozinheiro alemão é uma personalidade das mais interessantes da cena gourmet em Goiânia. O chef comanda o restaurante em temporadas, pois trabalha em cruzeiros. Em sua estadia fora, quem assume as caçarolas é o chef suíço Freddy Rothen. O ambiente é charmoso, pequeno como convém a um bistrô, e moderno. O chope vem na temperatura ideal, em canecas tipicamente alemãs. A comida possui sotaque internacional e é surpreendente.
Não deixe de pedir as tradicionais salsichas alemãs, preparadas pelo próprio Knut Ratschiller, com destaque para o spatzle , massa típica preparada na manteiga com parmesão, que é servida com espinafre, e o joelho de porco, acompanhado de chucrute e batata. Para harmonizar, o menu possui 25 rótulos de cervejas, todas germânicas, escolhidas a dedo pelo chef que entende muito bem do assunto.
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