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ICFígado alerta: Os perigos dos chazinhos milagrosos

ICFígado alerta: Os perigos dos chazinhos milagrosos

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Sabe aquele chazinho milagroso da vovó, pois é, nem sempre ele é tão inofensivo assim. O grande problema é que quase nunca usamos essas ervas a nosso favor e na medida correta. Basta ouvir que algum chá emagrece e pronto, tal erva some do mercado por meses. E dá-lhe chá! O pior são as pessoas sem freio que esperam milagres e aumentam por conta própria a dose do chá diária. “Não há uma quantidade ou frequência conhecidas que façam mal à saúde. Isto vai depender de cada paciente e sua predisposição. Há casos de falência hepática com o uso de determinado chá logo na primeira vez”, alerta Cassia Sbrissia Silveira, médica do ICFígado, de Curitiba (PR).

O que pode parecer inofensivo, muitas vezes, pode ser um caminho sem volta. Algumas plantas possuem um maior potencial para iniciar sérios problemas no fígado, como a Crotalaria, Heliotropium, Confrei, Valeriana, ervas chinesas, Sene, Plantago ovata, Erva Cavalhinha, Kava-Kava, Sacaca, Chá Verde, Cascara sagrada e Chaparral. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia não é recomendada qualquer erva para tratamento das doenças hepáticas, pois não há estudos que demonstrem a eficácia e segurança.

Vale à pena lembrar que as doenças hepáticas são silenciosas e por isso o perigo. Outro alerta fica por conta do quadro clínico da doença hepática causada por produtos ditos naturais, que é muito parecido ao produzido pelos medicamentos tradicionais e varia desde alterações das enzimas hepáticas no exame de sangue, hepatites agudas, crônicas, falência do fígado e até mesmo cirrose hepática. Essas lesões no fígado podem aparecer após o uso prolongado de determinada erva ou até mesmo no seu primeiro consumo.

Ocorre que muitos chás interagem com os medicamentos habituais do paciente podendo interferir no seu metabolismo, modificando a ação e também exacerbando os efeitos maléficos ao fígado. “Devemos evitar os chás ‘caseiros’ feitos com raízes ou folhas de árvores ou plantas, além das conhecidas ‘garrafadas’ e dar preferência aos chás mais populares como erva cidreira, maçã, camomila, entre outros”, finaliza a médica Cassia.

Por estas e por outras que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir 9 produtos fitoterápicos no Brasil. O anúncio desta proibição foi publicado ontem, quarta-feira dia 14, no Diário Oficial. Entre eles: Chá sete ervas, Flor da Índia (xarope), Flor do Sertão (xarope), Flor da Catingueira, Umburana Composta, Nutri Plantas (ervas medicinais), Folha Santa, Elixir do Pai João (fitoterápico), Tayu Caroba (elixir natural composto).

O ICFígado atende gratuitamente e é mantido por doações. Para ajudar, a conta é no Banco do Brasil, agência 1876-7, conta corrente 35251-9 ou ainda através do apadrinhamento da causa com um boleto mensal.

Para receber seu boleto ligue para: (41) 3323-7228 e 3223 2219 ou acesse www.icfigado.org.

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