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Diabetes: uma alimentação balanceada ajuda no controle da glicemia

Diabetes: uma alimentação balanceada ajuda no controle da glicemia

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Foto: Rodolfo Barreto

O que é o diabetes


O Diabetes Mellitus (DM) corresponde a um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia (aumento da glicose no sangue) resultante de defeitos da secreção de insulina no pâncreas, na ação da insulina ou em ambas. Como conseqüência as células não aproveitam adequadamente a glicose do sangue, provocando a elevação da mesma. Os sintomas mais clássicos da doença são poliúria (volume urinário excessivo), polidipsia (muita sede) polifagia (fome excessiva), cansaço, dor abdominal, respiração acelerada, tontura, vômitos, entre outros. As conseqüências do DM a longo prazo provocam alterações micro e macrovasculares que levam a disfunção, dano ou falência de vários órgãos, especialmente rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos.

Quais são os tipos de diabetes

Diabetes do tipo 1: Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença auto-imune, levando a deficiência absoluta de insulina. Ocorre principalmente em jovens e é necessário o uso de insulina.

Diabetes do tipo 2: é caracterizado principalmente por dois defeitos metabólicos do pâncreas: na secreção da insulina pelas células beta e pela resistência à insulina, ou seja, redução da resposta dos tecidos periféricos à insulina dificultando a entrada do açúcar na célula. Atinge com mais freqüência os adultos, principalmente em pessoas com antecedentes familiares de diabetes e pessoas com excesso de peso.

Diabetes gestacional: O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez, podendo persistir ou desaparecer depois do parto.

Quais são as principais causas da doença

O Diabetes Mellitus do tipo 2 (DM 2) pode ser responsável por 90 a 95% de todos os casos diagnosticados, sendo uma doença silenciosa e progressiva que na maioria dos casos está presente muito antes de aparecerem os sintomas.  O diabetes do tipo 2 tem sido considerado uma das grandes epidemias mundiais do século XXI e grave problema de saúde pública. As doenças cardiovasculares foram reconhecidas como as maiores causas de mortalidade no mundo, e o diabetes mellitus contribui com 40% destas mortes.

Os fatores de risco englobam fatores genéticos e ambientais, como histórico familiar de diabetes, idade avançada, obesidade (particularmente obesidade intra-abdominal), sedentarismo, histórico anterior de diabetes gestacional, alteração do metabolismo da glicose, raça ou etnia. A doença pode ainda estar associada à resistência a insulina, hipertensão arterial e a doenças cardiovasculares.

Diagnóstico

O diabetes pode ser detectado através de testes simples que pesquisam a presença de açúcar na urina ou que avaliam a quantidade de açúcar no sangue. Mas o diagnóstico deve ser comprovado através do exame laboratorial de sangue (glicemia), que pode ser realizado em três condições: com glicemia pela manhã em jejum; com glicemia 2 horas após sobrecarga com 75g de glicose (a glicose é ingerida com água, após jejum de uma noite e o sangue é colhido 2 horas após para dosagem da glicose); com glicemia casual (o sangue deve ser colhido em qualquer horário do dia, sem relação com alimentação). Um resultado positivo por qualquer critério acima, deverá ser repetido nos dias subseqüentes por uma nova glicemia de jejum ou 2 horas pós-sobrecarga.

Como tratar o diabetes do tipo 2

Um dos principais objetivos no tratamento do diabetes é o controle satisfatório da glicemia no limite normal ou mais próximo possível da normalidade. Através de uma dieta balanceada, exercícios físicos, níveis adequados de lipídios séricos, adequados níveis pressóricos, medicamentos hipoglicemiantes orais ou insulina, é possível evitar as complicações agudas, como hipoglicemia, bem como as complicações crônicas, ou seja, problemas micro e macrovasculares nos órgãos.

Dicas de alimentação

Realizar diariamente 5 a 6 refeições: 3 principais mais 2 a 3 lanches intermediários e não permanecer mais que 3 horas sem comer.

Incluir, diariamente, 2 a 3 colheres (sopa) de farelo ou farinha ou flocos de aveia, em uma das refeições.
Evitar os doces. Evite a sacarose. Use adoçante também nas preparações.

Consumir apenas alimentos ricos em carboidratos de lenta digestão: arroz integral, pão integral (de aveia, trigo, cereais misturados, etc.), biscoitos integrais, alimentos cozidos al dente (como hortaliças, massas, arroz) e não excessivamente cozidos.

Excluir os alimentos ricos em carboidratos de rápida digestão: feculentos (batata, especialmente na forma de purê, mandioca, mandioquinha, cará, inhame, batata doce), pão francês, branco, arroz polido, biscoito e bolos feitos com farinha de trigo branca.

Dar preferência às preparações cozidas, refogadas, assadas ou grelhadas.

Consumir, diariamente leite desnatado ou substitutos, como iogurte desnatado, queijos magros (ricota, cottage, minas light, requeijão light).

Consumir, diariamente hortaliças, especialmente as folhosas e cruas (alface, agrião, escarola, acelga, rúcula, almeirão, etc.).

Consumir, diariamente frutas, sendo pelo menos uma porção de fruta rica em vitamina C, tais como: laranja, acerola, mexerica, goiaba, mamão, caju, morango, manga, etc.

Reduzir o consumo de gordura; evitar frituras, preparações gordurosas, bem como a gordura visível das carnes, creme de leite, molho de maionese, toucinho, bacon, sorvetes cremosos, leite integral, queijos gordos (prato, parmesão, mussarela, provolone, gorgonzola, etc.), embutidos (mortadela, presunto, copa, salame, salsicha, lingüiça, paio, etc.).
Ingerir líquido, várias vezes ao dia, ENTRE as refeições, de preferência água filtrada ou chás brancos (erva doce, camomila, erva cidreira, etc.).

Consumir, diariamente, alimentos ricos em fibras como cereais integrais (aveia em flocos, farelo de aveia, farelo de trigo), frutas com casca e bagaço, leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico) e hortaliças folhosas cruas.
Ler os rótulos dos alimentos e verificar as datas de validade e o conteúdo calórico e nutricional, especialmente, a inscrição SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR;

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Realizar atividade física, de acordo com as suas possibilidades, mas nunca em jejum e sempre monitorando a glicemia.
Importante

O diabetes pode ocasionar tanto a hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue), quanto à hipoglicemia (níveis reduzidos de glicose no sangue). Estes dois episódios fazem muito mal ao organismo e podem ser evitados com o equilíbrio de três fatores: dieta – exercício - medicação (quando necessária).

A hiperglicemia é caracterizada por aumento da sede, aumento da freqüência urinária, hálito cetônico. Nestes casos é importante a ingestão de líquidos para evitar a desidratação e buscar atendimento médico para corrigir os níveis glicêmicos.

A hipoglicemia é caracterizada por tremores, sudorese, palpitação, fome, dor de cabeça, confusão, podendo levar a convulsões e coma. Se a glicemia estiver abaixo de 70 mg/dl consumir 1 copo de suco de frutas (suco de laranja, por exemplo).

Faça exames regularmente para monitorar sua glicemia. Siga sempre a orientação do seu médico e procure um nutricionista para uma melhor avaliação e tratamento dietoterápico.

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Luciana Rossato <br />São Paulo

Estilo Único

25/05/2011 | 15:35

Por:

Luciana Rossato
São Paulo

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