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Revista ALFA entrevista Seu Jorge

Revista ALFA entrevista Seu Jorge

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Em nova fase ele se despede do samba rock e diz que quer cantar com orquestra e ser recebido pelo prefeito de Nova York

A edição de agosto da revista ALFA traz uma entrevista com Seu Jorge. O cantor vive um momento de mudanças. Mudou de casa e de bairro, do Pacaembu para o Morumbi, acaba de se separar da esposa e anunciou que o seu novo álbum Músicas Para Churrasco volume 1, lançado em julho, marca a despedida do ritmo que o alçou à glória, o samba rock de Burguesinha e Mina do Condomínio, hits que o levaram à lista dos 50 artistas que mais faturaram com direitos autorais no país em 2009. “Estou cansado de ser o único representante de um gênero que nem eu consigo definir. Posso fazer mais pela música”, diz.

O novo álbum de Seu Jorge tem tudo para sair bem, assim como todos os anteriores que bateram recorde de vendas, mesmo em tempos de crise da indústria fonográfica. É o disco mais povão da carreira do cantor, com letras como A Doida, primeira música de trabalho do álbum que fala de um homem que banca a conta de uma gata na noite – “E ela no Absolut, misturando ice, uísque e Red Bull”. Não é a primeira vez que marcas de bebidas servem de inspiração para o cantor. Em 2007, ele compôs para a cachaça Sagatiba Eterna Busca. Na ocasião, recebeu pela encomenda. Desta vez afirma que não é uma campanha.

A edição revela ainda que o cantor vai virar erudito. Ele já começou a compor um álbum de voz e violão com orquestra, em parceria com o maestro Miguel Atwood-Ferguson, de Los Angeles. “Quero viajar o mundo com o maestro, a partitura e só. Tocar com todas as filarmônicas, depois vir para o Brasil. Imagina o prefeito de Nova York me recebendo? É isso que desejo para a minha vida”, diz.

De família pobre, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense(RJ), Seu Jorge virou sonho de consumo das burguesinhas. Depois dos shows, brinda com Veuve Cliquot. Na garagem de sua casa guarda uma Lamborghini Gallardo, um Mustang GT e um Porshe Panamera S. Quando questionado pela reportagem se está rico, balança a cabeça negativo e fala que não se dá ao luxo nem de comer sobremesa: "Comprei os carros porque preciso estar preparado para o caso de algum diretor me chamar para fazer um filme de ação”, diz.

A reportagem relata ainda que Seu Jorge é dono de uma façanha que talvez apenas nomes como Roberto Carlos e Ivete Sangalo alcancem: ele conversa com todas as classes. Segundo a matéria, o cantor costuma apresentar em reuniões com publicitários os resultados de uma pesquisa de imagem que encomendou para constatar que fala com as classes A, B, C e D.

“É uma figura que não tem rejeição. Homens, mulheres, jovens, velhos, gays, héteros: todos simpatizam com Seu Jorge”
, diz Ralph Choate, diretor da agência de comunicação Bigman. Choate contratou-o em 2009 para fazer duas campanhas da marca Pool, da Riachuelo.
 
Fotos: (Gabriel Rinaldi)
 

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