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MODA entrevista Laís Bodansky

MODA entrevista Laís Bodansky

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A edição de outubro da revista MODA conversa com a diretora Laís Bodansky. Conhecida por dirigir o filme ‘Bicho de Sete Cabeças’, que faturou mais de 15 prêmios no Brasil e no exterior, a cineasta está em fase de pesquisa para seu próximo longa-metragem, ‘Como os Nossos Pais’, que retrata a sua própria geração.
 
Em seu currículo também constam os longas ‘Chega de Saudade’, em 2008, e ‘As Melhores Coisas do Mundo’, em 2010. Além dos filmes, ainda fez duas peças para o teatro: ‘Essa Nossa Juventude’, em 2005, e ‘Menecma’, que esteve em cartaz em São Paulo no primeiro semestre deste ano.
 
Paralelamente, ela também coordena o projeto Educativo Tela Brasil, que estimula o audiovisual nas escolas, e o Cine Tela Brasil, que viaja o interior do país exibindo longas e curtas produzidos nacionalmente.
 
À MODA, a diretora fala sobre seu trabalho como cineasta e sua relação com a moda. Aversa à maquiagem – ela só passa batom, antes de sair de casa –, ela afirma que nunca foi arrumadinha, prefere usar calça a vestidos. “Não adianta, sou prática, gosto de calça, gosto de jeans. O meu estilo é o da correria”, afirma. Para ela, vestidos são pouco práticos. “Volta e meia tem uns eventos no Brasil ou fora do país que eu poderia usar. Mas não aconteceu”, diz. Laís também diz que não é consumista. “Não me sinto bem quando consumo muito. Fico incomodada quando erro e compro o que não uso”, pontua.
 
Na matéria de Marjorie Umeda, a diretora revela que interfere no figurino de seus filmes. Para o ‘Bicho de Sete Cabeças’, foi ela quem cuidou diretamente do processo. “Enterramos algumas peças, em outras colocamos diversos produtos para roer o tecido. Também dá para lavar de determinada maneira que simule a passagem do tempo. No tipo de cinema que faço, fico muito incomodada quando a roupa é perfeita”, diz.
 
A cineasta ainda afirma que o Brasil mostra ótima fase no exterior. Ela conta que na época das gravações do ‘Bicho de Sete Cabeças’, em Roma, existiram vários estigmas. “Voltei para Itália dez anos depois e senti muita diferença. A Itália, assim como outros países da Europa, ainda está em uma crise, os cinemas estão fechando e a classe artística está se reunindo para entender porque cortaram as verbas. Eles olham para nós e pedem para chamarmos eles para produzir aqui no Brasil”, diz. “O Brasil hoje é uma rota importante, é uma economia importante”, completa.
 

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