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Lembrando Dalida, a ultima musa francesa do music hall
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Dalida, nome artístico de Yolanda Christina Gigliotti (Cairo, 17 de janeiro de 1933 — Paris, 3 de maio de 1987) foi uma cantora e atriz de origem egípcia que fez carreira na França alcançando enorme sucesso no mundo todo.
Vendeu mais de 120 Milhões de cópias, recebeu 55 discos de ouro e foi a primeira cantora a receber um Disco de Diamante.
Dalida se apresentou e gravou em mais de 10 idiomas diferentes, entre eles francês, italiano, árabe, alemão, espanhol, inglês, holandês, japonês, hebraico e grego. Juntou ao longo de sua carreira mais de 19 músicas de sucesso atribuídas a seu nome (Em francês, italiano, alemão e árabe) e possui uma longa lista de nas paradas Top 10 e Top 20 em francês, italiano, alemão, espanhol e árabe, com sucesso de vendagens de compactos e discos por mais de 40 anos na França, Itália, Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Suíça, Áustria, Egito, Jordânia, Líbano, Grécia, Canadá, Rússia, Japão e Israel.
Quatro das gravações de Dalida em inglês ("Alabama Song", "Money Money", "Let Me Dance Tonight", e "Kalimba de Luna"), obtiveram bom sucesso principalmente na França e na Alemanha, sem mesmo terem sido distribuídos nos mercados dos Estados Unidos e Reino Unido. Por todo o mundo o número de vendagens de Dalida ultrapassa os 130 milhões, estabelecendo-a como uma das mais notáveis artistas poliglotas a gravar no século XX.
O idioma materno de Dalida era o italiano. Ela aprendeu o árabe-egípcio crescendo no Cairo, e adquiriu fluência em francês após se estabelecer em Paris em 1954. Mais tarde viria a aprender inglês e também conversações básicas em alemão e espanhol. Dalida também tinha facilidade em cumprimentar seus fãs em japonês.
Nascimento e início de carreira
Nunca houve mulher como Dalida. Yolanda Christina Gigliotti nasceu no distrito de Shoubra, no Cairo, Egito, em uma família de classe média. Seus pais eram italianos da Calábria e haviam imigrado ao Egito no começo do século. Filha do meio, tendo dois irmãos, Orlando e Bruno (que mais tarde na carreira de Dalida mudaria seu nome para Orlando, como seu outro irmão e se tornando seu produtor, até hoje vive, milionário, de seus royalties; o mais velho faleceu no inicio da década deixando inclusive parente no Rio de Janeiro).
O pai de Dalida, Pietro Gigliotti, foi o primeiro violinista (primo violino) no Cairo Opera House, ele morreu quando sua filha tinha apenas 12 anos. Yolanda viveu seus primeiros anos de vida em Shoubra, onde estudou na Scuola Tecnica Commerciale Maria Ausiliatrice, uma escola Católica italiana.
Em 1950, Yolanda largou seus óculos, os estudos e seu jeito de menina tímida participando do concurso de beleza Miss Ondine ela ganhou o concurso, indo logo após isso trabalhar como modelo para um dos principais estúdios de moda do Cairo, Donna. Em 1954, aos 21 anos, Yolanda competiu e foi coroada Miss Egito 1954. Assim Yolanda conquistou a fama no seu país, sendo a moça mais bela de sua pátria.
Após ser Miss Egito, ela foi convidada a fazer vários filmes, ela teve que fazer aulas de canto pois nesses filmes, ela cantava o tempo todo. Yolanda fez os filmes Joseph et ses frères, Le masque de Toutankhamon, Un verre, une cigarette. Aí então ela foi descoberta pelo diretor francês Marc de Gastyne que estava excursionando o Egito e viu Dalida nas telas do cinema, ele a aconselhou tentar carreira na França e ela, embora toda relutância de sua mãe, se mudou para Paris na véspera de Natal do mesmo ano, 1954, com a intenção de seguir carreira cinematográfica. Lá ela adota o nome artístico de Dalila.
A busca de Dalida no cinema francês foi um fracasso. Apesar disso, foi cantar em um cabaré na Itália. Bruno Coquatrix promove um programa aonde os jovens iam soltar a voz no, então recentemente reformado e re-inaugurado, Teatro Olympia de Paris, Dalida, que ainda era Dalila, interpretou a música "Étrangère Au Paradis". Bruno Coquatrix ficou encantado com Dalida que logo foi apresentada a Lucien Morisse e Eddie Barclay, que desempenharam papel fundamental na carreira da artista. Morisse foi produtor artístico do popular Radio Europe 1 , e Barclay um reconhecido produtor de discos, os dois aconselharam Dalila a adotar um novo nome artístico, Dalida, que seria mais natural. Logo após firmar contrato com Barclay, O single de estréia de Dalida, "Madona" foi divulgado e promovido fortemente por Morisse, e obteve moderado sucesso.
1956-1964 - A era "Bambino"
O lançamento de "Bambino" em 1956 seria o grande sucesso da cantora, ficando 46 semanas nas paradas Top 10 da França, representando uma das maiores vendagens de discos na história francesa, e por suas vendas (que ultrapassaram as 300.000 cópias) Dalida recebeu seu primeiro Disco de Ouro, em 17 de Setembro de 1957. No mesmo ano, Dalida ainda auxiliaria Charles Aznavour no Olympia. Em 2002 Aznavour interrompe seu show no Olympia para homenagear Dalida, já morta, com uma composição feita especialmente em sua homenagem.
O single precedente a "Bambino", a exótica "Gondolier", foi lançada no Natal de 1957, também sendo um grande sucesso, como outros trabalhos da mesma época, tais como "Come Prima (Tu Me Donnes)", "Ciao Ciao Bambina", e uma versão dos The Drifters "Save The Last Dance For Me", "Garde-Moi La Dernière Danse".
Dalida e seu produtor Lucien Morrise iniciam um romance, mas havia um problema, ele, judeu, já era casado e era pai, Lucien prometeu a Dalida que iria se divorciar da esposa para ficar com ela, mas isso demorou vários anos.
Lucien consegue se divorciar da esposa e ele se casa com Dalida, mas Lucien tinha um vício: trabalho, e muitas vezes não tinha tempo para a esposa, Dalida se sentia abandonada e se disse apaixonada por um outro rapaz..
Eles se divorciaram em 1964.
Lucien cometeria suicídio em 1970.
Dalida percorreu grande turnê desde 1958 até o começo da década de 1960, se apresentando na França, Egito e Itália. Sua turnê no Egito e Itália difundiu sua fama fora da França e Dalida logo viria a ser reconhecida em toda Europa. Na mesma época Dalida apresentou um mês de shows no Olympia, cuja bilheteria se esgotou completamente. Logo após isso Dalida embarcou para turnê em Hong Kong e Vietnam. Em 1964, Dalida também terminaria a sua transformação para ficar loira. Por toda década de 1960 Dalida frequentemente encheria as apresentações no Olympia, e as apresentações internacionais se tornavam cada vez mais frequentes. Em 1967 se apresenta em São Paulo, na boate Mustache frequentada pelo high da época. Também se apresenta na TV Record onde grava um especial. Pelas ruas de São Paulo, centenas de cartazes anunciam "a nova voz da França, com uma torre eifel no A de seu nome.
Tentativa de suicídio
Dalida inicia um romance com o cantor italiano Luigi Tenco, ele havia passado cinco anos trabalhando em uma música chamada "Ciao amore ciao" e ele e Dalida a cantariam no Festival de Sanremo de 1967, o evento mais importante de música italiana, que ocorreu na trágica noite de 27 de janeiro de 1967.
Os jurados não gostaram da canção e eles foram desclassificados, Tenco ficou arrasado, ele não compareceu ao jantar dos artistas depois das apresentações. Depois Dalida foi para o hotel e encontrou Luigi morto no chão do quarto do hotel, ele havia se suicidado com um tiro de pistola na orelha e deixou claro em um bilhete que ele não se matou porque cansou de viver e sim como forma de protesto contra os jurados do festival. A partir daí, Dalida perdeu completamente o sentido de viver.
Um mês depois do suicídio de Tenco, Dalida também tentou suicídio através de um plano bem arquitetado: Finge sair de Paris, indo ao Aeroporto de Orly, e pegar um voo para a Itália, porém ao invés de faze-lo, se hospeda no quarto 410 do Hotel Príncipe di Galles, mesmo hotel em que havia se hospedado com Tenco antes de Sanremo. Dalida pendura na porta uma mensagem com o texto “Não perturbe”, e antes de ingerir vários medicamentos, escreve três cartas: Uma ao ex-marido, uma à mãe (onde pede que não se desespere) e outra endereçada a seu público.
Dalida foi salva graças a uma camareira- fã que percebeu pelo rodapé da porta uma luz acesa, há mais de 48 horas, advertindo então o gerente do Hotel. Um funcionário consegue acessar o quarto de Dalida através de um quarto vizinho, e encontra Dalida na cama em estado de coma. Dalida viria a sair do estado de inconsciência após 5 dias
Dalida ficou de repouso por quatro meses, voltando a se apresentar em junho de 1967, emocionada, ela foi aclamada pelo público francês, após tanta preocupação.
1968-1976
Em Dezembro de 1968, foi condecorada com a Medalha da Presidência da República, pelo General de Gaulle, sendo ela a única pessoa do mercado fono mecânico a receber essa condecoração.
O início da década de 1970 representou uma fase de transição para a cantora, abrilhantada por alguns de seus singles de maior sucesso. Após adquirir aguçado interesse por estudos na metade da década de 1960, após a sua tentativa de suicídio Dalida tentava quebrar a solidão e o tédio lendo muitos livros sobre psicologia, Freud e etc, Dalida optou por cantar canções com letras mais profundas. Bruno Coquatrix questionava a evolução da carreira de Dalida, e ficou bastante duvidoso em vendê-la para uma série de apresentações em 1971. Dalida alugou o local das apresentações do próprio bolso, e seu show teve uma comovente aceitação de público. Em 1973, uma versão em francês para a música italiana "Paroles Paroles", originalmente gravada por Mina, foi gravada por Dalida e seu amigo pessoal Alain Delon.
A canção se transformou num grande hit e foi o single de número 1 nas paradas da França e Japão. Em seguida, "Il Venait d’Avoir Dix-Huit Ans", alcançou número 1 em nove países, e vendeu três milhões e meio de cópias na Alemanha.
Alain Delon em seu libro lançado em maio de 2011 "Les femmes de ma vie" confessa seu romance secreto com Dalida
Dalida e o cantor Richard Chanfray iniciam um romance em 1973. No começo até que os dois se davam bem, mas depois de um certo tempo, Richard se revelou um homem agressivo, machista e insuportável, as brigas eram muitas e Dalida tentava se separar dele muitas vezes, mas ele fazia cenas de arrependimento e sentimentalismo tão intensas que Dalida sentia pena dele e dava outras chances à Richard.
"Gigi L’Amoroso", lançada em 1974, viria a apresentar maiores números nas listas que seu predecessor, alcançando o topo das paradas em 12 países. Aí começava uma fase de vendas extraordinárias, com Dalida se apresentando no Japão, Canadá e Alemanha. Em Fevereiro de 1975, os críticos de música da França premiaram a cantora com o prestigiado Prix de l'Académie du Disque Français (Prêmio da Academia do Disco Francês). Estava milionária, para os padr~eos da época.
1976-1987
1976 significou uma reinvenção de carreira para Dalida; o lançamento que é considerado o primeiro single de Disco Music francês, "J’Attendrai". Na mesma época, a popularidade dos shows de variedades era febre por toda, e Dalida fez inúmeras apresentações de TV nessa época, não só na França mas em toda Europa. Em 1978, gravou "Salma Ya Salama", composição francesa com inspiração árabe, que originalmente fora gravada em francês, e dado a seu grande sucesso foi versionada para o árabe, italiano e alemão.
Essa e outras canções em árabe gravadas por Dalida (como "Helwa Ya Baladi", e "Ahsan Nas") se tornaram extremamente populares no Egito, fazendo de Dalida a única cantora a quebrar a barreira entre a Música Árabe e a Música Ocidental. Sua amiga, a cantora libanesa Fairouz foi outra grande artista a cruzar as fronteiras musicais, mas no lado oposto, do Oriente para o Ocidente, com seu imenso sucesso em toda Europa, América do Norte e Sul, e Austrália.
O sucesso de "Salma Ya Salama" foi seguido pelo primeiro single francês de medleys, "Génération ‘78", em estilo disco, trazendo alguns de seus maiores sucessos. Esse também se tornou o primeiro single francês a ser acompanhado de um videoclip.
Em Novembro daquele ano, Dalida apresentou um musical Broadway no Carnegie Hall de Nova York, com coreografia de Lester Wilson, o mesmo que criou as coreografias de John Travolta no ano anterior para o filme Saturday Night Fever. New York parou para ver Dalida e os ingressos eram objeto de desejo. Houve uma grande festa na boate Regine's da park Avenue e Dalida fotografou nas torres gêmeas coberta de visons da cabeça aos pés. Foi sua fase de estrelismo maior.
Dois anos depois, acompanhando o sucesso de "Monday Tuesday… Laissez-Moi Danser" no Verão de 1979, ela repetiria a mesma apresentação no Palais des Sports, e cada show fechado encorajava mais ainda a cantora a embarcar numa turnê nacional que duraria até o Outono. No mesmo ano, a canção "Gigi In Paradisco", uma continuação à já conhecida "Gigi L’Amoroso" foi lançada.
Em 1981, Dalida finalmente se separa de Richard que era apresentado como tendo problemas mentais, ele era alquimista e dizia ter poderes paranormais como ressuscitar animais mortos, transformar metal comum em ouro, como também dizia também ser a reencarnação do misterioso Conde de St. Germain que viveu no século XVIII. Richard acabou se suicidando em 1983.
O ano de 1981 ficou marcado com o lançamento de "Rio do Brasil". Neste ano também Dalida se apresentou por diversas vezes no Olympia, igualando o sucesso da turnê de 1980. Na noite de sua primeira apresentação ela se tornou a primeira cantora do mundo a ser premiada com um Disco de Diamante, em reconhecimento de suas magníficas vendagens que até aquele ponto da carreira passavam os 86 milhões de discos. Dalida passou grande parte de 1982 e 1984 em turnê, lançando o álbum "Les P'tits Mots" em 1983 que trazia grandes hits como "Lucas", "Femme", uma versão francesa de "Smile" de Charles Chaplin, e "Mourir Sur Scène".
Em 1983, num intervalo esteve em São Paulo para ser a atração da inauguração da Maison Pierre Balmain que a vestia; também esticou ao Rio de Janeiro. Veio acompanhada com um jovem namorado e por seu secretário pessoal, sem o irmão - produtor Orlando, que hoje frequenta anualmente o Rio.
O álbum "Dali" foi lançado em 1984, e foi acompanhado do lançamento de diversos singles, incluindo "Soleil", "Pour Te Dire Je T’Aime", versão francesa para “I Just Called To Say I Love You" de Stevie Wonder, e "Kalimba de Luna", originalmente gravada por Tony Esposito. Todos estes três apresentaram moderados números de sucesso, e seu próximo álbum, em 1986, "Le Visage de L’Amour", seria seu último álbum de canções totalmente inéditas (Com exceção da última canção, sendo esta "Mourir Sur Scène").
Dalida foi submetida a duas intervenções oftalmológicas em 1985, a obrigando a dar um intervalo em sua carreira, mas isso não a impediu de gravar mais dois grandes sucessos naquele ano: "Reviens-moi" e "Le temps d'aimer".
Ainda em 1985 ela começa um romance com seu médico François Naudy, mas o romance não era satisfatório, ele era um homem frio e ausente, o que fazia Dalida sofrer, mas eles ainda ficaram juntos durante dois anos.
Em 1986, ela faria o papel de uma jovem avó no filme emblemático e muito estranho e pesado de Youssef Chahine "Le Sixième Jour", cuja participação teve positiva repercussão por parte da crítica. Mas nos cinemas um fracasso, o que abalou a diva. Ainda em 1986, ela ainda gravaria mais alguns sucessos como "Parce que je ne t'aime plus", "Les hommes de ma vie", uma nova versão de "La danse de Zorba" e uma canção sobre o seu filme "Le sixiéme jour", esta última seria a última canção gravada de sua vida. Sua última apresentação ao vivo foi no final de abril de 1987 em Ancara, na Turquia, aonde ela cantou para o presidente da Turquia.
Vida pessoal
Após 31 anos de sucesso ininterrupto, Dalida tinha uma incrível habilidade de trasmitir alegria e otimismo apesar de estar tão ferida sentimentalmente. Dalida foi um ímã para homens suicidas, cada vez mais sozinha e angustiada, terrivelmente arrependida por passar sua vida inteira dedicada a sua carreira e a homens que só a fizeram sofrer e a privaram de seu maior desejo: o de ser mãe.
Os anos começaram a pesar-lhe, talvez a canção dela que mais justifique o seu sofrimento seja "Je suis malade".
Dalida tentou muito encontrar razões para viver, mas ela se cansou, o que culminou com o seu ato final, ela tinha apenas 54 anos e milhões de fãs no mundo inteiro que até hoje cultuam sua memória e sua vida.
Suicídio
Dalida havia voltado dos shows da Turquia no dia 30 de abril de 1987, estava diferente desde uns tempos, parecia um tanto deprimida, e ainda naquele ano, havia voltado a fumar, depois de ter parado com o vício havia dez anos.
Ela havia combinado com uns amigos de ir ao teatro na noite de 2 de maio, mas durante a tarde daquele dia, Dalida havia recebido um telefonema de François Naudy dizendo que não poderia ir ao teatro, Dalida ficou triste por causa da ausência de seu namorado, ainda mais naquela época em que Dalida estava se sentindo tão frágil. Na noite do sábado de 2 de maio, ela e e uma turma de amigos foram ao teatro como de combinado, mas antes, Dalida havia dispensado todos os empregados da sua mansão naquela noite, deixando apenas um recado para a sua camareira Jacqueline para que no dia seguinte não a acordá-se antes das 17h00, Dalida já havia planejado tudo para sua partida.
Dalida voltou do teatro de madrugada, ao chegar em sua mansão na Rua d'Orchampt, em Montmartre, ela trancou seus cachorros e subiu para seu quarto, lá ela penteou os cabelos, vestiu um vestido branco de seda, e foi em direção à mesa de seu quarto, aonde já estavam as pílulas de barbitúricos, que são usadas para ajudar a dormir, Dalida ingeriu uma quantidade fatal de pílulas, de punhado em punhado, e a medida que ingeria os remédios, tomava goles de uísque, Dalida sabia que o alcóol dobrava o efeito dos barbitúricos.
Depois de ingerir os remédios, Dalida coloca óculos de sol, escuros, deita em sua cama e apaga a luz do abajur para tentar dormir.
Dalida morreu algumas horas depois, sozinha e triste, deitada em sua cama, deixando duas cartas: uma para seu irmão e produtor Orlando e outra carta para o seu namorado François Naudy, o conteúdo das cartas nunca foi revelado. Mas Dalida deixou para seus admiradores sua famosa frase final escrita em uma folha branca: "Perdoem-me, a vida se tornou insuportável".
Na tarde de 3 de maio de 1987, foi a sua camareira Jacqueline que descobriu Dalida morta no seu quarto. Sua morte foi confirmada às 20h00 daquele triste domingo de 3 de maio de 1987. Quando a notícia oficial da morte da Diva chegou em todas as revistas, jornais, rádios e TVs, a grande surpresa e comoção nacional tomou conta da França e do Mundo que perdia umas das maiores interprétes francesas de todos os tempos e que ficará para sempre nos corações de todos.
Muitas ruas de Paris foram fechadas por grades que seguravam os milhares de fãs desesperados, tristes e desamparados pela morte de Dalida.
A cerimônia religiosa do funeral ocorreu no dia 7 de maio de 1987 na Igreja de la Madeleine, em Montmartre, com a presença do caixão e de muitos políticos, chefes de estado, fãs, amigos e familiares de Dalida, depois da missa centenas de milhares de pessoas acompanhavam o trajeto do caixão da Dalida até o cemitério de Montmartre para o enterro da Diva.
Orlando, irmão e empresário de Dalida encarregou o escultor Alsan para fazer uma estátua em tamanho real da cantora para ser posta no túmulo, atrás da estátua um grande portal de mármore e um canteiro com arbustos cercam o túmulo de Dalida em Montmartre, o túmulo da cantora é um dos mais floridos de Paris.
Legado
Desde sua morte Dalida tem se tornado figura cultuada por uma nova geração de fãs. Em 1988, a Enciclopédia Universal encomendou uma pesquisa que foi publicada no periódico “Le Monde”, cujo objetivo seria revelar as personalidades de maior impacto na sociedade francesa. Dalida levou o segundo lugar, perdendo apenas para o General de Gaulle.
Em 1992 foi lançada a primeira série trazendo toda sua obra discográfica, distribuída em dois tomos, a saber "Les Années Barclay", em 1992 composto de 10 CD's, e "Les Années Orlando", cinco anos depois, composto de 12 CD's.
Em 1997, no cruzamento das ruas Girardon e Abreuvoir , o "Butte Montmartre" em Paris, foi reinaugurado com o nome de Place Dalida (Praça Dalida) e um busto de Dalida foi erigido ali. Há sempre um fã de algum lugar do mundo ali rezando pela alma da diva.
Em 2000, seu amigo de longa data Charles Aznavour gravou o sucesso "De La Scène À La Seine", uma canção alegre sobre sua vida na França, e em 2002, o Governo Francês homenageou sua memória com um selo postal feito em comemoração aos 15º aniversário de sua morte. No mesmo ano, o Grupo Universal Music relançou os primeiros álbuns de Dalida em embalagens de edição especial, tendo todas suas faixas remasterizadas digitalmente. Sua saída da música também foi tema para vários álbuns de remixes. Dalida vendeu um total de mais de 130 milhões de cópias de 1956 a 2006. Desde sua morte, muitos dos sucessos de Dalida foram remixados no estilo techno e dance, sendo sucesso em vários países até os dias de hoje.
Em 1999 a peça "Solitudini - Luigi Tenco e Dalida", escrita e dirigida por Maurizio Valtieri, foi apresentada em Roma.
Em 2005, sua vida foi tema de um documentário para a TV em duas partes, trazendo no papel de Dalida a atriz Sabrina Ferilli. Perfeita e impactante.
De 11 de Maio a Setembro de 2007, o Paris City Hall comemorou o 20º aniversário da morte de Dalida com a exposição de suas roupas e fotografias inéditas. Sucesso retumbante.
Seu irmão, Orlando, cujo nome verdadeiro é Bruno, quem foi seu produtor e empresário detém os direitos de imagem e fonográficos da cantora.
Filmografia
(Em Francês)
• 1954 Joseph et ses frères com Omar Sharif
• 1954 Le masque de Toutankhamon
• 1954 Un verre, une cigarette
• 1957 Brigade des mœurs
• 1958 Rapt au deuxième bureau
• 1960 Parlez-moi d'amour
• 1963 L'inconnue de Hong Kong com Serge Gainsbourg
• 1965 Ménage à l'Italienne com Ugo Tognazzi
• 1968 Io ti amo - lançado no Brasil e DVD
• 1977 Comme sur des roulettes de Guy Lux
• 1977 Dalida pour toujours, documentário
• 1986 Le Sixième Jour de Youssef Chahine
• 2006 Dalida com Sabrina Ferilli
Discos de Estúdio
• 1956 Son Nom Est Dalida
• 1957 Miguel
• 1958 Gondolier
• 1958 Les Gitans
• 1959 Le Disque D'or De Dalida
• 1959 Love In Portofino (A San Cristina)
• 1960 Les Enfants Du Pirée
• 1961 Garde-Moi La Dernière Danse
• 1961 Loin De Moi
• 1961 Milord
• 1961 Rendez-Vous Mit Dalida (Lançado Na Alemanha)
• 1962 Le Petit Gonzales
• 1963 Eux
• 1964 Amore Scusami (Amour Excuse-Moi)
• 1965 Il Silenzio (Bonsoir Mon Amour)
• 1966 Pensiamoci Ogni Sera (Lançado Na Itália)
• 1967 Olympia 67 (Disco De Estúdio)
• 1967 Piccolo Ragazzo (Lançado Na Itália)
• 1968 Un Pò D'amore (Lançado Na Itália)
• 1968 Le Temps Des Fleurs
• 1969 Canta In Italiano (Lançado Na Itália)
• 1969 Ma Mère Me Disait
• 1969 In Deutsch (Lançado Na Alemanha)
• 1970 Ils Ont Changé Ma Chanson
• 1971 Une Vie
• 1972 Il Faut Du Temps
• 1973 Sings In Italian For You (Lançado Na Itália)
• 1973 Julien
• 1974 Manuel
• 1975 Sempre Più (Lançado Na Itália)
• 1975 J'attendrai
• 1976 Coup De Chapeau Au Passé
• 1976 Die Neuen Lieder Der Dalida (Lançado Na Alemanha)
• 1977 Femme Est La Nuit
• 1977 Salma Ya Salama
• 1978 Génération 78 / Voilà Pourquoi Je Chante / Ça Me Fait Rêver
• 1979 Dédié À Toi (Monday Tuesday)
• 1980 Gigi In Paradisco
• 1981 Olympia 81 (Disco De Estúdio)
• 1982 Spécial Dalida
• 1982 Mondialement Vôtre
• 1983 Les P'tits Mots
• 1984 Dali
• 1986 Le Visage De L'amour
• 1987 La Magie Des Mots (Álbum Não Lançado)
• 1987 Tigani Bi Arab (Lançado No Egito)
Discos Ao Vivo
• 1972 Olympia 71
• 1974 Olympia 74
• 1977 Olympia 77
• 1980 Le Spectacle Du Palais Des Sports 1980
• 1997 Olympia 1959 (Inédito)
• 2000 Live! Instants D'émotions
• 2007 Live! Instants D'émotions (2ª Tiragem)
• 2007 Olympia 1974 (Relançamento)
Compilações e Coletâneas
• 1967 De "Bambino" À "Il Silenzio"
• 1978 Génération 78 / Voilà Pourquoi Je Chante / Ça Me Fait Rêver
• 1980 Été 80 : Rio Do Brasil
• 1982 Le Disque D'or Du Mundial '82
• 1986 Le Sixième Jour
• 1986 The Best Of Dalida
• 1987 The Best Of Dalida, Vol. 2
• 1987 Am Tag, Als Der Regen Kam - Ihre Grossen Erfolge
• 1988 Master Serie Vol.1
• 1989 Dalida Mon Amour
• 1990 Dalida Mon Amour Vol.2
• 1991 Les Années Barclay : 1956-1970
• 1993 Paroles, Paroles
• 1993 Am Tag, Als Der Regen Kam (Gravações Em Alemão: 1959-1963)
• 1995 Master Serie Vol.2
• 1997 Les Années Orlando : 1970-1997
• 1999 Dalida La Légende
• 1999 Dalida Story
• 2000 Je Danse, Je Vis, J'aime
• 2004 Mademoiselle Succès
• 2004 The Queen
• 2006 Les Années Disco
• 2007 Les 101 Plus Belles Chansons
• 2007 With Love: Best Of (Estados Unidos)
• 2007 Italia Mia
• 2008 Les 50 Plus Belles Chansons
• 2008 Sus Más Grandes Exitos En Español
• 2008 Deutsch Gesang Ihre Grossen Erfolge
• 2009 Dalida Glamorous
• 2009 Arabian Songs
• 2009 D'ici Et D'ailleurs
Trilhas Sonoras
• 1977 Pour Toujours (Trilha Sonora do Filme)
Discos de Remix
• 1995 Comme Si J'étais Là
• 1996 À_Ma_Manière...
• 1997 L'an 2005
• 1998 Le Rêve Oriental
• 2001 Révolution 5° Du Nom
Premiações de Discos
Ouro
• 1981 - Olympia '81 - França
• 1995 - Comme Si J'étais Là... - França (1996)
• 1996 - À Ma Manière - França
• 1997 - L'an 2005 - França (2000)
Premiações de compilações e coletâneas
Ouro
• 1987 - Master Serie, Vol. 1 - França (2004)
• 1989 - Mon Amour - França (1992)
• 1991 - Les Années Barclay - França (2005)
• 2002 - 15 Ans Déjà... L'original – França
Platina
• 1997 - Les Années Orlando - França
• 1997 - 40 Succès En Or - França (2002)
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2 Comentários
-
16 de Julho de 2011 | 10:41
Marilda Serrano
Parabéns ,muito bem escrito .
Isto é cultura . -
15 de Julho de 2011 | 20:16
Ronald Harari
Dalida sempre foi minha idalo ! ?assei minha juventude no Egito ouvindo suas musicas
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