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Edemar Cid Ferreira concede entrevista exclusiva à ALFA de maio

Edemar Cid Ferreira concede entrevista exclusiva à ALFA de maio

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Sem perder o humor, o ex-banqueiro conta como está a sua vida pós falência do Banco Santos e da perda dos seus bens
 
A ALFA de maio entrevista o banqueiro que é personagem principal de um dos maiores escândalos da história financeira do País. Edemar Cid Ferreira contou, com bom humor, como está sendo viver expropriado de todos os seus bens. De dono de uma mansão de 4 mil metros quadrados idealizada por Ruy Othake, adornada por 687 obras dos mais importantes artistas plásticos do mundo, Edemar, depois de despejado, de ter suas obras confiscadas e seus bens bloqueados – “Foi um Collor que passou na minha vida”, diverte-se – mora a 100 metros da sua antiga residência, mas na casa de um amigo. Aliás, ele afirma gozar da bondade dos amigos. “Vivo de dinheiro que me emprestam, assim pago os advogados e assessores”, diz.
 
O ex-banqueiro relata à reportagem o que ele chama de piores 90 dias da sua vida, período em que freqüentou a penitenciária de Guarulhos e o presídio de Tremembé II. “Em Guarulhos, antes de ser colocado na carceragem, fiquei dez dias sem sair da cela, dormindo em uma cama de concreto. Depois passei para uma cela em que havia oito camas, um vaso sanitário, uma torneira e 20 presos. Uma situação sub-humana”. Mesmo com todas as agruras, o ex-banqueiro jura que nunca se deprimiu. “Toda manhã fazia os exercícios espirituais que me acompanham há 40 anos”, conta.
 
Na reportagem, uma das suas afirmações de leve tom satírico, deixa evidente que é um convicto materialista: “Só conheço esta vida e, quanto mais animada, melhor. Assim, hoje à noite vou me vestir bem, vou ao restaurante do meu filho, vou ser agradável, sorrir, olhar para esta câmera e pensar ‘Eu te amo’. E vou tentar não exagerar na carne. Posso comer uma ou outra menina na semana, mas nada de comer todo dia. Adoro carne!”.


 
Embora Edemar afirme que a intervenção do Banco Central tenha sido um acidente e que o rombo do Banco Santos seria um erro de interpretação, ele não ofende aos seus perseguidores, um deles, Vânio Aguiar, responsável direto por seu despejo. “Vânio é uma sorte na vida. Temos cordialidade no trato. Ele está num corner difícil... Veio acabar com o meu banco e vou demonstrar que errou. Ele usa da maldade de fazer hóspede do vizinho para quebrar a minha espinha. Mas eu não me humilho, porque vou vencer”, afirma. Ao ser questionado sobre o que deu errado, se tudo não passou de um acidente, o ex-banqueiro responde: “Meu único pecado foi a ‘edemasia’. Eu era muito ansioso. Na minha pressa de realizar, devo ter passado por cima de muita gente”.
 
Sobre a ALFA

 A ALFA, lançada em setembro, é a mais nova revista masculina da Editora Abril. Inédita no mercado editorial brasileiro, traz reportagens pautadas pelos temas de interesse e pelo comportamento dos homens, com elegância, sabedoria e irreverência, na intenção de ajudá-lo a aproveitar o melhor da vida. Gente de sucesso, relacionamento, carreira, saúde, estilo, gastronomia e mulheres são alguns dos assuntos que serão abordados na nova publicação.
No time de colaboradoras da revista, estão Sérgio Augusto, o ex-nadador Gustavo Borges, Claudio Manoel (ator e redator do programa Casseta & Planeta) e Tati Bernardi (escritora e roteirista da TV Globo).

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