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Terra, ar puro e gasolina
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Foram estes os ingredientes do meu final de semana! Como uma paulistana normal, sempre que posso procuro ficar o mais longe possível da capital dos motoboys. Meus refúgios normalmente são as águas do Guarujá ou o friozinho de Campos do Jordão, e para esse final de semana da páscoa e chuva, escolhi as montanhas.
Além do romantismo e das boas baladas da cidade, o que mais me fascina são as inúmeras trilhas e caminhos desconhecidos que existem por dentre as montanhas da região. Sábado de manhã acordamos cedinho e fomos para uma trilha light (assim denominada pelo nosso guia e amigo Mingo). Saímos em 5 quadricículos e 2 motos às 10 horas da manhã, e voltamos às seis horas da tarde, depois de quase 100km rodados. 
Vista da primeira parada.
Primeiro, subimos até o topo de uma montanha. Não era tão alta, mas tinha uma vista maravilhosa e o frio era um pouco mais forte. Desligamos os motores e ficamos um bom tempo no silêncio total. Pude escutar o verdadeiro som da natureza: quase que um “nada”, nem um barulho sequer. De vez em quando era possível ouvir lá longe um pássaro ou o vento batendo as folhas das árvores. Sensação inesquecível para quem está acostumado a acordar com os aviões na região do aeroporto.
Motos e o “bar” em Roseta.
Almoço 5 estrelas!
Depois de uma hora de trilha, paramos em uma cidade pequena, que eu procurei e procurei aqui no Google agora e não achei nada, chamada Roseta. “Almoçamos” pipoca doce com Fanta e fizemos o maior sucesso. As motos paradas na frente do suposto bar e aquele bando de loucos com roupas de cross cheias de lama, chamavam mais atenção do que se um disco voador tivesse aterrissado lá.
A chuva tinha apertado, deixando a trilha mais emocionante, com lama e bem escorregadia, nem a viseira muito menos os óculos resolviam mais. Até minha boca, dentro do capacete, estava cheia de terra. Prato cheio para quem gosta! 
Alguém perdeu um crânio?
Saindo de lá, nos perdemos da metade do grupo. Ficamos esperando mais de meia hora, e nada. Eles voltaram pelo mesmo caminho que viemos, e nós decidimos pegar um outro mais longo. Passamos por lugares incríveis, fazendas, cachoeiras, campos, casinhas... era difícil de concentrar no caminho e não se perder olhando a vista ou cada pequeno detalhe que aparecia. A essa altura da trilha, meu dedo já não agüentava mais acelerar a moto! Mas tudo era tão “original de fábrica” que as dores ficavam para trás. 
Cachoeira no meio da trilha.
Com tanta chuva, a pista foi ficando legal de brincar: drifting de quadri! Pegamos uma parte que era mais limo e pedra do que terra, então os freios eram quase que inúteis. Pena dos meninos que estavam de CRF e Tornado que tinham que segurar firme para não sair de traseira e levar um tombo, e sorte nossa de quadricículos que fazíamos as curvas de lado!
Próximo final de semana, vamos deixar a terra de lado e cair na estrada de Harley para o BoatShow no Rio de Janeiro.
Quem topa?
Beijos e acelerando sempreeeee!
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