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Salto Alto – Elegância e Ousadia através da História

Salto Alto – Elegância e Ousadia através da História

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Poucos sabem que os sapatos e sandálias de salto alto, tão lindos e famosos atualmente entre as mulheres, datam de séculos de história. Os primeiros modelos de salto foram encontrados em uma tumba do Egito, em 1000 aC, e tinham o objetivo de caracterizar a alta posição de quem os utilizava.

Além do Egito, na Grécia Antiga, Ésquilo, o primeiro grande autor trágico da história grega, utilizava os saltos em seus atores para indicar a posição social de cada personagem, porém, foi a partir do século XVII, na corte do rei Luís XIV (1643-1715) da França que o salto foi amplamente utilizado.

Apesar de ter sido Luís XIV o pioneiro no uso do salto alto, foi na corte de Luís XV que ele ganhou fama e passou a ser utilizado por mulheres. Nessa época o sucesso foi tão grande, que tem até um tipo de salto que é largo na ponta e na base, e afinado no meio, que leva o nome dele: Luís XV.

Os saltos chegaram aos EUA só algum tempo depois, no século XIX, importados diretamente dos bordéis de Paris. O sucesso era enorme na capital francesa, pois a maioria dos clientes preferia contratar os serviços de prostitutas que usavam saltos. 

Apesar disso, o preconceito do século anterior ainda existia, muitas pessoas consideravam indecentes as mulheres que mostrassem suas extremidades desnudas, por isso, em público prevaleceram as botas e botinas apertadas e abotoadas. Logo após a Primeira Guerra Mundial, com o desenvolvimento da economia, os calçados de tiras entraram em cena: pontudos e com saltos altos modelo Louis, eram utilizados para dançar e tinham uma enorme variedade de cores.

Junto com os anos 30, veio a Grande Depressão, que obteve repercussões na moda: os saltos se tornaram mais baixos e mais largos. Nessa época ainda existiam muitas mulheres que condenavam os saltos altos, porém foi a partir da Segunda Guerra Mundial que eles passaram por uma fase de verdadeiro desprezo devido ao racionamento do couro. A solução foi encontrada pelo designer italiano Salvatore Ferragamo, que desenvolveu um modelo de calçado com salto anabela em cortiça, que muitos outros estilistas passaram a copiar, tornando-se moda.

Ao exportar sapatos feitos a mão para os EUA, Ferragamo ficou conhecido como o estilista dos calçados das estrelas de cinema, enquanto André Perugia e Charles Jourdan competiam entre si para desenvolver o mais elegante salto, mas foi Roger Vivier quem aperfeiçoou o salto, dando-lhe a forma de uma vírgula e recebendo o crédito pela invenção do salto stiletto, em 1955.

A indústria calçadista parisiense foi fundada em 1958, pelo inglês Charles Worth, que foi o mais destacado estilista do mundo da moda na época. Outro renomado designer na época foi Pietro Yanturni, que tinha uma clientela exclusiva de apenas 20 clientes, e se auto-denominava o mais caro estilista de calçados do mundo. Seus sapatos se encontram expostos no Metropolitan Museum of Art de Nova York, e seguindo os seus passos, André Perugia tem seus sapatos expostos no Musee de La Chaussure, em Romans, França.

Nos anos 60, entraram em cena os materiais sintéticos. Vivier, Herbert Levine e Miller foram os pioneiros na história da utilização de material plástico transparente. Já nos anos 90, como sempre acontece na história da moda, os conceitos antigos foram reciclados, e assim como os estilistas de moda, os estilistas de calçados femininos como Manolo Blahnik , Chritian Louboutin, Jimmy Choo, entre outros, passaram a ser estrelas conhecidas  e prestigiadas do mundo fashion.

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