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Fashion Rio... Eu fui!
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No melhor estilo correria pouca é bobagem cheguei terça-feira, dia 11, na Cidade Maravilhosa para mais uma temporada básica de Fashion Rio. Quer saber? Calor à parte, quanto mais eu vou, mais eu gosto. Atualização comigo funciona do tipo: tem que ter! Comecei assistindo o desfile da californiana Ed Hardy by Christian Audigier (fotos) que, na verdade apresentou sua coleção outono-inverno 2011 na feira de negócios Rio-À-Porter.
O desfile apostou em um clima rocker com direito a Welcome to the Jungle do grupo Guns n' Roses na trilha sonora e fiel ao seu estilo “tattoowear”. Um inverno, eu diria, coerente com as temperaturas brasileiras. Christian, que ama e freqüenta a nossa praia Brava itajaiense, não ficou temeroso em expor corpos, jeans de cintura baixa e até biquínis. Ousado, portanto, o estilista se inspirou no estilo japonês e americano de tatuagens com muita estamparia de caveiras, tigres, carpas, corações, gueixas e suas famosas headbands.
Fotos: (Ed)

Alessa
O desfile da Alessa abriu oficialmente a semana de moda carioca e foi uma ótima injeção de bom humor, tão essencial para um começo de temporada. A coleção falava de doces, e como estes remetem quase que diretamente à festas, foi ocasião perfeita para a estilista mostrar seus primeiros looks nesse segmento. Obviamente tudo a seu jeito. Daí as longas saias paetizadas, os macacões todos brilhantes e até alguns detalhes em pele, responsável por adicionar uma dose de glamour e sofisticação ao universo kitsch da estilista. Suas famosas estampas continuam lá, agora como cupcackes, jujubas e outros doces.
Ah... Amei os óculos gatinho que estavam em todos as modelos. Uma coisa!
Fotos: (Alessa)
Filhas de Gaia
É a grife do "é isso que queremos vestir agora". Uma coleção, descomplicada e menos estruturada, onde o ponto de partida, tema da coleção, na verdade, é o universo de mistério de Agatha Christie, trazendo junto um exercício com alfaiataria. Gostei do “algo” sexy e poderoso nas saias longas com fendas ousadas combinadas com camisas de seda transparentes. Ou então naqueles blazeres alongados ou com lapelas angulares lembrando o corte de gravatas. Uma androginia leve e delicada ao mesmo tempo que forte.
Fotos: (Filhas)
Melk Z-Da
O pernambucano Melk Z-Da se inspirou em Fernando de Noronha quando a ilha ainda era uma prisão. Da “Lenda da Alemoa” _uma loira que seduzia os homens na praia, para depois se revelar uma caveira e fazê-los se jogarem ao mar aterrorizados. Tirou a ideia para os cabelos loiro, preto e até azul que decoravam suas saias, vestidos e casacos. E da rica e colorida vida marinha que rodeia a ilha, vêm a parte mais forte com os vestidos e o casaco estruturados. Gosto bastante desse trabalho meio artesanal do Melk. Mas quase sempre os desfiles dele me decepcionam na modelagem. Foi o caso desse.
Fotos: (Melk)
Patachou
A Patachou fechou o 1º dia com uma coleção descomplicada de formas soltas, na dose certa da sensualidade e drama. Vestidos de formas alongadas, cintura deslocada para altura do quadril e uma certa assimetria. Tricôs legais, uns drapeados sexies e tals. Boas modelos na passarela e uma obra de Ravel tocada ao vivo pelo maestro e pianista João Carlos Martins.
Fotos: (Patachou)
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