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Quem é você na internet?
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A febre das redes sociais muda o perfil do internauta, cuja personalidade fica cada vez mais exposta.
Com os primeiros sites de relacionamento surgiram, também, as personalidades virtuais. Pessoas que formavam sua apresentação a partir de ideais de si mesmas ou da personificação de suas convicções.
Os falsos perfis da internet, também chamados de fakes, a princípio eram inocentes e serviam apenas para mascarar a identidade de pessoas importantes, reservadas ou que simplesmente estavam querendo descobrir este universo virtual e a ele se adaptarem, antes de assumirem sua verdadeira identidade.
Porém, com o tempo, eles também deram margem a diversas práticas desagradáveis e até ilícitas. Aumentaram os números de sequestro, prática de pedofilia e estelionato, e medidas de alerta e proteção, sobretudo dos pais para com seus menores, precisaram ser tomadas.
Conforme as pessoas foram se adaptando, os perfis passaram a ser cada vez mais fieis à realidade, e esses sites começaram a servir de meio para se realizar e ampliar negócios. Surgiu o perfil profissional, que seria uma segunda ficha de identificação da pessoa em seu site de relacionamentos, e daí novas oportunidades, mas também, novo canal de avaliação de candidatos, por isso o risco de se apresentar de uma forma no currículo e de outra em seu perfil virtual.
O tempo passou e, de repente, os sites de relacionamento passaram a substituir, também, as salas de bate-papo e até o celular. Outros, como o MSN, ampliaram seus serviços no sentido de assumirem configurações e possibilidades maiores em termos de formação de grupos e fichas pessoas de exposição mais completas. Não raramente, viam-se em sites como o Orkut, postagens sequenciadas nas páginas de um perfil com mensagens curtas e diretas que iam e vinham de uma pessoa com outra, demonstrando que, a despeito dos “talks” já existentes, os internautas queriam mais opções.
Twitter, o Facebook e companhia limitada chegaram a todo vapor e se tornaram a febre do momento. Vêm com uma força de BBB, colocando nossa intimidade à mostra. A câmera, no caso, são nossas próprias mensagens.
E neste universo de possibilidades múltiplas, onde não sabemos muito bem quem nós somos, o que queremos ser e como ou outros nos veem, todo cuidado é pouco para não nos perdermos de nós mesmos.
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