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O ser humano e seus ídolos de barro
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Ao elegermos um ídolo em nossas vidas, depositamos nele nossos sonhos e ideais de conquista, de modo que ele passa a ser nosso modelo de indivíduo. Quando o ídolo erra, nossos sonhos caem com ele. É hora, então, de revermos nossos padrões.
Quando nossos ídolos caem, a nossa fé se quebra, perdemos o rumo, e aquela parte nossa que se identificava com o ídolo caído se frustra, fragmenta-se. O ego, em frangalhos, perde o sentido da vida e não sobram certezas nas quais possamos nos apoiar.
Essa decepção se movimenta no íntimo da gente como um fracasso pessoal; o fracasso vira raiva; a raiva vira vingança, a vingança se torna ação negativa e, como toda ação gera uma reação, ela vem. Em geral, essa reação surge na forma de acontecimentos desagradáveis em nossas vidas; no entorno ou em nós mesmos, na forma de doença.
Este é um ciclo ruim que pode ser interrompido se prestarmos mais atenção em onde colocamos nossos desejos, nossa expectativa de realização e, sobretudo, se evitarmos depositar nossos sonhos, capacidades, esperanças, fora de nós mesmos.
Criar ídolos, na maneira profunda desse fazer, é como alocar o que de melhor queremos para nós em outras pessoas, e correr o risco de cair no mau ciclo da frustração. Não seria este o sentido dos ídolos de barro? Por falta de verdade, plenitude, inteireza, os ídolos de barro apenas representam ideais, mas são tão frágeis quanto a própria idolatria.
Não coloquemos nossa fé, nossos desejos e nossos sonhos em nada nem ninguém passível de ruir ou se despedaçar, mas ergamos, sim, um templo sincero de vontade, força, fé e certeza, em nossas mentes e corações.
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