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Carlos Motta apresenta seu trabalho em Curitiba

Carlos Motta apresenta seu trabalho em Curitiba

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O Museu Oscar Niemeyer recebe uma exposição que retrata a trajetória do artista.
 
Entre os dias 27 de maio e 28 de agosto, o Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, recebe uma exposição com mais de cem peças assinadas por Carlos Motta. Com curadoria e museologia de Consuelo Cornelsen, da Planeta Brasil, a mostra faz uma retrospectiva da vida do artista. “Mostraremos a obra do Carlos Motta marceneiro, designer e arquiteto, como uma forma de retratar os diferentes períodos da vida desse grande artista e toda a sua versatilidade”, adianta Consuelo, que também é produtora executiva da exposição.
 
A abertura da exposição em Curitiba será no dia 26 de maio, às 18h e contará com uma palestra de Carlos Motta sobre Design Sustentável. Em seguida, haverá uma mesa-redonda com outros nomes da área como Bernadete Brandão, Irã Taborda Dudeque, Ivens Fontoura, João Suplicy, Ronaldo Duschenes e Salvador Gnoato. A mostra conta com design gráfico de Gui Zamoner.


 
Com mais de 35 anos de trabalho em projeto e execução de móveis, objetos e arquitetura, Carlos Motta mantém a paixão de um principiante. “É como se fosse o início de um namoro, onde tudo é empolgação e positivismo. Desenhar peças utilitárias e abrigos para as pessoas têm sido o meu trabalho. Faço isso com muito prazer, buscando entender que as necessidades de todos nós são muito parecidas, e que se repetem de geração a geração”.


 
Para Motta, o que norteia o trabalho é a criação de objetos utilitários, que satisfaçam a necessidade das pessoas, sem nunca esquecer que o belo e longevo sempre devem estar presentes na peça final. Além disso, acredita que como profissional deve ter a responsabilidade e consciência para propor um trabalho e uma maneira de vida que cause o menor dano possível ao local onde vivemos. “A natureza é generosa, e muito nos tem oferecido. Mas nosso planeta está cansado, exaurido. Temos a obrigação de reconsiderar o que é importante e vital para o homem. Propor um design objetivo, básico. Desvincular a felicidade do bem material”.
 


Um amante da natureza, Motta costuma dizer que, com os caiçaras, aprendeu o nome dos pássaros, dos peixes e, mais do que tudo, aprendeu a se aproximar do âmago e do purismo da vida. “A vida se expressando de maneira simples e básica. O belo não é somente observado; é vivido e incorporado. Não há intelectualidade”.
 
 Carlos Motta


Apaixonado por surf, pescaria e marcenaria, Carlos Motta iniciou seu trabalho na década de 70, fazendo objetos com peças de madeira trazidas pelo mar, nas praias do Litoral Paulista, onde costuma frequentar. Em 1975, já na faculdade de Arquitetura, desenvolveu os primeiros protótipos de móveis. Nesse mesmo ano, em uma pequena oficina de marcenaria na Vila Madalena São Paulo, produziu as primeiras cadeiras e poltronas.

No ano seguinte, já formado, se mudou para a Califórnia para estudar marcenaria e técnicas construtivas. Em 1978, Carlos Motta voltou a São Paulo e abriu seu atelier na Vila Madalena. Sua proposta é projetar e executar móveis, objetos, esculturas e arquitetura, causando o menor impacto ambiental possível. Para isso, trabalha com madeira de redescobrimento (árvores caídas, madeira de demolição ou encontradas no mar ou rios) e madeiras certificadas pelo F.S.C. Nos anos 80 e 90 se consolidou como escritório de design e arquitetura, desenvolvimento de protótipos, execução de linha de móveis e trabalhos especiais. Em 1994 retornou à Califórnia, onde morou por um ano. A partir daí, aumentou a distribuição de seus produtos no Brasil, Estados Unidos e Europa. No final dos anos 90 passou a desenvolver projetos de arquitetura.
 
www.carlosmotta.com.br

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