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Trânsito de Joinville: a qualidade das vias
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Para antecipar sobre a Semana Nacional de Trânsito que ocorre todos os anos dos dias 18 a 25 de setembro, falarei sobre a situação que Joinville encontra neste quesito. Numa série de postagens pretendo falar um pouquinho sobre essa problemática urbana – vejo que é a principal da cidade. Se temos problemas também há suas devidas soluções. Mas por partes.
A Qualidade das Vias
As vias da cidade ferem toda a lógica e as normas da engenharia de tráfego: sempre num nível mais alto à calçada, fazem o pedestre se sentir refém dos veículos – os bambambãs da Manchester. Apenas um dos mais diversos problemas. E dizem os “entendidos” que o abaloamento do asfalto é por conta da chuva e funcionam como uma calha para seu escoamento. Coitados! Não conhecem o arruamento, nem a qualidade asfáltica de Curitiba, Rio de Janeiro e até de cidades menores como Blumenau ou São Bento do Sul. Nossos engenheiros da Conurb, Seinfra (quando são engenheiros) de muito pouco demonstram que fizeram uma matéria na faculdade chamada resistência de materiais, drenagem, entre outros. E que não tivessem as feito. Um pouco de estudo e dedicação vai bem à essas horas.
A cidade das bicicletas precisa, decididamente, de uma pavimentação de qualidade haja vista a alta pluviosidade, o peso dos caminhões e ônibus que trafegam em demasiado número pelo centro da cidade. Quando chove nos dias como hoje nosso asfalto das laterais em proximidade ao meio fio se transforma em pó. O resultado é sempre o mesmo: a politicalha, a politicagem e a politiquice prometem o recapeamento. Tinta de asfalto! 
Ponto de Ônibus
Trânsito de Joinville
Trânsito de Joinville
Problema Histórico
Desde minha infância venho acompanhando uma série de políticos, se gabando, por recapearem não sei quantos KM de asfalto. O que poucos deles sabem ou percebem é que vias como a Procópio Gomes, JK, João Colin, rua do Príncipe, já tiveram tanto asfalto sobre asfalto que suplantaram o nível da calçada ou até tiraram a percepção de grandeza dos prédios, uma visão que antes era de baixo -- olhar pra cima com admiração; hoje é quase frontal.
A problemática pelo visto não vem dos dias correntes. Aliada à uma população que adora usar o carro egoisticamente (ônibus é mais-valia, carona é milagre, táxi é clichê, automóvel é conforto) nossas vias saturaram em número de veículos e em desordem. Transporte coletivo de valor alto, qualidade dos pontos péssima, asfalto ruim que faz a manutenção encarecer, e falta de planejamento para a mobilidade somam-se e o fim não pode ser outro. Sendo assim, em uma capital-industrial que detém o apelido de Chuville, nada mais justo preferir o carro.
Pra pensar.
Mandem suas críticas ou sugestões para: eduardo.spezia@live.com
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