patrocinado por
Traição: uma traidora tradição
Publicidade
Nunca foi simples definir e compreender a infidelidade. Ela alimenta mágoas, rasga relacionamentos, mas esta sempre presente na vida humana. Ao menos em pensamento.
Traição = tradição. É um conceito mais do que cultural. Impregnado na nossa vida, domina as rodas de conversa, cansa nossos ouvidos, persegue nossa psique.
A infidelidade, nome mais elegante para dar vida ao conceito da traição, é uma prática que machuca os mais desavisados – ou vividos, como preferirem. Há países onde o homem pode ter várias mulheres, e a partilha financeira entre elas deve, por lei, ser igual. Mas o sentimento não é dividido em partes. Quando vem, ataca.
Pode ser mais comum e perdoável, ainda nos dias de hoje, a infidelidade masculina. Mas esse é um assunto que coloca em xeque e na mesma balança homens, mulheres, homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais: o ato infiel.
Mas como estar preparado para receber a notícia de que o cônjuge, o ser amado, o ficante, o amigo-colorido, ou até mesmo o próprio amante passa momentos colado no corpo de outra pessoa? E quando nos deparamos com a própria cena da traição em si, então? O que fazer?
É um choque emocional que abala, não temos como medir, pois cada um tem a sua própria régua da vida. A dor não se mede. As pessoas se sentem consumidas por uma ânsia por terem sido trocadas, sentem-se indesejadas.
O traído é acometido por um sentimento de que é, ou esta sendo naquele momento, inferior. Rejeição gera traumas que iniciam lá na infância. Todos querem atenção o tempo todo. Mesmo os sozinhos não querem ser solitários.
Muitas vezes não sabemos se a raiva é maior do parceiro/parceira, ou do(a) amante. Assim como as ondas do mar, às vezes somos pegos desprecavidos por surpresas indesejáveis.
A saudade acaba quando é substituída pela lembrança, as boas vivências. Beleza de espírito significa ter consciência. Aprendemos com nossos próprios atropelos. Dirigimos nossa vida sob referências, e realizamos projeções. Sempre achamos que temos a razão, quando ela é uma grande dúvida subjetiva.
O que passa pela cabeça do outro é sempre uma incógnita. O infiel pode também se sentir culpado, possuir o vício de não controlar seus desejos. Somos donos de nossos impulsos e nossa guerra interior serve para controlá-los.
Mas o mais importante é aprender a se conhecer, descobrindo os próprios limites e vencendo mais e mais a cada dia o grande animal feroz que somos todos nós. Após uma traição voam os julgamentos – de todos os lados. Amigos oferecem conselhos, nosso travesseiro banha-se de lágrimas e a cabeça ensaia a explodir. Raiva de quem? De nós mesmos.
O jogo do “trocar e ser trocado” nos ensina a conhecer mais nós mesmos, e darmos menos valor ao que não sabemos, e na maioria dos casos jamais vamos saber, sobre o outro. Não podemos nunca deixar a tristeza nos abater. A pessoa mais importante da sua vida é você mesmo. Não traia a atenção e o valor que só você pode lhe conceder.
Voltar
- Imprimir
- Compartilhe
Nenhum comentário
Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar!Maurício dos Santos
Balneário Camboriú
Maurício dos Santos é Jornalista...
Fechar
Notícias Relacionadas
- GV tem novo Diretor Artístico
- Especial Mês das Mães: Palavras e...
- Analice Nicolau comemora ao lado de...
- Rô Pacheco: uma alma viva de corag...
- Três iniciativas catarinenses são...
- Wanderley Paixão recepciona mais f...
- Planejamento de coleção de moda c...
- Osteopatia em Balneário Camboriú
- Diário de Viagem
- Reconhecimento
- Blogueira Michelle Jumes desvenda...
- Ser mulher hoje
- Wanderley Paixão: um empresário r...
- Novidade
- Juliethe Nitz volta de cruzeiro int...
- Homenagem
- Autismo: Você sabe o que é e como...
- Drailton Gonzzaga estreia no mundo ...
- Representante da Educação
- Mudança!