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Sonhos roubados
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“Sonhar não custa nada”... já dizia a música , o poema, o poeta. Será? Ás vezes custa...dissabores...
Somos indivíduos, com valores, crenças, inseguranças, coragens, medos, SONHOS. Sonhos que nos alimentam, que nos sustentam, que nos trazem sentido nas buscas, nas lutas, no caminhar...na VIDA.
“Ah...mas que sonho bobo, que coisa sem sentido”, poderia pensar alguém. Como eu disse somos seres individuais, cada um com sua história de vida, coisas que marcaram, só cada um sabe o que fez a diferença em sua vida. Somos seres com suas dificuldades , facilidades (?) , pontos fortes, pontos frágeis, desejos, pensamentos, valores e SONHOS.
A nossa subjetividade! Nos roubam tanto, na vida, coisas objetivas: impostos, carros, celulares, residências, jóias, coisas materiais. Mas há jóia mais preciosa do que nosso “Eu”, nosso direito de “SER”? O roubo de nossa subjetividade! O ROUBO DE NOSSA “ALMA”, este é o pior roubo, o pior arrombamento. (Fica a sugestão do livro “Quem me roubou de mim, o sequestro da subjetividade” do Filósofo e Padre Fábio de Melo.) Livro que aprofunda , brilhantemente, a questão do encanto e do DIREITO de SER.
Quantos e quantos relacionamentos, pessoas, amigos, família, nos “Sequestram de Nós Mesmos”? Já parou para pensar nisso? Tenho certeza que já sentiu! Será que já não fizemos isso na vida de alguém? É algo que vamos percebendo com o tempo. No início, podemos ser “NÓS MESMOS” e até se encantam por isso, mas de repente o que encantou passa a incomodar e não podemos SER MAIS AUTÊNTICOS, não conseguimos mais manifestar nosso verdadeiro EU, sem receber em troca: críticas, agressividade, palavras ásperas.
AS PALAVRAS QUE FEREM, PROFUNDAMENTE, e vamos nos “encolhendo”, nos “escondendo dentro de nós mesmos”, perdendo o “desejo de viver/sonhar”, e finalmente “nos perdendo, quem somos, mesmo?”.
Chega um momento que o medo de expressar seu EU paralisa! Medo irreal? Medo distorcido? Medo infundado? Pode até ser, mas MEDO, medo de SER, medo de SERMOS NÓS MESMOS.
E é horrível viver com MEDO, principalmente o MEDO DE “SER”, simplesmente “SER”. E o que acontece então? Nos encolhemos, nos recolhemos, nos calamos, procurando ardentemente que nos ouçam. Ouçam nosso grito de “SER”, DE “SONHAR”. Que nos compreendam, nos apoiem (mesmo que diga apenas: EU TE ENTENDO!), ou simplesmente RESPEITE NOSSO SONHO, RESPEITE NOSSO “EU”.
É tão pouco o que podemos ter da vida. A vida é tão fulgás e em um determinado momento percebemos que NEM SONHAR PODEMOS, que “roubam nossa subjetividade”, roubam NOSSO “DIREITO”(?) de SONHAR!
A pior prisão que pode haver é a da alma, do coração, da subjetividade. “Engolir” quem somos e como sentimos a VIDA nos prender e nos perder dentro de nós mesmo. Vem o vazio. Chega um momento que nem sabemos mais do que gostamos, o que realmente nos dá prazer, alegria, quais ERAM nossas ideias, ideais e SONHOS.
Ninguém tem o direito de menosprezar o sonho de outra pessoa. Cada um sabe a “a dor e a delícia de ser o que é”, já dizia a canção. E não falo de sonhos objetivos, ou seja, de coisas concretas: casas, mansões, carros, fazendas, aviões, viagens, perfumes importados, falo dos “verdadeiros sonhos”: o “Sonho de SER”, não o sonho de TER.
E SER, seja o que for, algo que lhe importe, que lhe traga brilho nos olhos, não importa o quanto outra pessoa possa considerar: “Que bobeira”.
Claro que para cada pessoa os sonhos são diferentes. O que é importante para mim, subjetivamente pode não ser para você. Mas o que importa é o RESPEITO. Respeitar o sonho alheio. Respeitar o direito DE “SER”, mesmo parecendo “bobo”, mesmo parecendo “pequeno”, sob seu ponto de vista. Para aquela pessoa pode ser o que LHE DÁ SENTIDO À VIDA, PODE SER “TUDO O QUE TEM” PARA CONTINUAR,CONTINUAR, CONTINUAR e CONTINUAR.
Por favor, não roube o SONHE DE NINGUÉM, não subsestime, não desdenhe! Pelo contrário, pense nos SEUS SONHOS. Quão são importantes para você? Pode não ser “NADA” para outra pessoa, MAS para VOCÊ DÁ O SENTIDO NA VIDA.
E quem tem o DIREITO DE TIRAR O SENTIDO DA VIDA DE OUTRO ALGUÉM?
Dê o sentido a sua vida, permita-se sonhar, permita-se SER e não permita que lhe roubem “sua subjetividade”. O SEU “EU”, MERECE VIVER!
Grande beijo
Te espero, aqui, no próximo encontro!
Adriana Roveroni
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1 Comentário
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30 de Setembro de 2011 | 12:03
André Galvão
Belo texto, Adriana. bjo.
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