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Saudades dos que se foram
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Final de ano é uma época em que a sensibilidade se aflora diante de tantas manifestações, cor, luzes, enfeites, música... É a maior festa dos cristãos e a vida de Jesus é lembrada com grande efusão! Seus ensinamentos de amor se espalham em mensagens universais e as pessoas parecem mais aptas a ouvi-las e disseminá-las.
Até mesmo o chamado ao consumo; a escolha de presentes nos faz sentir mais gentis. Há ainda o pensamento fraterno despertado pelas inúmeras campanhas que nos lembram o que jamais deverÃamos esquecer: muitos semelhantes nossos sofrem, choram, estão sós, sem a mÃnima condição de sobrevivência. Estiveram assim todo ano, mas nessa época existe um apelo maior à solidariedade que chamamos de EspÃrito Natalino.
Não tem como ser diferente; nessa época do ano as saudades dos que se foram são também especialmente dolorosas. Muitas vezes são lembranças de encontros, comemorações, parcerias importantes que refletiam grande amizade. Mas nem sempre são recordações felizes; não é raro que nos desentendamos com as pessoas que amamos e, diante da ausência, a culpa se sobrepõe a razão e machuca muito.
Penso sempre nas saudades como algo bom que nos mantém unidos aos nossos afetos que se foram; afinal é impossÃvel não sentir a falta de quem amamos. Assim, acho que podemos transformar o sentimento de falta em algo que nos faça bem, que nos preencha a existência. Se você pudesse optar entre sentir a falta de alguém ou nunca tê-lo conhecido, qual seria a sua escolha? Percebe que podemos inverter a dor em gratidão? E a saudades não passa assim a ser um sentimento de união eterna? Que pode haver de melhor do que estarmos unidos eternamente aos que amamos?
Talvez fosse interessante aproveitar o momento para transformar nossos pensamentos na busca de renovar atitudes, impulsionando-nos para uma vida menos conflituosa. Sofrer por culpa ou por não ter aproveitado como deverÃamos da presença de alguém não nos levará a nada e, ainda, estaremos, com certeza, afligindo os que estão conosco. E teremos que perdê-los também para valorizar as suas presenças?
Aprender as lições que a vida nos presenteia é imprescindÃvel para que nos tornemos pessoas melhores e mais dignas de amar e sermos amados. Tenhamos, pois, em nossos corações o mais puro sentimento de amor pelos que já partiram, mas não deixemos de comemorar com alegria junto aos que aspiram por um sorriso nosso!
Suely Buriasco
www.suelyburiasco.com.br
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