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Reavaliando a vida
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Atualmente, tenho percebido que no cerne da angústia de muitas pessoas, encontra-se algo que podemos chamar de “excesso de competitividade”. Ensinamos as crianças, desde cedo, que têm que ser os melhores em tudo, senão ficarão para trás. Às vezes, cobramos tanto dos pequenos que eles começam a desenvolver alguns transtornos emocionais, como a ansiedade, o pânico e , principalmente, o T.O.C (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Imagine a mente de uma criança que não consegue atingir todos estes elevadíssimos padrões estabelecidos para ela. Se sentirá inferior, inadequada, insegura, triste, e possivelmente, deprimida.
A cobrança começa em nós mesmos. O mundo globalizado, a internet, a quantidade e a velocidade de informações, o consumismo exagerado, etc... Tudo isso nos leva a uma auto-cobrança muito severa. Nos cobramos pela educação de nossos filhos, pelo nosso desempenho no trabalho, pelo nosso desempenho social, afetivo, etc.. O pensamento é que devemos fazer o maior esforço, possível , para sermos os melhores. Esforço possível ou impossível? Além de nossas forças? Melhores em quê? Em tudo? Impossível!
Podemos ser bons pais e profissionais regulares, podemos ser bons profissionais e pais regulares. Podemos ser bons pais, bons profissionais e esposos(as) regulares... Enfim, sermos excelentes em tudo, e ao mesmo tempo, é uma meta inatingível. Somos seres humanos, com potencialidades sim, mas com limitações, também.
A falta de respeito a estas limitações , a falta de “foco” em nossos objetivos de vida, entre outras pressões da vida moderna, têm trazido muita angústia às pessoas, que ficam tentando equilibrar todas “as bolinhas” , de uma vez só, como verdadeiros malabaristas.
Vamos pensar juntos. Estamos competindo com quem, com o quê? Com padrões de beleza? Com padrões de status social? Com padrões de poder aquisitivo? É a competição de quem pode “ter” mais ? E nosso “ser”, como está?
Alguns dizem que : “Dinheiro não traz felicidade, mas manda buscar, comprar, etc...” Como se a felicidade fosse algo palpável, material.
Na verdade, somos estimulados o tempo todo com o consumismo e com a competitividade. Consumindo mais, ostentando mais, poderíamos nos “sentir melhor que o outro”. É este o pensamento? Mas que sentido há nisso? Que sentido há nesta competição de aparências, onde o supérfluo é o valor em questão? Ter, e não , SER. Onde ter beleza, dinheiro, propriedades, são os valores principais. Que modelo de sociedade estamos vivendo e ajudando a construir?
As pessoas “brincam” (para não dizer , fingem) que são felizes por possuírem bens, mansões, carros novos. Por conseguirem realizar os melhores negócios, por estarem com a conta bancária recheada, possuírem muito prestígio social . Aliás, este último, atrai muitos aduladores.
Mas onde nos leva tudo isso? É isso que nos traz felicidade? Será que não estamos praticando o pior engano de todos: o Auto-Engano?
Muitos conseguem ficar na primeira fila desta competitividade sem sentido, e mesmo assim se sentem infelizes. Esquecem-se de olhar para dentro de si, para suas esperanças, culpas, ressentimentos, sonhos, e apenas, “seguem o fluxo”.
O risco de “seguir” o fluxo, é simples. Se estivermos em uma cidade movimentada ,como São Paulo, e distraidamente seguirmos o fluxo, podemos chegar a locais jamais desejados ou até mesmo, indesejados. O mesmo pode acontecer com o que estamos fazendo no dia-a-dia.
Será que não estamos correndo em uma Maratona sem sentido e sem destino? Onde, verdadeiramente, queremos chegar?
Vivemos em função de agendas e horários pré-programados. Agendas à cumprir. Não temos tempo de ligar para os amigos. Falo aqui, dos amigos verdadeiros , do coração. Não dá tempo, temos que correr.... Para onde? Não sabemos...
Claro que todos nós temos que trabalhar, produzir, buscar a realização profissional e pessoal. Só não podemos esquecer de nossa afetividade, dos relacionamentos interpessoais, da amizade, do amor, do carinho, do respeito, da paz... DA VIDA!
Em sua REAVALIAÇÃO de final de ano, e metas para o ANO NOVO: Pense nisso!
Feliz Natal ! Muita Paz, Saúde, Harmonia e Sucesso para 2012!
Nos encontramos, aqui, no início do novo ano!
Adriana Roveroni
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