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Infidelidade
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A vida não é feita apenas de perdas e ganhos. Não somos donos de ninguém, já temos a nossa vida e as nossas questões pessoais para resolver. E queremos mais: controlar o outro e o sentimento oposto. Aí mais uma vez entra a palavra controle. E tem mais: possessão e obsessão caminham lado a lado.
Nossas histórias são e devem ser marcadas, principalmente, pelo aprendizado. E quando você foi traído havia, antes do choque, feito um “pacto de fidelidade” com a pessoa amada? Infidelidade tem a ver com falta.
Pura falta de conversa, medo de contar ao outro que o desejo vem e que muitas cartas mal embaralhadas podem ser mediadas com uma saudável discussão. O casal precisa aprender a discutir mais, e com respeito. Ouvir e ser ouvido é uma necessidade humana. Talvez a maior delas.
O sexo alimenta o ninho do amor, aquece o relacionamento. Mas são as palavras proferidas com suavidade e transparência que fazem dois seres evoluírem juntos. Companheirismo não é prisão. Não resolve chavear as portas da verdade. Uma hora ou outra a máscara vai revelar a face de um desejo escondido.
Olhar para o lado, muitas vezes, é mais inteligente e saudável do que só "lembrar do passado". Do lado mora o desconhecido, o imaginário, ou mesmo um amigo invisível chamado "novo ego".
Somos todos animais. Animais mesmos. Feras à beira de um ataque. Temos é que ter controle. Se vale a pena perdoar e quando vale a pena? Isso ninguém sabe. Os divãs não cansaram e jamais cansarão de ouvir os melosos discursos dos traídos.
O cinema, a TV, os reality shows, a vida real, tudo gira em torno dos desejos, e nossos ímpetos apresentam constantemente sinais de atração pelo outro. A traição em pensamento acompanha nossa vida, é comum e normal. O limite é o casal quem deve estabelecer.
Chega de regras. Cada casa tem a sua história, e cada casal sua essência e jeito de ser. Isso é respeito: criar códigos de conduta. Conduta reúne ética e moral. Isso representa o respeito pelo compromisso estabelecido.
Mas ainda falando sobre os animais, será que no mundo selvagem deles (nem tão diferente assim quanto o nosso) a traição tem o mesmo peso? Mesmo quando dócil, o animal não deixa de ter o seu veloz e selvagem desejo de conquista.
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1 Comentário
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25 de Novembro de 2011 | 00:59
Alice Haag
Legal, Maurício! Um tema aparentemente banal, e que atinge tantas pessoas, ganhou análise interessante em suas palavras. Sinceramente, você acertou 'na mosca'. Curtindo esse 'novo ego'... Parabéns!!!
Maurício dos Santos
Balneário Camboriú
Maurício dos Santos é Jornalista...
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