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Erradicação da fome, uma boa base para o exercício da cidadania planetária

Erradicação da fome, uma boa base para o exercício da cidadania planetária

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No último dia 16 de outubro, dia mundial da alimentação, quantos homens e quantas mulheres deste nosso Brasil pararam para pensar no quanto poderíamos distribui melhor nossas riquezas a fim de que ninguém em nosso país passasse fome algum dia?

Um assunto que passa por desapercebido para a maioria das pessoas aqui do nosso abençoado e farto país, mas que preocupa diversos outros países do mundo em que a fome não ocupa tão raramente as nossas mentes é hoje o motivo maior pelo qual potências internacionais olham para o Brasil com interesse e esperança.

O Brasil, todavia, possui cerca de 16,7 milhões de pessoas passando fome e que ocupam a faixa de pobreza extrema, apesar de o governo anunciar índices mais baixos. Obviamente, não é esta a informação que interessa aos países que se sentam para discutir o destino da humanidade terrena. Se fosse este o assunto, o foco estaria sobre a África, que é praticamente o berço da fome no planeta azul.

Em Malawi, o país africano da carestia, a realidade nos mostra um índice absurdo em que 77% da população passam fome e vivem em extrema pobreza. E é mesmo na África que estão os mais altos índices de mortandade por desnutrição, desidratação, fome, miséria.

Etiópia, Eritreia, Somália, Sudão, Quênia, Uganda e Djibuti, Zâmbia, Zimbabwe, Lesotho, Swazilândia, Moçambique e Angola são países que assustam pelo grau superlativo de miséria que carregam.

A mãe e berço das civilizações historiadas, pátria irmã do Brasil, merece tanto a nossa atenção quanto o nosso zelo e exemplo. Afinal, a fome por lá tem por principal motivo a guerra civil, a disputa entre pequenas nações e a pobreza extrema.

Em parecido com o Brasil, a África possui a agricultura. Mas apesar do grande número de produtos deste setor, tanto no comércio da exportação quanto no da importação, a África não possui uma política una, harmônica. A maioria dos países não possui senso capitalista, de forma que não sabem ao certo como obterem lucro. Países com povos desagregados e muitas vezes rivais entre si.

De fato, o grupo que governa o mundo não pensa na África como grande produtora de alimentos, mas sim no Brasil, que possui clima e solo fértil que propiciam torná-lo no futuro o grande fornecedor mundial de alimentos.

Mas você alimentaria bem a um filho vendo sua mãe morrer de fome?

Para o Brasil se tornar o grande produtor que o mundo espera que ele seja, não pode simplesmente manter em seu seio uma só pessoa passando fome. E não pode desprezar a terra mãe de onde surgiu ou qualquer outra pátria irmã.
Para tanto, a solidariedade tem de brotar e frutificar em cada coração. Pois no futuro, o mundo derrubará suas fronteiras criando grandes potências fornecedoras, cada qual do seu produto, para que todos formem uma grande família planetária onde um é responsável pela sobrevivência do outro.

Não feche os olhos, as mãos e o coração para quem precisa. Compaixão, solidariedade, amor e ação não são palavras para um modismo passageiro, mas sim os alicerces de uma nova humanidade.

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Lucia Roberta Mello <br />São Paulo

Estilo Único

14/11/2011 | 12:37

Por:

Lucia Roberta Mello
São Paulo

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