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Dormindo com o inimigo

Dormindo com o inimigo

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Algum Filme? Livro? Ficção? Ou realidade?

No começo tudo é lindo, parece conto de fadas, os olhos brilham, as palavras são suaves, os gostos e objetivos “parecem”ser iguais ou bem semelhantes. Paixão? Amor? Atração? Quem saberá definir?

Idealização, talvez? Projetamos no outro aquilo que gostaríamos de ter/ser? É... parece que nosso bate-papo, hoje, ficará nas interrogações! Bem, minha intenção é, exatamente, propor reflexões.

Voltando... tudo parece lindo, muitas vezes passam-se meses, anos e anos, até perceber-se que aquela pessoa não existia (ao menos, não da forma idealizada) ou ainda, que ela pode se transformar em sua pior inimiga. Afinal, quando nos relacionamos , seja no amor ou na amizade, desejamos/necessitamos compartilhar. E, aos poucos, vamos compartilhando, além das coisas mais belas que demostramos na fase da conquista; também nossos pontos mais frágeis, nossas feridas emocionais, nosso “eu” mais profundo.

Na construção de um relacionamento, apostamos nossas fichas que dará certo, claro. Quem entra em um navio pensando que vai afundar?

Os dias passam, os anos chegam, e quando se percebe a outra pessoa conhece muito de você. E , por ter um olhar externo, muitas vezes, vê mais coisas. Coisas boas, coisas ruins, pontos fortes, pontos frágeis.

E por acreditar no relacionamento e desejar que ele se mantenha firme e sólido, a cada dia, você conta mais de sua vida, mostra mais de si mesmo.

Tudo muito bem, não é? Troca, compartilhar, amar, possuir. Possuir? É... algumas pessoas amam, outras “possuem” , ou pensam possuir o outro.

Amor e posse. Amor ou posse. E começam as complicações.

Discussões, ciúmes, acusações, e... aquele conhecimento todo do início, que parecia tão lindo, que você entregou nas mãos de um “amigo”, um “amor”, ou ao menos, acreditava que fosse; se transformam em “armas”. Suas fragilidades são escancaradas. Suas feridas mexidas, cutucadas, remexidas. Seus erros, possíveis falhas, espalhados ao vento. Pisados.

Mas onde foi parar o amor? Perdeu-se no redemoinho? Passou um tsunami? Onde está o amor tão declarado, tão vivenciado, tão esperado, tão desejado, tão prometido?

Neste momento,  percebe-se que a pessoa em quem confiou, se jogou de corpo e alma em uma relação de amor, de amizade, de cumplicidade, se transforma: em seu pior inimigo.

Por quê pior? Porque, exatamente, é aquela pessoa que mais conheceu suas virtudes e suas fraquezas, suas conquistas e suas derrotas, sua coragem e seus medos. Conhece suas feridas cicatrizadas e não cicatrizadas. Conhece suas maiores fragilidades. E, infelizmente, passa a usar isso contra você.

Em público?

Não. Muitas vezes, nem se torna público. É uma tortura velada, silenciosa, discussões abafadas, que atacam , justamente, as feridas que mais dóem, os pontos mais frágeis; praticamente sem possibilidade de defesa. É usada a “arma”que desarma, tira as forças, fragiliza.

Mas qual a intenção? Isso seria maldade? Calculismo? Frieza? Reação de defesa pelo medo de perder (alguns poderiam citar...)? Aliás, seria intencional?

Hora ou outra, a vida nos mostra que estávamos, durante pouco ou  muito tempo: DORMINDO COM O INIMIGO?!?! Uma pena, pois uma relação onde houve amor, ou algum sentimento semelhante, jamais deveria ser maculada por ações propositais de ferir, atacar, exatamente, quem se abriu para amar.

A expressão “dormindo com o inimigo” nada mais é que a constatação de que o inimigo, não estava longe, nem era aquele que demonstrava não gostar de você ou te odiar. O “inimigo” que te fere, neste momento, é aquele que você mais amou e que mais demonstrou amor por você.

A tristeza da expressão está, exatamente, no fato de perceber, que o amor e o ódio caminhavam juntos (eu não acredito que sejam faces da mesma moeda, apesar de existir ambivalências afetivas; mas isso é um próximo tema).  E do sentimento e relacionamento que era lindo, com bases no amor, resta apenas a constatação de que aquela pessoa, que te conhece profundamente, mostra a “cara” e te faz mal maior do que alguns que seriam, porventura, considerados inimigos. Te fere, usa de “armas”emocionais que passou a conhecer a seu lado.

Não há quem conheça melhor nossas fragilidades do que nossos amigos, familiares, amores. E destes, é que não poderiam , jamais, vir  ações calculadas para machucar aquele que tanto lhe confiou o amor!

Vamos repensar: amor acolhe, não fere! Não acusa! Não usa e abusa de  fragilidades.

Dormimos com o amor, e não com o “inimigo”. Se estamos “Dormindo com o Inimigo”: tem alguma coisa errada no “paraíso” E precisamos acordar!

Até a próxima!
   
Adriana Roveroni

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8 Comentários

  • 27 de Janeiro de 2012 | 15:08

    Thelma

    Você desnudou com muita coragem e clareza o lado sombrio de uma relação conjugal.
    Acho que problemas todos tem,mas sofrer é uma opção.
    O melhor amigo ou pior inimigo somos nós mesmos em permitirmos certas coisas em nossa vida.
    Cada um sabe a alegria e a dor de ser o que é.
    As estratégias e resultados que visam o êxito são muito particulares,cada caso é um caso.
    Acho que perfeição não existe,nem em pessoas nem em relacionamentos:tudo é tolerância e limiar de compreensão.
    O que vale é o balanço dos prós e contras.
    Belo artigo querida Adriana :D...bjs

  • 26 de Agosto de 2011 | 16:39

    Adriana Roveroni

    Isa, Renata, William , Nanete, Patrícia, Raquel!!!

    Com muita alegria recebo suas participações!! Saibam que seus comentários enriquecem, e muito, minhas próprias reflexões.
    Agradeço todo o carinho e retribuo imensamente.
    Este mês tem mais......
    aguardo vocês...beijos

  • 01 de Agosto de 2011 | 19:50

    isa

    bom

  • 26 de Julho de 2011 | 17:41

    Renata Costa

    Adriana, amei o texto, e issoa contece muito, infeizmente, mas creio que este inimigo começa a mostrar
    acara logo cedo, mas estamos cegas para ver os sinais, e algumas levam mais tempo para encarar essa situação
    de estar vivendo isso, ninguém consegue esconder as garras muito tempo, creio que devemos nos reservar mais
    nos sentimentos dxando para realmente confiar quando estiver construido em rochas e nãoem areias, difícil segurar os sentimentos, difícil não ficarmos cgas diante da paixão, mas que devemos cuidar, devemos, rsrsrsrs, bjossss amei, vou esperar o próximo tema por vc.

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Adriana Roveroni<br />Jaú

Estilo Único

25/07/2011 | 14:40

Por:

Adriana Roveroni
Jaú

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