Batelli - Unique Style

Publicidade

patrocinado por
Patrocío Samsung 1

Auto-realização no mundo dos negócios

Auto-realização no mundo dos negócios

Publicidade

"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo."

-Siddartha Gautama, o Buddha



Paulo Vieira de Castro é português,  Inner Leadership Coach, consultor de empresas, autor de obras na área da espiritualidade no mundo dos negócios e director do Centro de Estudos Aplicados em Marketing, do Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG) – Porto. Vai estar à conversa com Alfredo Sfeir-Younis que  é economista.

Tendo desempenhado  durante 29 anos funções de direcção no Banco Mundial, recebeu diferentes  prémios internacionais. É ainda  autor de vários livros e presidente do Zambuling Institute for Human Transformation (ZIHT) procurando encontrar a porta para a felicidade no mundo dos negócios.

Uma das minhas interpretações em relação ao trabalho do Paulo Vieira a nível de Ser Humano, é que o mesmo oferece através de suas obras o desenvolvimento das capacidades latentes do indivíduo que em outras palavras a ideia é a seguinte: Propôr a unidade do Ser em todas as suas dimensões, com o Cosmo, com o Todo, Universo, Deus como queiram chamar. A ideia é que nós estejamos por inteiro nas nossas atividades do dia-a-dia. Exemplo: O indivíduo passa a semana toda no seu mundinho vivendo as suas verdades subjetivas e aguardando fervorosamente o dia da Missa na Igreja para poder sorrir, dar o dízimo, apertar a mão dos irmãos, confraternizar com outros trabalhadores, fazer suas doações enfim desenvolver qualidades que poderiam ser desenvolvidas o tempo todo.

Certos pensamentos além de trazer  saúde,  proporciona a harmonia ou a desarmonia do ambiente. Essa falta de viver o Amor é que trás a infelicidade para as nossas Vidas, muitas vezes ouço: "Me sinto tão bem quando estou na Igreja, Centro Espírita e etc." E por que não se abrir também no dia-a-dia para essas energias?!

A sua empresa é a continuidade dos seus valores. 


Vamos viver tudo o que há pra viver, vamos nos permitir.
Lulu Santos




Auto-realização no mundo dos negócios

PVC - O Homem é um ser de convicções, animado pelo desejo de convencer. Persuadir é uma experiência específica do gênero humano. Os restantes seres da natureza informam e exprimem, nunca assumindo a postura do convencer, pelo que só o ser humano pode fantasiar a respeito de si mesmo e dos outros.
 
Muitos são já os que se questionam se fará sentido passar uma vida a procurar – exclusivamente - o equilíbrio financeiro; poderá a felicidade ser comprada?
 
Nas organizações onde poderemos encontrar a felicidade?
 
ASY– A razão de ser da vida humana está bem definida na sua missão na Terra. Ninguém cai aqui de pára-quedas, faz o que quer, evoluindo espiritualmente. As funções que nos são atribuídas no tempo e no espaço são contratos concretos que nos conduzirão à transformação espiritual.
 
O único sentido da vida terrena é o cumprimento desta missão, contudo a grande maioria de nós não tem memória relativamente a este aspecto.
 
Também as empresas têm uma missão a cumprir. Nesta não está - exclusivamente - consagrado o equilíbrio financeiro, ou o lucro. Certo é que a missão das organizações será o único referente real da evolução das mesmas, do seu progresso, êxito ou fracasso. Como acontece com a missão dos Homens, também a das empresas ajuda ao cumprimento da missão terrena e consequentemente à prática espiritual.
 
PVC - Dar significado ao propósito exterior da vida é ter já uma missão?
 
ASY -As empresas não são só centros de “fazer” ou “ter”, são centros de “Ser”, deste modo todo o trabalho, todas as profissões, deverão ter o sentido prático da auto-realização pessoal e colectiva, havendo igual propósito de sentido para as organizações.
 
Vulgarmente, os padrões de transformação humana impostos pelas empresas, estão muito longe do horizonte de missão dos seus funcionários, ou mesmo dos que deles dependem. Não pode existir um caminho corporativo que seja contrário ao dos seus funcionários. Este desencontro leva – inevitavelmente – à doença, à destruição ambiental, à perda de sustentabilidade, responsabilidade, etc.. A empresa tem de ser um espaço de auto-realização de todos os que lá trabalham, sem excepção.
 
PVC - Porque desprezamos o verdadeiro sentido e significado da existência humana ( a espiritualidade) sempre que entramos a porta da empresa em que trabalhamos?
 
ASY –  Uma empresa que não saiba lidar com a espiritualidade é um esqueleto andante. A espiritualidade deverá ser vista como um processo que ajuda à transformação dos estados de Ser, vendo auto-realização em tudo  a que se propõe.
 
A empresa é em tudo semelhante ao corpo humano, tem vida, órgãos, funções e inteligência, .., estando em permanente interacção com o meio ambiente. Como todo o ser humano tem um aspecto material e outro não material.    O lado imaterial está relacionado com a identidade corporativa, os seus valores, os objectivos a alcançar e as formas de comunicação. Mas este corpo imaterial também é espírito, concertando em si centros energéticos (chakras), apresentando por isso uma existência própria.
 
Os valores de uma organização não são palavras mas sim estados de Ser que devem ser auto-realizados.
 
 
PVC- Tardiamente intuí que nas empresas existem, unicamente, duas escolhas para todos os problemas. A primeira é aceitar as condições que existem, a outra é aceitar a responsabilidade de as mudar. Em qualquer dos casos este encargo é sempre dos líderes.
 
Nas organizações será possível a evolução humana sem a auto-realização dos seus líderes?  Ou bastará termos lideres motivados, com elevados níveis de auto-estima? 
 
ASY – Os líderes organizacionais confrontam-se com duas grandes questões: solucionar problemas e prever o futuro. A maioria das suas actividades estão entre estes dois desafios. Primeiro, para resolver vários problemas a um mesmo tempo o líder deverá estar orientado para um elevado nível de consciência e auto-realização. Só deste modo será respeitado por todos, contando com total confiança dos envolvidos nas suas decisões. Segundo, para prever com um mesmo nível de confiança, para além da informação relevante ele terá que gerir a sua intuição, indo deste modo além da visão convencional.
 
Qualquer líder tem de abraçar profundos processos de auto-realização: identidade, confiança, transcendência, equilíbrio, entrega, amor, interdependência, etc..
 
PVC - Há que despertar a certeza da conquista de resultados com sentido para todos, permitindo elevar o nível de auto-realização através do desenvolvimento de afectos verdadeiros, propiciando deste modo o voo espiritual, facilitador de uma comunidade de valores que protege e promove uma visão holística nas empresas.
Ao contrário da ideia avançada pela sociedade da informação e do conhecimento, onde se mostrava central conhecer, a proposta será a de auto-realizar integralmente o que se diz saber. Não é suficiente conhecer a responsabilidade como caminho para um mundo mais justo, é necessário cumpri-la, experimentando-a directamente. Lembro que conhecer o caminho não é a mesma coisa que trilhá-lo até ao seu termo. Como poderia ser diferente nas organizações?

Voltar



Nenhum comentário

Preencha o formulário abaixo e seja o primeiro a comentar!
Faça o seu comentário

Ocultar / Mostrar

© 2012 Copyright Batelli - Todos os direitos reservados | Política de Privacidade think4