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Tony Blair no Seminário Internacional realizado pela Seminars

Tony Blair no Seminário Internacional realizado pela Seminars

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Tony Blair resume em cinco lições as diretrizes para a realização da Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016

Governança, parceria com a iniciativa privada, políticas de longo prazo, legados físicos e sociais e identidade nacional foram os pontos discutidos pelo ex-premiê britânico em encontro com empresários, atletas e autoridades políticas brasileiras

São Paulo, 2010 - Durante Seminário Internacional realizado pela Seminars e promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, nesta terça-feira, 26, em São Paulo, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair falou sobre os desafios e oportunidades que o Brasil terá pela frente no planejamento e na execução de políticas públicas e obras para viabilizar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.

“Será uma realização fantástica para o País. Uma oportunidade de mostrar sua energia e força vital. Certamente, nos próximos anos vocês estarão muito ocupados”, afirmou Blair para mais de 650 empresários, autoridades políticas e esportivas. O ex-premiê britânico resumiu em cinco pontos as diretrizes para que o Brasil saia vitorioso na organização destes importantes eventos.



Governança e parcerias com a iniciativa privada


Governança e parcerias com a iniciativa privada foram os dois primeiros temas abordados por Blair. “É preciso ter organização e metas claras. Vocês têm que ter foco nos resultados e compromisso com os gastos. Devemos mostrar que podemos chegar com tudo pronto no tempo certo”, explicou. Para o ex-primeiro-ministro, o que está em prova é a capacidade do Brasil de realizar grandes eventos. Por isso, defendeu parcerias público-privadas e linhas de financiamento público em obras que exigem grande volume de investimento. “É necessário ter uma combinação das duas fontes. Mas o setor público tem de ser o selo garantidor”, revelou.

Para o ex-premiê, é importante equilibrar os investimentos públicos e privados e atrair cada vez mais parceiros na realização das obras. “Os torneios possibilitam resolver gargalos de infraestrutura e ao mesmo tempo são oportunidades de negócios. Os olhos do mundo estarão voltados para os eventos. Será uma grande exposição”, concluiu.

Para Blair, os governos precisam tratar com responsabilidade os recursos públicos a fim de garantir a execução de 100% das obras. “O custo é grande. É preciso identificar quais as reais necessidades”, explicou.


Políticas de longo prazo e legados físicos e sociais

Blair, um dos grandes responsáveis pela vitória de Londres e pela preparação da capital inglesa para os Jogos Olímpicos de 2012, explicou que os eventos mundiais vão muito além das estruturas que serão utilizadas por atletas de alto rendimento. Para ele, é fundamental que haja a consciência de que os investimentos devem ter resultados duradouros. “Para quê realizar estes eventos se não construirmos algo para o futuro?”, questionou.

Além de enfatizar a importância do legado físico – a permanência de grandes obras que serão utilizadas por toda a população após a realização dos eventos - Blair defendeu a importância do legado social ao pedir que o Brasil crie mecanismos de incentivo à prática esportiva. Para ele, o País não pode apenas sediar os jogos. “Há vida depois desses mega-eventos. Devemos buscar mais parcerias para atividade esportiva. Ainda há muito a ser feito. É uma oportunidade enorme de transformação social, cultural e ambiental”.

A preocupação em inspirar outras nações ao mostrar o que o esporte pode fazer na vida das pessoas e mudar toda uma sociedade também foi discutida por Blair. “É preciso encorajar o esporte como política que transforma vidas e tê-lo como fator de integração social”, enfatizou. Blair defendeu o incentivo aos esportes não tradicionais muitas vezes inacessíveis a maioria da população, como o ciclismo e o tênis.


Identidade Nacional


Ele afirmou que é preciso que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos reflitam o Brasil como símbolo de País forte, poderoso que passa por importantes mudanças. Para Blair, os torneios serão uma vitrine que mostrará o verdadeiro Brasil para o mundo. “Nós vemos o progresso de vocês com muita admiração e respeito”.  

Aeroportos e Segurança também foram temas abordados pelo ex-premiê, que ressaltou a urgência de adequação e reformas dos aeroportos mantidos pelo Governo Federal. “A primeira impressão que o turista tem do País é no aeroporto. É de fundamental importância que se invista não apenas em infraestrutura”. Na área de Segurança, Blair compartilhou com os presentes experiências vividas pelos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. “Além da segurança do dia a dia, a Inglaterra está investindo no combate ao terrorismo”, disse.

Por fim, Tony Blair aconselhou às autoridades brasileiras. “Desejo muito sucesso. Tenham confiança. O mundo está com vocês. Boa sorte e tenham paciência nos próximos anos”, finalizou.


Autoridades

Diversas autoridades políticas prestigiaram a palestra de Tony Blair. O ministro dos Esportes, Orlando Silva, ressaltou que o Brasil sonhará e trabalhará para fazer uma edição histórica dos torneios. “Buscaremos nas boas práticas internacionais o caminho para alcançar nossos objetivos”, afirmou.

Sergio Cabral, governador do Estado do Rio de Janeiro, considera Tony Blair uma das lideranças políticas contemporâneas mais importante do planeta. “É, sem dúvida, um enorme privilégio conhecer e compartilhar de suas experiências. Nossos maiores desafios são melhorar o saneamento básico, infraestrutura, aeroportos, portos e transporte público. Estamos nos inspirando nos exemplos de Blair”, comentou Cabral.



Para o prefeito da capital carioca, Eduardo Paes, o ex-primeiro-ministro serviu de motivação para a conquista de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. “O Brasil receberá dois torneios que representam muito mais do que esporte. Deixarão como legado para a cidade, grandes obras, fortalecimento da imagem do País e oportunidades de negócios”.

Para São Paulo, a vinda de Tony Blair para o Brasil foi considerada essencial. Segundo o governador Alberto Goldman, a visita é imprescindível para um estado que sedia grandes eventos que recebem milhões de pessoas. “Estamos de mangas arregaçadas para o próximo desafio, a Copa de 2014. Seremos ousados”, afirmou. Já Gilberto Kassab, prefeito da capital paulista, considerou o encontro com o premier de grande relevância para avanços nos conhecimentos de políticas públicas do esporte. “As experiências de Tony Blair nos incentivam a nos prepararmos para os dois eventos mais importantes do século para nossa nação”, concluiu.



Sobre Seminars


A Seminars é uma empresa resultado da associação do Grupo Doria Associados, comandado por João Doria Jr., e a Maior Entretenimento, presidida por Sergio Waib, que faz parte do Grupo ABC. Tem como objetivo desenvolver o mercado de palestras, seminários e workshops nas áreas de negócios, política, economia e tecnologia. A Seminars organiza eventos – proprietários ou sob demanda – sempre com personalidades relevantes, nacionais e internacionais, que sejam autoridades em suas áreas de atuação. O primeiro realizado pela Seminars em novembro de 2009, contou com o ex-secretário geral a ONU e prêmio Nobel da Paz, Kofi Annan.



Em março de 2010, a Seminars promoveu um dos maiores eventos de sustentabilidade do País, o Fórum Internacional de Sustentabilidade. Realizado em Manaus, o evento, que teve a presença do ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, do cineasta James Cameron e do ecólogo Thomas Lovejoy, reuniu cerca de 300 empresários, lideranças políticas, personalidades e jornalistas.  Realizará em 2011, o Fórum Mundial de Sustantabilidade, também em Manaus.

Grandes cabeças, com talento reconhecido e mentes inovadoras, são os principais indutores dos debates. Essa é a importância dos eventos que a Seminars começa a desenvolver. As palestras vão reunir pessoas que disseminam conhecimento, fortalecem o pensamento e alimentam a troca de experiências vencedoras. As soluções estimuladas pelos debates da Seminars estarão sempre alinhadas com os mais elevados princípios éticos de governança corporativa e pautadas por políticas de sustentabilidade e responsabilidade social.


Sobre o LIDE

Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2010 sete anos de atuação, registrando crescimento de 600%. Atualmente são 650 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.


FOTOS
Seguem fotos do evento. Caso precise de imagens em alta definição, por favor, nos avise.

1 - Tony Blair e Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro;
2 - Tony Blair;
3 - Tony Blair;
4 - Tony Blair e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo;
5 - Tony Blair e João Doria Jr.;

Créditos Fredy Uehara

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