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Com as eleições batendo à porta, a coluna desse mês não poderia abordar outro assunto a não ser os ‘presidenciáveis’. Mas não sobre suas propostas ou promessas e sim sobre a interação dos candidatos com o mundo digital, mais especificamente com as mídias sociais. Os três principais aspirantes à presidência, José Serra, Dilma Roussef e Marina Silva, que tanto divergem em suas opiniões, possuem uma coisa em comum: páginas pessoais no micro blog Twitter. Os perfis dos três já existem há algum tempo, onde o principal assunto citado são as agendas dos candidatos, mas os ‘tweets’, agora, vem com adendos como, por exemplo, ‘Visitei um antigo projeto meu. Vou fazer isso por todo o Brasil.’
O crescimento do acesso ao Twitter só ajuda nesse tipo de ação e promoção social: uma recente pesquisa, realizada pela comScore, revelou que o número de internautas que visitaram o micro blog aumentou 109%, chegando à quase 93 milhões de visitantes, sem contar os acessos via aplicativos relacionados, como o Tweet Deck. Tal visibilidade promove os ‘presidenciáveis’, através das formas de repassar o que foi dito na página de cada um, os chamados Retweets, responder ás perguntas dos ‘followers’, interagindo mais com o internauta, que pode vir a se tornar seu eleitor. E mais: segundo afirmação de Dom Segolla, co-criador do Twitter “O Twitter é hoje uma maneira de estar formado e informado e um meio de comunicação a mais”. Dom deu como exemplo a presidente costarriquenha, Laura Chinchila, que utiliza o Twitter desde a campanha política e agora também no governo para informar aos cidadãos de suas atividades e opiniões sobre temas da atualidade. Ainda focado ao assunto de presidentes no Twitter, Segolla afirmou que houve um caso atípico na Venezuela, onde os usuários ativos aumentaram devido ao ingresso do presidente Hugo Cháves no micro blog. (fonte: site Terra Tecnologia)
Como dito anteriormente, uma das principais métricas de um ‘tweet’ é quantidade de ‘Retweets’ de sua mensagem. Com isso, é possível perceber se o comentário foi bem aceito pelos seguidores e se alcançou usuários que ainda não o seguem. Outra saída mais efetiva é promover a integração do que é postado sobre e pelo candidato com uma plataforma de Analytics como, por exemplo, a Omniture, plataforma representada pela Aunica na America Latina. Com essa integração entre Twitter e Omniture, é possível saber também se a pessoa que interagiu com o post também interagiu com alguma página relacionada, como um site do partido, ou até mesmo identificar uma quantidade de ‘tweets’ com comentários positivos, negativos ou neutros.
O acesso dos políticos ao Twitter auxilia na disseminação de suas idéias e propostas, ainda mais se levarmos em conta o fato de ser uma das mídias sociais mais utilizadas nos últimos tempos mesmo tendo pouco tempo de existência, se comparada a outras redes, como o Orkut. A presença dos presidenciáveis nas mídias sociais humaniza e aproxima o candidato de seu eleitor, mas vale ficar atento também a outros meios, como jornais, revistas e televisão, pois mostram a história e trajetória política dos concorrentes a presidência antes mesmo de cogitarem a construção do micro blog Twitter.
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