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Antonio Anastasia defende profissionalização da administração pública

Antonio Anastasia defende profissionalização da administração pública

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O governador de Minas Gerais reeleito em primeiro turno com 6,2 milhões de votos também defende a importância estratégica das parcerias público-privadas e privatizações

São Paulo, 25 de outubro de 2010 – Durante Almoço-Debate promovido pelo LIDE - Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr., nesta segunda-feira, 25, em São Paulo, o governador reeleito do Estado de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), defendeu a profissionalização da administração pública a cerca de 347 CEOs das mais importantes empresas do País que representam 44% do PIB nacional. Anastasia criticou a forma como os dirigentes políticos têm conduzido o processo de modernização da gestão de políticas públicas nas últimas décadas. “Temos nos contentado com soluções amadoras, transitórias, de acomodação. O resultado é o quadro que temos hoje. Temos que lutar por uma gestão pública ousada, criativa, empreendedora e comprometida com a sua profissionalização”, afirmou Anastasia.


Antonio Anastasia & João Doria Jr


João Doria Jr

Para o governador, o Brasil só atingirá real crescimento se suas instituições públicas, em todas as esferas, importarem modelos de eficiência e produtividade da iniciativa privada. Anastasia citou casos emblemáticos, como a situação dos aeroportos de Minas Gerais, para provar que na maioria das vezes não há falta de vontade governamental ou de recursos, mas sim incompetência gerencial. Neste sentido, defendeu a importância das parcerias público-privadas no planejamento e execução de grandes obras e a privatização de serviços que requerem grandes volumes de investimentos como reforma e adaptação de aeroportos e obras de mobilidade urbana, como metrô.  

Insistindo na necessidade da profissionalização da administração pública, Anastasia afirmou que é preciso estimular e incentivar os servidores públicos que devem exercer suas funções em regime meritocrático de resultados. Neste sentido, disse que os principais valores do funcionalismo devem ser a produtividade, como na iniciativa privada. “É uma mudança cultural, comportamental e por isso demorada. Só avançaremos quando a sociedade perceber que não podemos ser prisioneiros dos modelos do passado. Se observarmos nações mais desenvolvidas, veremos que todas tiveram como base forte investimento na eficiência da gestão pública. Não podemos ficar à mercê da fragilidade institucional”, explicou.

Além de eficiência, Anastasia cobrou ética dos atuais dirigentes do País. “É preciso que os governos se comprometam com a moralidade. A ausência do profissionalismo e da ética deixa a gestão pública sujeita a ataques de pessoas que se apoderam da estrutura publica. Se encararmos a administração pública como uma coisa séria, os avanços virão rapidamente”, afirmou.

Polêmico, o governador disse que o candidato José Serra (PSDB) sempre foi comprometido com resultados e com uma gestão pública moderna e que o Governo Federal vê produtividade e metas como aberrações, numa clara crítica ao presidente Lula e à candidata do PT, Dilma Rousseff. “Temos que convencer o Governo Federal de que a parceria privada é fundamental para o crescimento”. Anastasia concluiu as críticas dizendo que uma das principais preocupações de hoje é a defesa de uma imprensa livre, aberta e vigilante.


Eduardo Marson Ferreira, da Helibrás, Antonio Anastasia e Alberto Goldman

Índice FGV-LIDE – A pesquisa FGV-LIDE, divulgada hoje, durante debate com o governador eleito Antonio Anastasia, revelou que o otimismo dos empresários em relação à eficiência gerencial do governo brasileiro caiu dois pontos percentuais em relação ao último estudo realizado. A situação dos negócios foi considerada melhor em comparação com o ano de 2009 por 78% dos entrevistados. Além disso, 20% dos entrevistados disseram que os negócios estão iguais.

Cerca de 66% dos empresários presentes ao encontro disseram que pretendem empregar funcionários este ano. Outros 31% irão manter o quadro de funcionários e apenas 3% pretendem demitir. Além disso, para 75% dos empresários, a carga tributária é o fator que mais impede o crescimento da empresa; o nível de procura aparece em segundo lugar, com 12% dos votos; a taxa de juros recebeu 10% das citações; e o cenário político recebeu 3% das indicações. 

Para 71% dos empresários, o candidato à presidência da República do PSDB, José Serra, vencerá no segundo turno. Apostam na vitória de Dilma Rousseff (PT), cerca de 29% dos entrevistados. 

Sobre o LIDE: Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais completou em 2010 sete anos de atuação, registrando crescimento de 600%. Atualmente são 702 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.


Antonio Anastasia, Alberto Goldman, Gilberto Kassab e João Doria Jr.


Luiz D'Urso, da OAB, Antonio Anastasia e Gilberto Kassab

Fotos: (Piti Reali)

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