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A atenção com as essências do consumidor

A atenção com as essências do consumidor

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Vamos falar um pouco sobre o mundo de luxo e suas complexidades no Brasil.

O que vemos no Brasil, por parte das grifes e das empresas que movimentam o segmento de artigos de luxo é que elas têm uma excelente gestão administrativa, contam com ótimos profissionais de designer, se esmeram na qualidade de serviços, atendimento, marketing, etc.

Mas tudo isso visando estimular o consumo de seus produtos. Até aí, ótimo, tudo normal, mas o que percebo é um descuido com o protagonista que consome esses produtos, o ser humano, a pessoa, esse sim é o maior luxo e precisa ser tratado como tal.

Não adianta promover cursos de capacitação profissional na área, promover debates, simpósios, criar feiras e etc.
As empresas estão altamente capacitadas para estimular, oferecer, apresentar e vender seus produtos, mas não vejo nenhum movimento no sentido de entender melhor o ser humano, seus anseios, suas preferências, suas vontades, expectativas e sugestões.

Em um país de dimensões continentais, todos os dias surgem novos ricos, ascendências de classes sociais e eu não vejo por parte das empresas a preocupação de tentar entender essas pessoas e seus gostos para iniciá-los  no consumo de qualidade e concientiza-los da importância do custo benefício em consumir produtos de alta qualidade. A herança dos bons costumes, coisas passadas de pais pra filhos, por aqui nem pensar, e as empresas estão fazendo sua parte?
Absolutamente nada. Eu não quero só criticar sem dar um exemplo de uma ação.

Imaginem um desfile de moda totalmente informal promovido por uma grife, com as modelos do desfile sendo as próprias clientes, que poderão desfilar com seus filhos mostrando coisas que se usam, por gente que às usam. Esse seria um pequeno exemplo de como criar uma ação de marketing, promovendo um evento descontraído, mas com um aproveitamento excelente.

E tem várias ações proporcionando para o consumidor momentos de descontração, prazer, ensinamentos e assim doutriná-los a usar uma marca, um estilo e a se comportarem para isso.

O mundo está num ritmo frenético de consumo, tudo é feito para estimular, aumentar cada vez mais as vendas de todos os produtos. Todos os dias surgem mais e mais ferramentas para isso, as empresas trabalham com metas de crescimento, obrigando seus profissionais se capacitarem para atingir essas metas, novas mídias, redes sociais, tudo se convergindo no sentido de vender mais.

 E quando vai chegar à hora do mundo entender, as empresas entenderem que é preciso de mais capacidade para entender o ser humano na sua essência e atenderem seus anseios de modo que as empresas se adéqüem e respeitem suas características naturais? O consumidor precisa que lhe ensinem à fazer o correto discernimento, a vantagem de comprar um produto de alta qualidade, embora seja obviamente mais caro, mas tem o custo benefício totalmente comprovado. Seguindo no mesmo raciocínio as empresas tem que ensejar situações, proporcionarem momentos felizes para o ser humano consumidor se sentir atraído por um produto, mas sem se sentir agredido pelas mensagens de vendas que insistem em atropelá-los.

Para isso existem várias ações de marketing que podem ser usadas. As empresas e os seus profissionais precisam assimilarem essas necessidades e passarem a se preocuparem muito mais em entender o consumidor com mais humanidade.

E como entender e trabalhar com essas complexidades no Brasil? Um país tão grande, com características próprias e diferentes em cada estado da nação.

Alguma empresa já se preocupou em saber se o número de consumidores que estão aptos financeiramente à consumirem seus produtos os conhecem? E se conhecerem sabem a importância de consumi-los? Elas sabem qual o números desses consumidores que estão comprando seus produtos? E o mais importante, elas sabem quais são as causas disso? Elas sabem e fazer alguma coisa para minimizar isso? Elas sabem o número de pessoas aptas financeiramente a consumir seus produtos? E qual o aproveitamento dela em relação a esse número de possíveis consumidores?

É preciso que as empresas entendam e se capacitem para ir buscar essas pessoas, para identifica-las, facilitar para que as mesmas as achem também. E o tratamento dispensado aos seus clientes, o que é feito para proporcionar-lhes um carinho, uma atenção? Será que mandar um cartão de aniversário é o suficiente? Se o cliente é um consumidor de luxo, qual é o tratamento de luxo que ele recebe por parte das marcas, não só no momento da compra, mas sim durante o ano todo?

O que as empresas fazem para proporcionar uma interação dos clientes com a marca?
Um exemplo. A Ferrari tem o clube dos apaixonados pelos modelos  desse carro. Esse clube promove eventos e esses apaixonados se interagem, mas muito mais por iniciativas próprias do que por iniciativa da marca.

É muito frustrante quando vemos um shopping de luxo, com instalações luxuosíssimas, trabalharem muito à quem de sua capacidade, por não terem se preparado para atender e entender a complexidade desse segmento, “o mundo de luxo no Brasil”.

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3 Comentários

  • 26 de Abril de 2011 | 19:28

    Bel Mendes

    ...Gostei muito do enfoque dado embora não conheça muito sobre o tema: luxo. Mas acredito que é sempre muito importante e ético investir no ser humano. Conhecer sua essência é trabalhar de encontro as suas necessidades, pode ser muito mais rentável e coerente com as propostas comerciais do que se possa imaginar. Parabéns amigo!!!

  • 11 de Janeiro de 2011 | 03:07

    Elsinho Mouco

    Parabéns Paulinho, é muito intrigante a indústria do luxo, por que um consumidor compra um carro Ferrari pra transportá-lo, pagando o preço de mais de trinta carros populares?, que tb transporta gente rsrs. É o luxo tendo que cooptar. Boa sorte amigo!

  • 28 de Dezembro de 2010 | 17:59

    Aldo Grisi

    Muito bem Paulinho,Luxo não é fútil...gera empregos e milhões de dólar em divisa para nosso pais.

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