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Like Social. Love Mobile – Parte I
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Queridos amigos e amigas do Batelli, aproveito esta nossa primeira coluna sobre Propaganda, Internet e o Mundo digital para dividir com vocês o sentimento que paira sobre todo o mercado global de publicidade.
A onda do momento, e não há como fugir, é Social Media, que engloba todo este frenesi de novos modelos de comunicação, sites, grupos e qualquer outra forma de unir pessoas e sentimentos em comum.
De Twitter, Facebook, Orkut, Four Square, Kigol, Myspace, Sonico e tantas outras que surgiram nos últimos anos, vieram como uma avalanche na cabeça e no mercado de Publicidade e Propaganda.
As perguntas que mais recebo de Presidentes, Diretores e todo este time do Marketing, Negócios e Produtos são:
- E agora? O que faço? Como me comunico? Como mensuro resultados? Como me relaciono com as pessoas? E tantas outras perguntas buscando, como se fosse possível, um novo modelo para a tradicional fórmula: Revista Veja, Jornal Nacional e Outdoor na Marginal em São Paulo, que durante tanto tempo resolveram tão bem as necessidades do mercado, ou mesmo alguns mais inovadores, que já estavam se tornando “tradicionais”, anunciar no Uol e no Google.
Acho que não preciso perder caracteres aqui discorrendo sobre como o Orkut dominou o Brasil. Ou como toda e qualquer empresa, site ou programa tem o seu Twitter. Já é fato que milhões e milhões de pessoas estão todos os dias nas redes sociais.
Prefiro focar aqui na complexidade deste novo universo para o mercado publicitário, onde exemplifico um comentário que recebi de um Diretor de Marketing de uma das maiores empresas do país, ele me disse: “Roberto, não sei como e quando entraremos nas mídias sociais. Talvez ainda não estejamos prontos, ou tenhamos conhecimento sobre a melhor forma de fazer e atuar.” Não tive outra opção que não explicar ao gestor de mais de R$30 milhões de verba publicitária por ano, que não era mais opção dele estar ou não em Redes Sociais, pois ele já estava lá faz tempo, bastando fazer uma busca rápida para encontrar quantos milhares de pessoas já estavam falando bem ou mal da empresa e dos produtos daquela empresa. Clarifiquei que hoje a opção não é mais estar ou não, e sim o que fazer, como medir e principalmente, como interagir com elas.
Como planejar? Como executar uma campanha? Onde achar profissionais preparados que possam cuidar da marca em um ambiente onde é impossível controlar e moldar a comunicação assim como nos meios tradicionais? Estas e tantas outras perguntas não apresentam respostas prontas em nosso mercado. Como em qualquer disciplina nova, assim como foi com a própria TV quando surgiu e depois com a Internet, o grande segredo é não perder tempo.
Para estar presente e ser percebido nas Redes Sociais, existem modelos simples, e regras básicas, quase uma etiqueta digital, onde o respeito pelas pessoas e comunidades será base do relacionamento com sua marca.
Uma marca pode estar presente como mais um anunciante, comprando espaço publicitário ou mesmo editorial em qualquer um destes sites.
Outra forma, mais relevante, é provendo serviços úteis ou informações relevantes, que podem ter um grande valor para aquelas pessoas ou comunidades. Este sim, certamente é mais difícil, mas é o que traz maiores resultados de marca e relacionamento, pois ao oferecer um benefício, passa-se a fazer parte da vida das pessoas. Cito como exemplo, empresas que criam comunidades e realizam/patrocinam eventos de sustentabilidade e que geram discussão sobre o tema, criando espaços importantes para a sociedade propor novas idéias, sugestões e torná-las possíveis. Ou ainda sobre a ótica capitalista, a Dell, que oferecendo altos descontos conseguiu que milhares de pessoas estivessem diariamente ligadas no que a Dell tem para falar no Twitter, e permitindo a muitas comprar um computador que não teriam condições.
Claro que existem etiquetas para este mundo, porém a base de tudo é transparência e honestidade. De nada adianta criar um perfil falso para divulgar um tênis novo, e ser descoberto. Isso certamente será muito prejudicial. É melhor dizer oficialmente que você é a empresa de tênis, e que tem interesse na comunidade de corredores, e que gostaria de ter pessoas para testar os novos modelos, e por ai vai, como qualquer relação entre pessoas, e não entre empresas.
Portanto, converse com sua agência de propaganda e comunicação, converse com parceiros de tecnologia e mensuração como nós, fale com amigos, navegue nas redes, crie seus perfis e entenda como é fazer parte de um grupo, postar uma informação importante ou mesmo para ler piadas, qualquer coisa vale.
Assuma que você, sua empresa e sua agência não entendem nada do assunto, pois mesmo quem se diz grande entendedor, não tem mais de dois, três anos de atividade. Recuse belos cargos ou qualquer outro nome que tenha a intenção de cobrar homem hora mais cara. Como em qualquer outra forma de comunicação, a base de tudo é um bom planejamento e foco na execução.
Na próxima coluna, darei continuidade ao tema, analisando como todo esse universo será ainda mais complicado, visto a junção com outra revolução global, e a razão do título da coluna: Mobile.
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1 Comentário
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21 de Abril de 2010 | 23:04
Miriam
Roberto,
Que delícia ler seu artigo sobre Social Media com tantos ensinamentos para todos nós que estamos no mercado há tantos anos e permanentemente nos reinventando.
Obrigada por compartilhar suas experiências e conhecimento.
Abraços,
Miriam Garrido
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