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Let’s Tag the World?
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Imagine a seguinte situação: você, num aeroporto com suas malas, pronto para embarcar. Você viajaria sem etiquetá-las, correndo o risco de perder todos seus pertences? A mesma preocupação se dá ao falarmos das informações provenientes de uma campanha de internet, a única mídia 100% mensurável. Você iniciaria uma campanha sem ter a certeza de que a mesma se encontra etiquetada, ou, como dizemos no universo digital “Tageada”? Sem as etiquetas, tanto no mundo físico como no virtual, os resultados de um investimento online jamais voltariam para você, assim como seus pertences em uma mala.
Acredita-se que nos próximos anos, décadas e séculos, qualquer relação entre uma marca e uma pessoa, e até mesmo entre as próprias pessoas, será digital. Por trás de todos os pontos de contato vai existir um código, denominado Tag, que irá identificar comportamentos, personalidades e grupos, para que as marcas aproximem-se das inúmeras necessidades de seus clientes, buscando negócios e melhores resultados para a sua comunicação. As Tags já estão presentes no universo digital. Desde o momento em que você acessa um site, faz uma ligação no seu celular ou conclui uma compra em uma loja virtual, elas te ajudam a encontrar os produtos certos, e mensagens mais pertinentes às suas buscas e necessidades.
A precisão de entender, mapear e conversar com o consumidor é o que vem motivando as novas e diferentes formas de se comunicar que surgem a cada dia. Para acompanhar esse processo, as empresas precisam se adequar de maneira a acompanhar a evolução do setor, buscando identificar e interpretar o montante de novas informações que surgem a cada instante.
Com tamanho volume no campo de inovações no meio da comunicação, é necessário que empresas e plataformas surjam ou se adaptem a esse novo cenário. Viral, social e mobile, por exemplo, viraram mídias carimbadas e praticamente essenciais no planejamento de campanhas e se firmaram tão importantes quanto às convencionais propagandas impressas. Institutos de pesquisa como Gartner, comScore e MillwardBrown revelaram dados importantes para comprovação e desenvolvimento de teorias como essas. No caso de mobile, por exemplo, os números já vêm aumentando de maneira significativa e, graças a isso, plataformas de mobile chegam ao Brasil com intuito de ajudar a alavancar o mercado e dar o próximo passo no mundo da comunicação, auxiliando desenvolvedores de sites e aplicativos a tornar seus conteúdos acessíveis aos mais de 194 milhões de celulares existentes no Brasil. Uma recente pesquisa da Gartner, divulgada pela Reuters, afirma que receita de lojas de aplicativos para celulares e outros dispositivos móveis vai quase triplicar em 2011, impulsionada pelo crescimento do Android, sistema operacional móvel do Google.
Outra pesquisa, desta vez da comScore, indica que o número de acessos a caixas de mensagens através dos telefones celulares cresceu cerca de 36% o que configuraria uma ameaça ao contínuo crescimento do webmail, e confirmaria uma significativa e complexa mudança de hábitos de consumo digital. Os adolescentes, por exemplo, estão trocando o email pelas redes sociais, principalmente ao sistema de troca de mensagens, mostrando a tecnologia mobile como uma forte conexão entre marca e consumidor, de uma forma que quase nenhuma outra mídia consegue fazer. O marketing viral, segundo o apanhado das 11 tendências do mercado digital, desenvolvido pelo instituto MillwardBrown, passa de diferencial para essencial na construção de uma campanha de sucesso.
Procuro chamar toda essa ‘novidade’ de futuro digital, em que tudo será tageado, medido e mensurado, identificando todos os tipos de conteúdo que circulam pelo mundo online. Esse tipo de interação, de resultado e de resposta só é possível no meio digital, pois a réplica do usuário é imediata ao que está sendo visto. Um futuro 100% digital nos espera, portanto let’s tag the world together!
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