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Whale Watching: o espetáculo das francas promete uma temporada movimentada em Santa Catarina
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Passado apenas um mês do primeiro registro das baleias francas no litoral sul de Santa Catarina em 2011, já dá para garantir: a temporada promete. Segundo biólogos do Instituto Baleia Franca (IBF), filhotes e adultos estão saltando como nunca, para alegria dos turistas e comunidades locais.
A temporada 2011 de observação de baleias francas – whale watching - no litoral sul de Santa Catarina iniciou oficialmente em 2 de julho passado, de acordo com o IBF. Um mês depois, os biólogos da ONG acreditam que só na área que compreende a Praia do Rosa (Imbituba/SC) até a Guarda do Embaú (Palhoça/SC) existam cerca de 20 cetáceos, de acordo com levantamentos da última semana de julho. “Eles estão concentrados, principalmente, ao norte de Garopaba, entre as praias do Siriú, Gamboa e Guarda”, situa Mônica Pontalti, bióloga responsável pelo IBF. Segundo ela – para alegria dos turistas e comunidades locais – as baleias, nesta temporada, estão particularmente ativas. “Adultos e filhotes estão saltando muito, o que nos chama atenção”, diz.
De acordo com os levantamentos da Turismo Vida Sol e Mar - operadora de whale watching pioneira na atividade – em julho deste ano foram realizados 16 passeios embarcados, que levaram 198 passageiros. No mesmo período de 2010, foram sete saídas, com 90 turistas. “Os números falam por si. O whale watching cresce a passos largos”, comemora o Presidente do IBF, Enrique Litman, que vê nesta modalidade de turismo uma eficiente ferramenta de educação ambiental. “Nós costumamos dizer que a gente preserva aquilo que conhece. Por isso a observação de baleias têm sido de grande importância para o crescimento do turismo sustentável e a prática de atitudes preservacionistas”, completa Litman.

Área de proteção ambiental da Baleia Franca
Todos os anos, de junho a novembro, as Baleias Francas (Eubalaena australis) visitam o sul do Brasil em busca de águas mais quentes. Até 1973, as baleias enfrentavam a ameaça dos arpões dos pescadores locais, mas foi naquele ano em que a última baleia franca foi morta em costas brasileiras. Hoje, a mesma região onde se praticava a caça predatória abriga a APA – Área de Proteção Ambiental – da Baleia Franca. Criada em setembro de 2000, mediante decreto federal, a APA conta com 130 km de extensão, indo do sul de Florianópolis à Praia do Rincão, no Cabo de Santa Marta. Trata-se de uma região rica em diversidade de ecossistemas - praias arenosas, costões rochosos, lagoas costeiras, um complexo lagunar, restingas e banhados, além de vastas áreas de Mata Atlântica preservada que são vitais para muitas espécies marinhas e silvestres. Dessa forma, a APA, além de proteger os animais e seu ecossistema, visa também garantir o uso racional dos recursos naturais da região, ordenar a ocupação e uso do solo e das águas, o turismo, atividades de pesquisas e o tráfego de embarcações e aeronaves.

Observação embarcada na Praia do Rosa (Imbituba) e região
Os passeios, organizados pela empresa Turismo Vida Sol e Mar, são realizados em embarcações semi-rígidas e duram cerca de 1h30min (dependendo da localização das baleias). Os barcos, especialmente construídos para o whale watching, são equipados com coletes salva-vidas para todos os tripulantes e um inflável de emergência, contando com todos os requisitos exigidos pela Capitania dos Portos, o que possibilita uma perfeita avistagem, com o máximo de segurança.

Os barcos partem da Praia de Garopaba, do atracadouro próprio da Turismo Vida Sol e Mar, ou da Praia do Porto - Imbituba, - dependendo da localização das baleias. A aproximação se dá conforme o comportamento das baleias, em observância estrita da legislação vigente para a proteção das mesmas. Antes do embarque, os turistas assistem a uma breve palestra dos biólogos do Instituto Baleia Franca (IBF), que prestam todas as informações referentes aos cetáceos e regras que regem o whale watching.
A Turismo Vida Sol e Mar destina ao IBF 5% do valor do passeio, para pesquisas, ações, divulgação e preservação da espécie.
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1 Comentário
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06 de Agosto de 2011 | 20:23
Nelson João Marchetto
Que satisfação ver este tipo de trabalho, pessoas dedicadas e ao mesmo tempo saber que estes animais venham ao nosso Brasil para se reproduzir e aproveitar nosso litoral.
abraço a todos
Nelson, Betty e Francesca \ Novo Hamburgo-RS
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