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“Opará”
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A história do velho Chico a partir da ótica dos ribeirinhos.
O documentário “Opará” da alagoana Renata Arruda e da paulistana Natalia Marins vai ser exibido no próximo mês pela TV Cultura. O vídeo trata da relação das famílias ribeirinhas de Penedo com o rio São Francisco e vai muito além do que é visto nas capas dos jornais, revistas e noticiários, na maioria das vezes, tratando o assunto de forma fria e simplista. 
A Jornalista Nátalia Marins na entrada da cidade, ajustando a câmera e Natália Marins e Renata Arruda.
“Opará” apresenta o maior rio brasileiro segundo a ótica dos ribeirinhos; desde a polêmica da transposição e a devastação sofrida ao longo de mais de 500 anos, até as lendas e os casos de amor que o Velho Chico “apadrinhou”. O documentário ainda mostra a rotina da população ribeirinha da pacata cidade de Penedo, interior de Alagoas, que é tombada como patrimônio histórico-cultural do Brasil, e tem como maior orgulho o belíssimo São Francisco.
A ideia surgiu quando Natalia e Renata ainda eram estudantes de jornalismo em São Paulo e aliaram o sonho ao trabalho de conclusão de curso e, assim, transformaram o antigo sonho em realidade.
Natália Marins e as crianças ribeirinhas.
As duas sabiam que em Penedo algumas famílias estavam dispostas a continuar, mais do que no uso do rio, a fazer parte daquele espaço, e ter sua casa e seu provimento, bem como o direito de transitar pelas águas do São Francisco e ali realizar seu trabalho, como algo que permanece, apesar da rápida modernização, urbana e rural. E, para essa gente, esse espaço está ameaçado pelas consequências da transposição do rio São Francisco que, embora vise acabar com o problema da seca nordestina, poderá causar danos irrecuperáveis às populações ribeirinhas.
O documentário, que tem 20 minutos de duração, mergulha e retrata a realidade do povo ribeirinho de Penedo, é recheado de depoimentos calorosos e emocionantes de pescadores, artesãos, canoeiros, e de tantas outras pessoas que foram abençoadas pelas águas do Velho Chico.
O nome “Opará” foi escolhido pelas jornalistas porque foi o primeiro nome do rio São Francisco, já que a população ribeirinha era toda indígena e chamavam-no de Opará, que em Tupi Guarani significa rio-mar. Mas em 4 de outubro de 1501 o rio foi oficialmente descoberto por Américo Vespúcio, mesmo dia do santo São Francisco de Assis, e daí veio a mudança no nome.
Mesmo que muitos não saibam, o rio São Francisco desempenhou grande influência na vida nacional. Foi por meio de suas águas que se distribuíram as correntes que povoaram uma ampla parte do território nacional já que em suas margens surgiram núcleos populacionais que foram impulsionados pela presença dos colonizadores brasileiros que se encontravam às suas margens da nascente à foz. É por isso que até o início do século XX, o rio podia ser conhecido como rio da “unidade” nacional. Hoje isso não passa de anacronismo já que não revela a realidade do rio.
O rio São Francisco nasce na região da Serra da Canastra, em Minas Gerais, e segue até sua foz na divisa de Alagoas e Sergipe, e atravessa cinco estados brasileiros e corta mais de quinhentos municípios. É considerado o maior rio brasileiro e o único que nasce e morre no Brasil.
O por do sol no Rio São Francisco.
Depois de o trabalho ser concluído, as jornalistas se formaram com todo louvor, e agora o documentário foi escolhido e selecionado pela TV Cultura para ser exibido para todo o Brasil.
A jornalista Renata Arruda com os pés descalços dentro das águas do velho Chico e observando as filmagens.
Por enquanto, a data ainda não foi definida, mas vale a pena ficar ligado e assistir a ele.
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1 Comentário
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14 de Junho de 2010 | 00:34
Dal Bezerra
Olás,
Trabalho no MMA com Educação Ambiental no programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Desejo saber como ter acesso a uma cópia do filme para o Centro Integrado de Referência Para a Revitalização do São Francisco - CenIR.
Atenciosamente,
Dal Bezerra
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