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Zoológico dos Amores
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Como um elefante em cima da água
Dançando feito mentira amarrotada
Dizendo que a vida é uma bobeira
Gostando de fazer tanta besteira
Nunca mais provocarás um arrepio
Na boca não consegue desenhar mais uma gargalhada
Sem sinal, conexão que não presta
Você vale menos que um sorriso de plástico
E quando um homem se formar
Vai ser, sim, uma pedra descartável
Daquelas que se unem aos silêncios doentios
Porque o silêncio fala mais que o grito
Não mia, esconde a lágrima
Mas demonstra que o desespero vive ao lado
E a tua coragem é plasmática, asmática
Singelo, eu fui
Volta pra tua senzala
E seja daquele jeito que você se viciou
Vício de si mesmo
Vício de não poder amar
Incapaz.
Bolhas de vidro transformam tua mente
Num carnaval de ilusões.
E quem pode escolher
É porque tem tudo
Lá vai abraçar o mundo
E ficar sem nada
Como um elefante em cima da água
Com a sensação de ser forte
Pobre e podre fruto
Trocou o destino por uma cruzada
A vida esta longe de você
Daqueles que não têm coragem
De fazer valer
O fogo da verdade
O teu medo é o medo de você mesmo
De soltar a prisão que o domina
Falível.
Nunca vi a tua água
Eu prefiro o invisível.
Ele é eterno, acompanha e não engana.
Enganou-se a si mesmo
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Balneário Camboriú
Maurício dos Santos é Jornalista...
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