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Tenor Andrea Bocelli vem ao Brasil para megashow em Belo Horizonte
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Depois de se apresentar com a The New York Philharmonic dia 15 de setembro no Central Park, em Nova York, o tenor italiano Andrea Bocelli prepara-se para outro megaconcerto, desta vez no Brasil. Mais precisamente em Belo Horizonte, um presente da Fiat para celebrar seus 35 anos de Brasil, que se insere no Momento Itália-Brasil (MIB).
O objetivo atual do artista, cuja vida bem que daria uma ópera dessas que ele se acostumou a transformar em sucesso após 24 álbuns gravados e 70 milhões de cópias vendidas, é atingir um público além das fronteiras da música clássica. Ele vem trazido pelo Grupo Dançar, especialista em shows corporativos há três décadas.
Dotado de uma voz sobre a qual disse certa vez Celine Dion que “se Deus pudesse ser ouvido cantando, certamente seria muito parecido com Bocelli”, o tenor mais querido pelo público cria tal encantamento que fascina multidões, levando a ópera de volta ao grande público e alcançando fama.
Um dos momentos especiais em sua carreira foi em 28 de outubro de 2001, quando cantou, sob o olhar do mundo inteiro, a “Ave Maria” de Schubert no Memorial “Marco Zero”, em homenagem às vítimas do 11 de Setembro. Tal visita se repetiu há pouco, uma década depois, para 60 mil pessoas no central Park.
A potência da voz de Bocelli é incomum: um timbre que é reconhecível como uma assinatura, plena e poderosa, versátil ao ponto de ir do belcanto ao furor do verismo, do repertório sagrado às baladas populares. Tais características ainda se associam a um talento natural peculiar, sensibilidade única e extraordinária da interpretação.
Nascido em 22 de setembro de 1958, foi criado em Lajatico, uma comunidade rural bastante unida abrigada entre as vinhas e as oliveiras na província de Pisa. Iniciou os estudos de piano aos seis anos, mais tarde ampliou a devoção musical com flauta e saxofone. Porém foi com sua voz que Bocelli encontrou o instrumento ideal.
Em 1970, saboreou o primeiro sucesso numa competição de canto: Andrea ainda não tinha 12 anos quando ganhou a Margherita d’Oro em Viareggio cantando “O sole mio”.
Imediatamente após participar numa master class de canto ministrada por Franco Corelli em Turim, Andrea Bocelli teve uma oportunidade para estrear num palco de ópera, em “Macbeth”, de Verdi (no papel de Macduff), dirigido por Claudio Desderi, e nesse Natal foi convidado para cantar “Adeste Fideles” na Sala Nervi do Vaticano perante o Papa.
Em 1996, a melodia da canção “Con te Partirò” (e mais tarde o seu arranjo como dueto com Sarah Brightman intitulado “Time to say Goodbye”) era ouvida em todo o mundo. Na Alemanha, por exemplo, o dueto permaneceu no número um das tabelas durante 14 semanas consecutivas, vendendo mais de 3 milhões de cópias e tornando-se o single mais bem-sucedido de todos os tempos .
A carreira vocal e de palco deslanchou na Sardenha com várias óperas. Se apresentou com o maestro Zubin Mehta em Tel Avive e estreou nos Estados Unidos, em 98. No ano seguinte, um grande reconhecimento: a nomeação como Melhor Novo Artista nos Grammy, tornando-se o primeiro artista clássico a receber a honraria em 38 anos. Este foi o ano de edição do álbum “Sogno”, que incluía a magistral interpretação de “The Prayer” em dueto com Céline Dion.
Outra de suas grandes parcerias com astros aconteceu em 2002, com Lorin Maazel, com quem empreendeu projeto de gravação de “Sentimento”, coleção de peças românticas de compositores como Tosti, Liszt, Denza e Gastaldon, ganhando Grammy nas categorias de Álbum do Ano e Álbum Cássico Mais Vendido do Ano.
No final de 2006, o repertório de gravações operísticas de Bocelli foi enriquecido por dois enormes marcos de realismo: “Os Palhaços”, de Leoncavallo, e “Cavalleria Rusticana”, de Marcagni, ambos dirigidos por Steven Mercurio. Acostumado a ultrapassar obstáculos aparentemente intransponíveis, Bocelli alarga o seu repertório através de novos desafios, nunca desprezando o seu interesse paralelo, na medida certa e cuidada. Entre os seus recentes projetos na ópera está o exigente papel de Andrea Chénier, na obra-prima com o mesmo nome de Umberto Giordano. Carmen, o mais audacioso e sedutor enredo romântico de toda a história da ópera, dirigido por Myung Whun Chung, foi editado em 2008.
Em setembro de 2009, Bocelli protagonizou estreia triunfante no Carnegie Hall, em Nova York. O álbum “My Christmas”, lançado em novembro do mesmo ano, nos Estados Unidos, ficou em segundo lugar nas paradas por seis semanas consecutivas, atingindo a cifra de mais de 4 milhões de cópias vendidas, sendo o quinto álbum mais comercializado no mundo em 2009. No ano seguinte, o artista foi homenageado com uma estrela na calçada da fama, em Hollywood.
“Quanto mais mergulho no canto, menos compreendo. Sei apenas que Deus me ofereceu uma voz que me permite expressar aquilo que sinto e, neste sentido, acredito que posso descrevê-la como uma voz reconhecível”, explica. A verdadeira grandeza de um artista é medida também pela sua humildade, a despeito da fama mundial e da consciência da função cultural e social que o seu nome representa.
Sobre o evento no Central Park mês passado, Bocelli considera o show gratuito para 60 mil pessoas um feito que o aproxima de outros astros da ópera, incluindo Luciano Pavarotti, que também se apresentou no palco do famoso parque. "A maioria dos meus marcos importantes aconteceu em Nova York", diz o tenor de 52 anos. "Busco em minha carreira o equilíbrio entre os dois repertórios. Mas o cantor de ópera é sempre fascinado pela música popular, algumas baladas são tesouros para artistas que, na ópera, trabalham sempre com grandes emoções e paixões."
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