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O universo masculino de Chico Buarque em três apresentações no SESC Pompeia

O universo masculino de Chico Buarque em três apresentações no SESC Pompeia

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Show Os Homens de Chico mostra ao público canções que eternizaram tipos como o amante do futebol, do flerte e da cerveja. Em homenagem a esse outro lado do compositor, Renan Barbosa, Marcelo Quintanilha e Fabio Cadore interpretam músicas que vão de Pedro Pedreiro a Partido alto

Nomes como Rita, Bárbara, Beatriz e Carolina são bem conhecidos no repertório de Chico Buarque e dão destaque ao eu lírico feminino que o compositor incorporou ao seu cancioneiro. Também contemplado em seu repertório, o universo masculino é retratado por figuras como o malandro, o operário e o sambista, que podem ser conferidos no show Os Homens de Chico, dias 31 de março, às 21 e 1º de abril, às 15:30 e 21 horas, no Teatro do SESC Pompeia.

Com vinte e uma composições selecionadas especialmente para o projeto, Renan Barbosa, Marcelo Quintanilha e Fabio Cadore – trio de cantores que se uniu para realizar este projeto – escolheram músicas que enfocam apenas personagens masculinos como Pedro Pedreiro, o desmemoriado Velho Francisco, Juca e o desiludido de Samba do Grande Amor.

Fãs do compositor, os intérpretes de Os Homens de Chico, com diferentes experiências e formações musicais, se revezam em performances individuais durante o show e, outras vezes, dividem o palco em duplas ou em trio.

“Deixaremos que sua obra nos perpasse e apareça com emoção e beleza, cada um à sua maneira, levando ao público toda a grandeza, permanência, atualidade e poder de comunicação da obra de Chico Buarque”, afirma Renan Barbosa – idealizador e diretor do show.

Para Marcelo Quintanilha, que gravará Choro Bandido em seu próximo trabalho, a obra de Chico Buarque é uma de suas grandes referências. “Antes de ser cantor, sou compositor. Então, para mim, cantar Chico é uma alegria, uma honra e, claro, um desafio”. Segundo Quintanilha, as canções de Chico Buarque não são decoradas, são aprendidas, já que contam histórias e têm lógica.

Fabio Cadore, o mais jovem do trio de cantores, pontua que o show não tem uma proposta machista. “Não convocamos a polarizações de gênero. Ao contrário, é apenas mais uma maneira, sensível, de observar a obra de um artista plural, de levá-la ao público com amor, talento e a ousadia de admiradores e seguidores”, finaliza.

Sobre os cantores

Renan Barbosa é cantor e compositor de MPB há 22 anos. Paraibano, começou a carreira em Campina Grande. Morou em Ribeirão Preto por mais de dez anos e há cinco reside em São Paulo. Gravou o primeiro CD em 1988, mas prefere a interação direta com a plateia, no palco. Tem preferência por projetos temáticos, que sempre idealiza, produz e dirige.  Em São Paulo, nos últimos três anos, esteve em cartaz com os projetos Bom-dia, Nordeste!, no qual interpretava exclusivamente músicas de autores nordestinos, com ênfase para o forró; Contemplação, inspirado no poema homônimo de Cecília Meireles, com um conjunto de canções que tratavam do olho e do olhar; Líricas dos vinte anos, no qual comemorou os vinte anos de carreira e Para ouvidos íntimos, em que reuniu todas as músicas preferidas da sua plateia, num show acústico.

Marcelo Quintanilha é paulistano e cresceu num meio musical. Em 1992, aos 23 anos, Quinta (como se tornou sua alcunha) classificou-se como o ‘compositor mais jovem’ entre os finalistas do Festival da Record, com a canção Domingo Outra Vez – homenagem aos festivais dos anos 60. Lançou, em 1995, seu CD de estreia, Metamorfosicamente, e de lá para cá já são cinco CDs solo ao todo.  Em janeiro de 2006, lançou o projeto Pierrot & Colombina, em parceria com a cantora Vania Abreu, reunindo clássicos da música popular. Um verdadeiro conto de Carnaval, com uma bem-sucedida turnê nacional. Desde 2008 realiza shows em torno do repertório do seu quinto disco, Quinto. Um CD diferente, com uma postura mais rock’n’roll, de contestação, sem fugir de suas raízes, a MPB. Em junho de 2010, fez parte do projeto musical Bem Casado, no SESC Pompeia, ao lado da cantora e esposa Vania Abreu. Já teve suas canções gravadas por cantoras como Daniela Mercury, Vânia Abreu, Belô Veloso, entre outras.

Fabio Cadore é paulistano e estuda música desde os seis anos de idade. Cantor, compositor, instrumentista e arranjador, é uma jovem revelação da música brasileira. Aos 27 anos de idade já reúne a experiência de um veterano, incluindo a produção de seu primeiro disco autoral (Lúdico Navegante - 2008), vários shows no SESC, turnês e palestras pela América Latina, além de participações em discos produzidos na Espanha, Coreia do Sul, Dinamarca e EUA.

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