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God Save The Queen!

God Save The Queen!

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Olá amigos leitores!

A matéria de hoje se refere a comemoração dos 40 anos da fundação de uma das maiores bandas de Rock do mundo: o Queen! Há exatemante 40 anos atrás, Freddie Mercury (Voz), o extraordinário Brian May (Guitarra), Roger Taylor (Bateria) e John Deacon (Baixo), formaram o grupo que mudaria a histótia do Rock mundial.

Como toda boa banda, seus integrantes se conheceram no colégio, o Imperial College em Londres. No começo da banda, o Queen foi muito atacado pela crítica por conta da liderança de Freddie Mercury e pelo seu estilo, que desde cedo se utilizava dos movimentos teatrais, incomodando os puristas do mundo do Rock. Mas a cada novo disco, um novo álbum, a Banda ia conquistando mais fãs, e seus discos foram cada vez mais vendidos, chegando a alcançar a marca de 18 no topo das paradas de sucessos.

Ao todo até hoje, o Queen, alcançou um número expressivo em vendas, e no mundo fonográfico esses números chegam aos 400 milhões de cópias vendidas! Vocês conseguem imaginar 400 mlihões de discos vendidos em todo mundo? A fortuna que o Queen acumulou nesses 40 anos de carreira? O Lucro que eles deram aos executivos de sua gravadora, com tantos discos vendidos? Todos os quatro eram músicos muitos bons, disciplinadíssimos, mas a liderança mesmo sempre esteve em Mercury, um líder nato. Sem fazer nenhum esforço, Freddie Mercury passava para seus companheiros o que achava que seria o caminho do sucesso. Uma vez, em uma de suas milhares entrevistas, Mercury disse: "Eu não vou ser uma estrela, eu vou ser uma lenda!". E ele estava certo, mesmo sem modéstia alguma, ele estava completamente certo. Era o líder! sabia o que queria e onde o grupo poderia chegar. Tinha o caminho do sucesso em sua veias.



Tenho boas lembranças do Queen, porque tive a honra de tocar no primeiro "Rock In Rio" em 1985, o inesquecível festival de Rock aqui no Brasil, e a produção dos estrangeiros era sempre truculenta, com seus 'Roadies" (Os montadores de palco) arrogantes não nos deixando chegar perto do palco, e seus seguranças seguiam as mesmas ordens, e eram super antipáticos, grosseiros e bem mais truculentos. Mas o Queen não. Como toquei no dia 18, junto com o Queen, meu camarim ficava perto do de Brian May, e em um momento nos encontramos no corredor, nos comprimentamos, e ele, como bom inglês, conversou comigo e acabou me perguntando se eu gostaria de conhecer o palco, de ver o equipamento que eles estavam usando. Eu prontamente disse que sim, e quando cheguei lá pude ver toda aquela estrutura de palco, equipamentos pesados de última geração, e não pude deixar de notar a "parede" de amplificadores da marca "VOX" que Brian May usava, cheguei a contar, eram três andares de quatro amps cada, totalizando doze "VOXs" apenas para a guitarra. Se vocês pegarem a capa do disco dos Bealtes, em "Beatles 65" por exemplo, verão que cada um deles usava apenas um "Vox", mas isso tinha sido há muito tempo atrás. Ficamos ali, Brian e eu, conversando, e eu constatando aquela verdadeira usina de som que o Queen produzia bem de perto, foi um fim de tarde inesquecível pra mim.

Ao todo em sua carreira o Queen, chegou a fazer 700 Shows pelo mundo. Mesmo com o fim do grupo, o sucesso continua, como prova o musical "We Will Rock You" em cartaz no circuito Londrino desde 2001, que até hoje chegou a marca de 12 milhões de ingressos vendidos. Os seus discos não param de vender, músicas pela internet, também não, assim como músicas para celulares, que é uma realidade hoje no mercado. Enfim, os cofres da banda continuam a subir cada vez mais!

O que o Queen representa para seus fãs mundo a fora, empresários, executivos de sua gravadora, não tem limites, é imensurável, e o aniversário de 40 anos da banda está sendo comemorado à altura. A história do começo da banda, quando ainda nem eram conhecidos, e das dificuldades que toda banda de Rock passa, está sendo contada na exposição "Stormtroopers In Stilettos: The Early Years", que acabou de passar por Londres, e agora vai percorrer as principais cidades do mundo, e para nossa grata surpresa, o Brasil está na lista.



A boa notícia também para colecionadores de discos como eu, que preferem o produto, o disco, com sua arte maravilhosa de capa, e um som mais poderoso do que os aparelhos de MP3, é que os cinco primeiros álbuns, estão sendo lançados e remasterizados, e chegarão nas lojas no fim deste mês, e em cada disco, gravações "extras" como "Bônus", além de dois discos "Greatest Hits" que contém seus maiores sucessos. Os executivos planejam um lançamento genial para quem não tem todo o acervo da banda, que é um lançamento de três compilações do lado B, ou seja, aquilo que não estourou nas rádios, mas que é sempre bom de ouvir para quem é fã. Melhor, impossível!

Comenta-se também que Hollywood começa a preparar as filmagens da biografia de Freddie Mercury, escrita por Peter Morgan, que filmou "A Rainha" e "Frost/Nixon". Não para por aí. Na TV, a BBC está preparando para o mês de junho um documentário com entrevistas de Brian May e Roger Taylor.

O que estaria fazendo hoje essa banda espetacular de Rock, se Farookh Bulsara (O verdadeiro nome de Freddie Mercury) estivesse vivo? Esse cantor que nasceu em Zanzibar, na Tanzânia, e mudou-se para Londres com o único objetivo de estudar moda. Eu, pessoalmente, sempre achei Mick Jagger do Rollings Stones um ícone de uma banda de Rock, um líder, e com a idade que tem até hoje, Mick é dono de um condicionamento físico invejável, ainda mais se formos nos lembrar que até o fim dos anos 80, e isso não é novidade pra ninguém, os Stones comsumiam drogas em quantidades industriais, e mesmo assim, Mick esbanja energia até hoje, mas devo admitir, que quando assisti ao Show do Queen "Ao Vivo" no Rock In Rio, vi que ali na linha de frente do Queen, estava um dos maiores cantores de Rock de todos os tempos. Freddie conduzia a plateia ao delírio com sua liderança! E como técnica vocal, sempre foi um excelente cantor, como provou também na maravilhosa gravação que fez junto a excepcional cantora lírica Montserrat Caballé na canção "How Can I Go ON".

Se quiserem assistir ao "clip" cliquem aqui.

Isso tudo, toda essa história, foi muito na vida de Freddie Mercury, que era apenas um vendedor de roupas e bugigangas no baladíssimo mercado do bairro de Kensington até ter a sorte de cruzar com Brian May, e juntos pensarem em formar uma banda, assim como quem diz: Que tal formarmos uma banda?

Acho que foi uma boa ideia, não foi amigos leitores? Mas a sorte parecia estar ao lado desses meninos, porque os frequentadores da feira em que Freddie vendia suas roupas eram nada mais nada menos do que David Bowie, Jimi Page, e os Rolling Stones. Com essas amizades, a música começou a falar mais alto para Freddie e May, e Mercury, acabou abandonando o sonho da moda pela sua obssesão ao Rock. Em recente entrevista, Roger Taylor disse que Freddie assistiu a 14 noites seguidas de Jimi Hendrix. Isso com certeza deve ter transformado ainda mais seu modo de pensar e de fazer música.

O guitarrista Brian May, tem um acervo riquíssimo de muito do que se sabe sobre o Queen, para um mercado muitas vezes descartável, o Queen, teve muito mais do que gostariam seus músicos, mas não Freddie Mercury, esse parece-me que foi predestinado ao sucesso, até a sua morte em 24 de novembro de 1991, decorrente da Aids.

O valor que o Queen tem para seus fãs é inestimável, sua música ficou marcada para sempre, no mundo inteiro vocês encontrarão fãs do Queen. Quem gosta do verdadeiro Rock, vai gostar e ouvir o Queen eternamente. Então nas comemorações de 40 anos da Banda, eu desejo parabéns Queen! Já podemos soprar as velinhas e ouvir o som do champagne estourando!

Parabéns pra vocês e "God Save The Queen!!!"

Beijos e abraços e até a próxima amigos!
Beto Saroldi

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