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Cauby, o Mito, lança caixa  com três CDs e estreia show

Cauby, o Mito, lança caixa com três CDs e estreia show

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Cauby, aos 80 anos de vida, lança a caixa “Cauby – o Mito – 60 anos de música”, com três CDs: “A Voz do Violão”, “Cauby ao vivo – 60 anos de música” e o surpreendente “Caubeatles”, apenas com canções do famoso quarteto de Liverpool. No mês passado, o cantor comemorou nove anos de sucesso no Bar Brahma, em São Paulo. Os shows de lançamento dos CDs acontecem dias 2, 3 e 4 de dezembro no Sesc Pompeia, em São Paulo (fichas técnicas do show e dos CDs ao final do release). Depois, o cantor seguirá com o show por diversas capitais do país e cidades do interior de São Paulo (programação ainda não definida). O cantor assume de vez a condição de mito da Música Popular Brasileira. Com muito talento, trabalho e, por que não? – um pouquinho de Marketing...
 
Aos 80 anos de vida, Cauby Peixoto é um homem que trabalha muito.  A voz mansa e os gestos lentos e suaves quase que escondem que o grande cantor do país vive meses de intensa produção. Entre ensaios e gravações, se dedicou diariamente, durante meses,  à caixa “Cauby, o Mito – 60 anos de música” (R$ 69,00, Lua Music), que acaba de chegar às lojas de todo o país, com três CDs – “A Voz do Violão” (acompanhado pelo violonista Ronaldo Rayol),   com canções que Cauby gosta mas nunca havia gravado, compostas por autores como Caetano Veloso, Edu Lobo, Gonzaguinha e Taiguara; “Caubeatles”, apenas com músicas do famoso quarteto de Liverpool; e “Cauby ao vivo – 60 anos de música”, que sairá também em DVD, álbum gravado ao vivo no teatro Fecap, em São Paulo, com participações de Agnaldo Timóteo Ângela Maria, Emílio Santiago, Fafá de Belém e Vânia Bastos. Além disso, todas as noites de segunda-feira, apresenta no tradicional Bar Brahma – na esquina mais famosa de São Paulo, das avenidas Ipiranga e São João – seu show, sucesso na Paulicéia há nove anos (comemorados em outubro).

De quebra, Cauby encontra tempo e disposição para se apresentar em diversos outros palcos. Os shows de lançamento dos novos CDs, em São Paulo, acontecem dias 2, 3 e 4 de dezembro no Sesc Pompeia, em São Paulo (veja fichas técnicas do show e dos CDs ao final do release) . Ainda não estão definidos os shows em outras cidades, mas é certo que o cantor se apresentará em capitais de vários estados do país e cidades do interior de São Paulo.

Faz também apresentações em diversos outros repertórios. Canta músicas imortalizadas por um de seus grandes ídolos, Frank Sinatra. Canta Roberto Carlos. E também sucessos de sua longa carreira, como “Bastidores”, “My Way”, “Ne Me Quitte Pás”, “Granada” e, claro, “Conceição”. Agora mesmo, com o final das gravações para os CDs, Cauby ensaia incansavelmente o novo show, de estreia com repertório que mescla canções dos três novos CDs, além de sucessos de sua carreira.  

Apenas às terças-feiras, um dia após o Brahma, é que Cauby dá total descanso  à voz. Terça é quase um dia sabático. Não ensaia nem dá entrevistas. Mesmo em casa fala ainda menos que seu normal, que já é pouco. Mas ouve muita música, “porque isso nunca  cansa”. E às terças também cuida corpo: faz fisioterapia para suportar a rotina estafante, mas não estressante, porque permanece apaixonado pelo que faz (também tem sessões de fisioterapia outras duas vezes por semana, em dias variáveis, de acordo com sua agenda).

Vaidoso e orgulhoso pelo talento, não exagera na exaltação a essa qualidade. Pelo contrário, encontra outros pilares para explicar o êxito de sua carreira. “Nunca dependi apenas do meu talento. Talento é o começo, mas sempre investi muito no trabalho. Não há sucesso sem trabalho. Por isso, trabalho muito. Com prazer e sem estresse”, diz o cantor, que acrescenta: “também sempre acreditei no marketing. Marketing é essencial para quem não tem talento, mas também é importante para quem tem”.

Cauby Peixoto lança os CDs para festejar 80 anos de vida (nasceu 10 de fevereiro de 31) e, também 60 anos de carreira fonográfica. Natural de Niterói, Rio de Janeiro, nasceu em família de músicos. Seu pai era o violonista Cadete. A mãe tocava bandolim. Um de seus primos, o conhecido Cyro Monteiro. Seus irmãos também se dedicaram à música: Moacyr Peixoto, ao piano; Araken Peixoto, ao trompete; e as irmãs as cantoras Andyara e Iracema (que parou de cantar cedo por exigência do marido). Por isso, o título “60 anos de música” só é completamente verdadeiro quando o marco inicial é a gravação do primeiro disco. E de fato não dá para definir exatamente quando a música ingressou na vida de Cauby (Reza a lenda que ao primeiro tapa do médico Cauby não chorou. Ele cantou! Exagero? Um pouco. Mas não muito. Cauby cantou desde muito cedo. Ou melhor: quase desde sempre).

Alguns podem citar o período escolar como o ponto de partida desta brilhante trajetória musical. Estudante de um colégio de padres salesianos em Niterói, cantou desde menino no coro da igreja.  “Na escola eu cantava alto demais e a professora não gostava. Fui meu irmão Moacyr que mais tarde ensinou-me que eu não precisava gritar. “Assim você não vai conseguir emprego’, ele disse. E eu mudei. Mudei porque precisava de emprego. Eu tinha a voz, mas não sabia cantar”, conta.

Para alguns historiadores da música, a carreira do grande cantor teve início aos 16 anos de idade. “Foi quando comecei a cantar na noite, escondido, na boate ‘Oásis’, na rua Sete de abril, em São Paulo. Eu já cantava antes, mas considero que essa foi a minha estreia profissional, ainda que só me deixassem interpretar poucas músicas”, diz Cauby, que acrescenta: “Mais tarde voltei a cantar na Oásis, já oficialmente, maior de idade, em shows de verdade”, lembra.

Em 49, fez sua primeira apresentação em rádio. E em 51, lançou seu primeiro disco. Também em 51, um ano antes de sua contratação pela rádio Nacional, em meio aos festejos carnavalescos, os executivos da etiqueta “Carnaval” convocaram Cauby para que gravasse seu primeiro 78 RPM. Do lado A, registrou o samba “Saia Branca”, de seu cunhado Geraldo Medeiros, em parceria com Haroldo Lobo.  Na outra face, gravou a deliciosa marchinha “Ai, que Carestia”, de Vitor Simon e Liz Monteiro. “É por isso que agora festejo os 60 anos de carreira fonográfica”, explica.

Apesar de todo o sucesso, Cauby ainda se emociona com as homenagens e prêmios. Em 23 de setembro, durante o primeiro dia da longa entrevista a este jornalista, estava exultante. No mesmo dia havia recebido a notícia de que seria homenageado, no dia 27 de setembro, pela The Latin Recording Academy (Academia Latina da Gravação), organizadora do Latin Grammy, com a entrega do prêmio “Latin Recording Academy’s President Merit Award”, para celebrar sua brilhante trajetória artistica; e, no dia 30 de setembro, pela escola de samba paulistana “Águias de Ouro”,  como o “Rei da MPB”, ao lado da rainha Ângela Maria. “Este ano de 2011, com o lançamento dos CDs, os shows e, agora, esses reconhecimentos, tem sido muito gratificante para mim. O carinho e o respeito pela minha trajetória deixam-me profundamente emocionado”, afirma o “mito’ que, claro,  no dia 27 abriu exceção do seu sagrado dia de descanso. “Não perderia por nada neste mundo!”, diz. “Gosto de ser uma vida regrada, mas não sou preso a regras. Também em uma terça-feira, dia 29 de novembro, participarei da festa show Troféu Sexo MPB 2011, idealizado e criado pelo jornalista, produtor e pesquisador Rodrigo Faour, autor da minha biografia, “Bastidores – Cauby Peixoto – 50 anos da voz e do mito”, acrescenta. (N.R – o evento acontece no Tom Jazz, em São Paulo, com o sugestivo slogan de “Por uma MPB com mais tesão”).

Segundo Thiago Marques Luiz, produtor dos Cds, “Cauby vive um momento mágico e feliz em sua carreira”. Ele afirma: “Do alto dos seus 80 anos de vida, Cauby tem o privilégio de cantar o que deseja e de ainda ocupar o posto de maior cantor do País. Seja acompanhado de grande orquestra ou em voz e violão, Cauby é o maior”.

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2 Comentários

  • 11 de Fevereiro de 2012 | 16:13

    edna silva ramos

    Cauby, é indiscutivelmente o maior cantor brasileiro de todos os tempos e merecia ser mais reconhecido pela midia. Com
    tanta coisa ruim que nos impigem, porque não fazer um especial com o mito? A Globo fêz um há alguns anos atras e
    bem mereceria ser reprisado.

  • 25 de Dezembro de 2011 | 19:18

    quirino de oliveira minossi

    Minhas homenagens a este ilustrado artista, que tanto como cantor e pessoa é um ser iluminado!

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