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Carmen Queiroz celebra 20 anos de carreira e lança novo disco
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Carmen Queiroz celebra 20 anos de carreira e lança novo disco: "Enquanto eu fizer Canção"nos dias 30 de abril e 1ºde maio.
Em seu novo CD, "Enquanto eu fizer canção", a cantora Carmen Queiroz comemora vinte anos de carreira e presta tributo a algumas das mais importantes vozes femininas da história da música popular brasileira.
Entre elas, a Angela Maria – 83 anos a serem completados em 13 de Maio! –, cantora que tem participação especial nos dois shows que marcam o lançamento oficial do CD. Os shows acontecem no sábado 30 de Abril, às 21 horas, e no domingo 1º de Maio, às 19 horas, no Teatro do SESC Pompeia, com grupo instrumental sob direção do músico Edmilson Capelupi.
A cantora Carmen Queiroz, paranaense radicada em São Paulo, é daqueles artistas que, a despeito de suas qualidades, parecem viver... "no lado escuro da lua". Neste momento em que lança seu quarto disco e comemora vinte anos de carreira é ainda relativamente pouco conhecida do grande público.
E mesmo de gente que tem por ofício acompanhar de perto o mundo musical, como Sérgio Cabral, há 50 anos atuante como pesquisador e jornalista especializado em música popular. Cabral assina texto no encarte de "Enquanto eu fizer canção", o novo CD de Carmen Queiroz, e não se acanha em reconhecer que só a veio a conhecer agora. Assim ele finaliza sua apresentação:
"Onde eu andava? Onde andava essa cantora, tão próxima de queridos amigos compositores que também são meus amigos? Bem, o que sei é que não pretendo perder mais tempo. A partir de agora, Carmen Queiroz está condenada à minha eterna admiração."
Angela Maria, cantora-síntese – Em "Enquanto eu fizer canção", CD de produção independente, Carmen Queiroz presta homenagem a várias cantoras importantes na história da música popular brasileira, vozes que influenciaram sua carreira – de Carmen Miranda a Gal Costa, de Dalva de Oliveira a Elis Regina, de Aracy de Almeida a Nana Caymmi, de Clara Nunes a Beth Carvalho, de Elizeth Cardoso a Maria Bethânia; e, ainda, especialmente, Angela Maria (fluminense de Macaé, nascida Abelim Maria da Cunha em 1928), a quem quem Carmen Queiroz dedica o novo disco.
Segundo Carmen, Angela Maria é nome central no universo das vozes femininas no Brasil, como expressa em texto no encarte do CD
Angela Maria começou sua carreira inspirada em Dalva de Oliveira e foi a principal referência de Elis Regina. Pra mim, ela pode ser considerada uma síntese do que somos todas nós.
Mas, se Carmen Queiroz reconhece e agradece a tantas e tantas influências, a verdade é que a partir dessas cantoras todas ela chegou a um estilo próprio e hoje "canta tudo do seu jeito". No texto que escreveu para o encarte do CD, acrescenta: "O meu canto certamente tem um pouco do cantar de cada uma dessas cantoras. Elas me antecederam e me são contemporâneas, e eu sigo tendo por referência a luz de cada uma delas".
Escolhas da memória afetiva – Para chegar ao repertório do CD, Carmen Queiroz buscou canções de cada uma das cantoras que homenageia. Mas suas escolhas fogem ao óbvio, até porque sua bússola não foi o "hit parade", mas a sua memória afetiva, sua ligação particular com as cantoras que admira.
Assim, sua Carmen Miranda é a de "Alô... Alô?...", de André Filho. Sua Dalva de Oliveira é a de "Que Será?, de Marino Pinto e Mário Rossi. Sua Gal Costa é a de "A história de Lily Braun", de Edu Lobo e Chico Buarque. Sua Maria Bethânia é a de "O Meu Amor", de Chico Buarque. Sua Aracy de Almeida é a de "Vai trabalhar", de Cyro de Souza. Sua Elizeth Cardoso é a de "Medo de amar", de Vinícius de Moraes. Sua Elis Regina é a de "No dia em que vim me embora", de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Sua Clara Nunes é a de "Meu Cariri", de Rosil Cavalcanti e Dilu Melo. Sua Nana Caymmi é a de "Nenhuma lágrima", de Sueli Costa. Sua Beth Carvalho é a de "Miragem", de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. E sua Angela Maria é a de "Tango pra Tereza", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.
Sua memória buscou ainda, lá no fundo do poço das afetividades, uma canção que não remete a nenhuma cantora, mas a ela própria: "A Estrada do Sertão", antiga composição do grande violonista João Pernambuco que no início dos anos 1980 recebeu letra de Hermínio Bello de Carvalho.
O fato é que, por sua amplitude e variedade, o repertório do disco faz com que "Enquanto eu fizer canção" vá além do tributo às cantoras e seja, ao mesmo tempo, também um tributo à própria canção popular brasileira: Carmen Queiroz resgata mais de 80 anos de uma história muito rica e variada.
No disco, Carmen Queiroz canta sempre em boa companhia. O elenco de músicos participantes reúne Edmilson Capelupi, responsável também pela direção musical, violões; Edson Alves, violão, guitarra e baixo; Daniel Ferruge, cavaquinho; Milton Mori, bandolim; Alexandre Ribeiro, João Francisco e Mário Marques, clarinetes; João Poleto e Daniel Allain, flautas; Emerson Freitas Gomes (Will), trombone; Rubinho Antunes, flugelhorn; Olívio Filho e Mestrinho, acordeons; Cléber Almeida, bateria e percussão; Zezinho Pitoco, zabumba; Adriano Busko, Léo Rodrigues, Guello, Roberta Valente, Gerson da Banda e Jorge Neguinho, percussão.
Os arranjos são assinados por Edmilson Capelupi, Edson Alves e Natan Marques.
Carmen Queiroz
Nasceu em Cornélio Procópio, PR. Ao ao longo da infância e adolescência morou em várias cidades, entre elas Santa Rita do Sapucaí, MG, Porangaba, SP, e Sorocaba, SP. No comecinho dos anos 80 mudou-se para São Paulo, SP, onde vive até hoje.
Sempre cantou, incentivada por toda família, principalmente pela mãe Dona Eugênia, de quem herdou a vocação. Em 1991, ainda nos tempos do vinil, lançou o LP "Flor da paz". Lançou depois os CDs "Leite Preto" (2000) e "Do meu jeito" (2004). Nesses trabalhos gravou obras de compositores brasileiros consagrados e de jovens talentos, alternando composições conhecidas e inéditas e firmando sua personalidade interpretativa.
Paralelamente à carreira solo foi também integrante do Bando Flor do Mato, grupo divulgador do folclore brasileiro, e também do grupo Bando da Rua.
Compartilhou espaços nos projetos Samba em Sampa, Seis no Samba, Damas do Samba, Consciência Negra - Viva Zumbi dos Palmares, Natal Brasileiro e Mulheres do Sol, junto a intérpretes como Dona Ivone Lara, Nei Lopes, Luiz Carlos da Vila, Martinho da Vila, Inezita Barroso e a cantora argentina Adriana Varella.
Nos últimos 20 anos fez vários shows temáticos, cantando e contando as histórias de compositores como Ary Barroso, Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, Cartola, Noel Rosa, Geraldo Pereira e Nelson Cavaquinho.
Sempre com o foco na MPB, entre seus principais espetáculos estão "A Estrela Dalva" e “Um mar de Veneno” (homenagens a Dalva de Oliveira); "A Bahia te Espera"; "Verso e Reverso"; "Realidade do Canto à Poesia"; "Recordar"; "Homenagem à Bossa Nova"; e “Emoção Sincera”.
Participou da 14ª (2008) e da 16ª (2010) edições do Festival Internazionale di Poesia di Genova ao lado do poeta e declamador Cássio Junqueira – com quem, no ano de 2010, excursionou pela Itália com o show lítero-musical “Emoção Sincera”.
Lançamento do CD "Enquanto eu fizer canção"
30 de Abril de 2011, sábado, 21 horas
1º de Maio de 2011, domingo, 19 horas
Participação especial de Angela Maria
Músicos: Edmilson Capelupi (violão sete cordas), Edson Alves (violão), Daniel Ferruge (cavaquinho), João Poleto (flauta), Jotagê Alves (clarinetes), Celso Almeida (bateria), Roberta Valente e Léo Rodrigues (percussão)
Onde:SESC Pompeia (Teatro, 760 lugares) - Rua Clélia 93, Pompeia, tel. 3871-7700
Quanto:R$ 16,00 (inteira) [R$ 8,00 (usuário inscrito, + 60 anos, estudante com carteirinha e professor da rede pública); R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)]. À venda pelo sistema IngressoSESC.
Duração: 90 min.
Indicação etária: Não recomendado para menores de 12 anos
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