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A Música no seu Cérebro
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O que é a música? De onde ela vem? Por que aparentemente é algo tão fácil para alguns, mas não para outros? Por que certas canções nos comovem e outras nos deixam indiferentes? Qual o papel da percepção, a misteriosa capacidade dos grandes músicos e engenheiros de som ouvir nuanças que escapam a maioria das pessoas? Por que certas sequências sonoras de sons nos emocionam ao passo que outras - como o latido de um cão ou a freada de um carro - nos incomodam?
Estou lendo esse fascinante livro, "A Música no seu Cérebro" do músico e neurocientista Daniel J. Levitin que logo no início traz a definição de música do compositor francês Edgard Varése: A música nada mais é do que o som organizado! Me surpreendi ao saber que todos os seres humanos nascem com aptidões para dançar, cantar e tocar algum instrumento. "Cantar e dançar constituíam uma atividade natural na vida de todos, perfeitamente integrada a vida comum". Como em tantas outras línguas, o verbo lesotiano para "cantar" (ho bina) também quer dizer dançar; não há uma distinção, pois parte-se do princípio de que o canto implica movimentos corporais. Eu por exemplo sempre quis cantar mas nunca achei que minha voz fosse suficientemente boa para isso. Apesar da arraigada distinção cultural que prevalece no Ocidente entre os músicos profissionais e o comum dos mortais, o autor afirma que todos somos mais capazes musicalmente do que imaginamos, pois nosso cérebro esta profunda e diretamente conectado a música. O próprio conceito de música.
O livro é uma investigação do papel da música na evolução da espécie humana e no quotidiano de cada um de nós. Com exemplos musicais que vão de Mozart a Eminem, Bach a Count Basie, Creedence e Van Halen, o autor explica os elementos da música - altura, ritmo, andamento, métrica, intensidade, harmonia e melodia - e baseando-se em diversas pesquisas, explorando a percepção musical no cérebro. Daniel mostra que dos tímpanos até as células que regulam a emoção no interior do cérebro, uma série de atividades é desencadeada quando ouvimos música. Mostra como nossas preferências musicais começam a ser formadas antes de nascermos e como se constrói a qualificação musical.
"Quanto mais aprendi sobre música e ciência, mais fascinantes elas se tornaram (…). Tal como a ciência, a música revelou-se ao longo dos anos uma aventura nunca vivenciada duas vezes da mesma maneira (…). Temos aqui a história de como o cérebro e a música evoluíram paralelamente: aquilo que a música pode nos ensinar a respeito do cérebro, o que o cérebro pode nos ensinar sobre a música, e o que ambos podem dizer a nosso respeito. "
Maravilhosa leitura!
Sobre o autor: Daniel dirige o laboratório de Percepcão, Cognição e Especialização Musicais da Universidade McGill em Montreal, Canadá, onde é titular da Bell Chair em Psicologia da Comunicação Eletrônica. Antes da neurociência, ele trabalhou como músico, engenheiro de som e produtor musical. Colaborou em publicações cientificas e de música como Grammy e Billboard
Até a próxima,
Ana John
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