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Verdades dolorosas
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Não é tão difícil, nos dias atuais, abrir a mente para o novo, porém, parece cada vez mais difícil, diante do inesperado, desapegar-se de ideias e valores antigos.
O movimento cíclico da evolução neste mundo implica buscar cada vez mais ao conhecimento. Como não o fazemos de praxe, a verdade nos chega de forma impactante, derrubando nossas crenças, tirando-nos da nossa zona de conforto, ferindo mesmo os nossos padrões mais arraigados, sobretudo os religiosos, ou seja, aqueles que nos ajudaram a formar a nossa fé ou não fé em Deus, sendo este o criador do universo ou o Todo Poderoso Onipotente, Onipresente e Onisciente Pai Incognoscível.
Quando a verdade chega do mais alto, tal qual o era na época dos profetas, causa tamanha indignação que leva os maus recebedores da mesma a quererem sacrificar seus portadores, numa tentativa vã e falível desde seu nascedouro de impedir à própria verdade de mostrar-se à humanidade.
Por milênios, os ocultistas encheram os calabouços do mundo a esconder fragmentos dos mais importantes registros escritos sobre uma verdade transcendente a tudo que a Igreja temeu e, por este motivo, quis afastar dos cristãos. Sobretudo a estes, como se o próprio Cristo não fosse jamais soerguer sua potência divina sobre o véu da ignorância que acoberta as nossas iniquidades.
Não temamos, pois, a verdade. Não crucifiquemos mais tantas vezes o Cristo e façamo-nos às vezes de portadores de pensamentos que possam, de uma vez, descortinar uma verdade maior, por mais dolorosa, impactante e inacreditável que ela seja ou se nos apresente.
Toda reflexão engendrada no sentido de se buscar ao conhecimento profundo da vida e dos mistérios da criação faz parte do propósito de espiritualização e melhoramento generalizado da humanidade terrena, já que tais conhecimentos alicerçam e ao mesmo tempo dão sentido à vida que temos neste mundo.
De uma forma incomensurável, a verdade se nos revela aos poucos para chegarmos ao entendimento do óbvio, ao esclarecimento do que jazia oculto diante dos nossos olhos, conforme o anunciado pelo próprio Jesus quando de sua vida na Terra.
Surpreendentemente, desta vez a ciência toma lugar de relevância nessas revelações acerca da nossa história universal pregressa e até sobre o criador deste universo; pela primeira vez, salvo meu engano, em parelha com a religião, se tomarmos em consideração os avanços científicos no esforço de se provar a existência de um criador universal inteligente e revelar sua natureza.
Naquilo em que a ciência avança e a religião repete, através de seus preitos, e que foi há muito profetizado, cabe a nós, espectadores e agentes de mudanças, estudarmos os pontos em que as convergências ocorrem e o porquê de haver tais convergências.
Incentivando à reflexão, aparecem pesquisadores aqui e alhures, dos quais muitos publicam suas linhas de raciocínio, bastando-nos costurar as informações para termos um panorama rico e diversificado de novas ideias que, mais cedo ou mais tarde, querendo ou não, pela força com que se nos chega, farão parte dos nossos cotidianos e serão matéria óbvia de estudo para as crianças do futuro.
Destaca-se, entre os inúmeros compêndios científicos e/ou filosóficos, a obra de Jan Val Ellam, um executivo de Natal que em nada parece insano, mas fala de coisas incompreensíveis ao ser pensante da Terra. Como uma espécie de profeta dos nossos tempos, quem sabe?
Jan Val Ellam, que aparentemente muito se preocupou com a própria imagem e de tudo fez para evitar a exposição como autor de revelações, publicou, no dia 10 de dezembro de 2010, numa edição não revisada e virtual, o livro “O Drama Cósmico de Javé”, que é o motivo deste meu aparte, dados a profundidade e o ineditismo de seu teor.
O próprio autor nos avisa que foi tomado de surpresa e teve mesmo dificuldades pessoais ao rejeitar psiquicamente o que estava lhe sendo informado por, segundo ele, membros do que ele denomina de “Espiritualidade”, bem como de seres extraterrestres, notadamente, assessores de Javé e o próprio.
Estupefata e ao mesmo tempo com ânimo espiritual renovado diante de tal obra, cuja envergadura ou partiu mesmo de escalões espirituais inatingíveis para nós (mesmo que não creiamos em nenhuma inteligência acima da nossa) ou é fruto de uma imaginação irreconhecível no âmbito das sociedades humanas. Portanto, é obra que se deve ler e estudar para que dela se tenha opinião própria.
Todavia, se algo de muito diferente e surpreendente aponta para o sentido da vida humana, reafirmo, é de nossa responsabilidade especular a respeito.
Pessoalmente, nada vi nem tenho visto de tão direto e “chocante” no universo das especulações acerca de Deus. Causando mais indignação que a Bíblia, o Alcorão e o Livro de Urântia (sem querer comparar as importâncias de cada um destes compêndios), o livro recém-publicado por Ellam mostra uma lógica absurda, porém, que causa o efeito de parecer irrefutável para a alma, ou seja, “algo dentro de nós” nos impulsiona a, pelo menos, refletir sobre o que ali está exposto.
Quando Jô Soares recebeu o autor em questão em seu programa para falar do livro “Fator Extraterrestre”, o tema me chamou à atenção, pois ele falava ali de Panspermia Dirigida, um tema abordado em estudos de Francis Crick, um dos responsáveis pela descoberta do código DNA e prêmio Nobel de ciência em 1979. Ou seja, Jan Val Ellam acendeu a luz sobre a questão da inteligência extraterrestre para afirmar o que Crick não ousou fazê-lo com maior objetividade e aprofundamento: que o DNA humano foi trazido a Terra por alguém, sem jamais poder ter sido fruto de uma explosão cósmica, como se supunha na teoria da Panspermia Balística.
A título de preservar as nossas crenças religiosas, uma vez que a religião tomou sempre a vez de portadora das verdades universais incompreensíveis ao ser humano, temos nos permitido ignorar, deixar de lado e adiar o encontro das nossas mentes acesas com a verdade que está além do que nos é tangível. Uma acomodação fácil de produzir, quando se trata de teorizações.
Porém, o assunto que é tratado no livro “O Drama Cósmico de Javé” é, segundo induz o autor terreno da obra, veículo de informação fornecida pelo próprio Javé, portanto, pelo ser que tem se feito conhecer por Deus em diversos segmentos religiosos, e assim está posto tanto na Bíblia quanto no Alcorão (apesar de neste último aparecer como Alá).
Diante da minha muito evidente incompetência em discernir acerca da questão, será necessário que cada um tenha de antemão a leitura desta obra incrível, a fim de que possamos, num futuro próximo, avaliar nossa postura diante do que ali se descerra.
O que tomo por mote, contudo, é: somos capazes de nos despojarmos das nossas crenças e verdades pessoais, muitas delas herdadas das religiões, para nos aproximarmos de assuntos que nos obrigam a pensar mais profundamente sobre onde está a verdade acerca de Deus e ao nosso próprio respeito?
Por mais dolorosas que elas sejam, as verdades que eclodem em tempos de revelações são tais o remédio amargo que mesmo a contra gosto se toma por se desejar a cura de um grande mal. Eis, pois, diante de que estamos.

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