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Seu Olhar
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Autor: Nilton Bustamante
Seu olhar não é apenas a maneira dos olhos observarem o perto e o longe
Seu olhar tem algo que vem, que vem, que vem...
Talvez da força das cachoeiras saltando da coragem dos olhos fechados
Em um único respiro
Tem algo que vem, vem vem vem algo da braçada enfrentando correnteza
Insistindo um destino só; algo da flecha no peito...
Chora dor e gozo do amor, mel às vezes doce, às vezes amargo da flor
Colhida pela manhã
Fogo que se espalha, que foge ao controle comendo forte a mata do corpo
Último pêlo, até o último apelo do grito ancestral...
Explosão numa só voz de todos os gozos que vinga morte, vida e desejo
Soa mil idas e vindas
Seu olhar deixa nua qualquer mentira crua, ingênua, infantil, de tal maneira
A vergonha nem adianta trazer o manto e cobrir tudo
Será em vão, nem quando o interminável perdão clama a fé e pede mais
Uma vez por sua vez
Seu olhar, seu olhar me silencia, me faz lágrimas emocionadas ameaçam cair
Pelos cantos para não chamarem atenção, não quero...
Que você saiba que me tornei liberto da prisão, eu tinha o tempo todo
A chave em minhas mãos
Ah, esse desejo, ah, essa certeza me acompanham desde então, como pode ser
Esse mistério, esse vendaval bem aqui dentro de mim?...
Eu sentado na beira da lua minguante, vendo do alto todas as sombras
Dos corações apaixonados
Eu não consigo mais ficar sem, não consigo, não consigo, não consigo ficar sem
Desmanchar-me em mil pedaços dentro do seu olhar...
E me largar na força das cachoeiras, saltando mais que essa coragem
No frio terrível dos abismos
A minha vontade é tanta, é tamanha de te abraçar, de te amar, que essa flecha
Atravessada no meu peito é apenas para me lembrar...
Que eu amo tanto, tanto, tanto, tão estranho, surpreendente, devorador...
Deveria todos os dias esperar
No portão a quem se ama só pra dizer que ainda há amor, pra se dar boas-vindas,
Pra se abraçar, dizer que a espera foi torturante, e que agora – o encontro – é sol, é noite, é da vida alegria
Deveria esperar todos os dias
Presente pra ser aberto, tirar os laços, rasgar embrulhos e papéis, desfazer nós,
Tirar sapatos, meias, e viver o instante do para sempre,
Sempre nós dois!
Seu olhar não é apenas a maneira dos olhos observarem o perto e o longe
Seu olhar tem algo que vem, que vem, que vem...
Talvez da força das cachoeiras saltando da coragem dos olhos fechados
Em um único respiro
Tem algo que vem, vem vem vem algo da braçada enfrentando correnteza
Insistindo um destino só; algo da flecha no peito...
Chora dor e gozo do amor, mel às vezes doce, às vezes amargo da flor
Colhida pela manhã
Fogo que se espalha, que foge ao controle comendo forte a mata do corpo
Último pêlo, até o último apelo do grito ancestral...
Explosão numa só voz de todos os gozos que vinga morte, vida e desejo
Soa mil idas e vindas
Seu olhar deixa nua qualquer mentira crua, ingênua, infantil, de tal maneira
A vergonha nem adianta trazer o manto e cobrir tudo
Será em vão, nem quando o interminável perdão clama a fé e pede mais
Uma vez por sua vez
Seu olhar, seu olhar me silencia, me faz lágrimas emocionadas ameaçam cair
Pelos cantos para não chamarem atenção, não quero...
Que você saiba que me tornei liberto da prisão, eu tinha o tempo todo
A chave em minhas mãos
Ah, esse desejo, ah, essa certeza me acompanham desde então, como pode ser
Esse mistério, esse vendaval bem aqui dentro de mim?...
Eu sentado na beira da lua minguante, vendo do alto todas as sombras
Dos corações apaixonados
Eu não consigo mais ficar sem, não consigo, não consigo, não consigo ficar sem
Desmanchar-me em mil pedaços dentro do seu olhar...
E me largar na força das cachoeiras, saltando mais que essa coragem
No frio terrível dos abismos
A minha vontade é tanta, é tamanha de te abraçar, de te amar, que essa flecha
Atravessada no meu peito é apenas para me lembrar...
Que eu amo tanto, tanto, tanto, tão estranho, surpreendente, devorador...
Deveria todos os dias esperar
No portão a quem se ama só pra dizer que ainda há amor, pra se dar boas-vindas,
Pra se abraçar, dizer que a espera foi torturante, e que agora – o encontro – é sol, é noite, é da vida alegria
Deveria esperar todos os dias
Presente pra ser aberto, tirar os laços, rasgar embrulhos e papéis, desfazer nós,
Tirar sapatos, meias, e viver o instante do para sempre,
Sempre nós dois!
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