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Seis mulheres e o rei
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Autor: Nilton Bustamante
Seis mulheres,
Sem trono, sem estrelas, sem a noite que vem mansa
Sem o nada do nada
Seis mulheres,
E o rei perdido em Copas sem castelo, sem reino, vagando triste sem estrada...
Seis mulheres,
Tudo se inicia, tudo se repete, as mesmas armadilhas
Sem porta, sem saída
Seis mulheres,
E o rei perdido em Copas sem cetro, sem manto, sem descanso, agonizando
Seis bocas,
Seis maldições,
Seis vidas interrompidas,
Seis perdições
E o rei na boca do dragão sendo queimado, sem poder fechar os olhos e morrer...
Oh, degradação das degradações
Sem alma, sem espírito, sem religião alguma
Nada que se fizesse os olhos fechados alcançar, nem o sol, nem o mar,
Nada que fosse pleno, nada que fosse sereno,
Nada que pudesse passar despercebido diante dos cães...
Grita agora a demora da redenção,
Mas a prata, o veludo e o ouro
Nada poderão, de nada servirão,
Teve tudo, teve todos, um reino inteiro, mas, por outra pobreza não teve amor
E o rei perdido em Copas percorrendo o próprio deserto que criou
Pede, implora, espera única prece, uma lágrima despercebida de outro coração
Das seis bocas, das seis mulheres, que a tortura não o faz esquecer...
E o rei que não sabe orar, pede a sorte de morrer seis vidas antes de voltar a viver
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