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Presença Emocional

Presença Emocional

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Mamães e papais, convido-os para uma reflexão: Já pararam para pensar em como estamos enchendo nossos filhos de presentes, atividades , viagens e afins?

Será que nossos filhos preferem nossos presentes ou nossa presença (afeto, atenção)?

Se perguntarmos , neste momento, nossos filhos, sem maturidade emocional suficiente, talvez, respondam em uníssono: PRESENTES! Pois esta é a forma de “afeto” que  eles estão aprendendo com o mundo, a mídia, a indústria do consumismo, e, muitas vezes, conosco, seus pais, que para camuflar nosso sentimento de culpa , cujo qual nem entendemos direito, acabamos optando pelo presente.

Porém, não é raro vermos adolescentes e adultos com conflitos emocionais que poderiam ter sido evitados com “nossa presença afetiva”, afirmando em consultórios psicológicos: “tudo o que eu mais queria era a atenção dos meus pais, um abraço, um carinho, mas eles não tinham tempo ou  não percebiam minha necessidade”.

Será que não estamos deixando passar uma oportunidade preciosa de auxiliar, emocionalmente, nossos filhos?

A criança mais nova, e às vezes, mesmo o adolescente , não consegue externar essa necessidade emocional em forma de palavras, mas expressam em forma de comportamentos, que em seus extremos, vão de inadequados ao isolamento.

Estamos correndo tanto (sem nem saber direito para onde estamos indo), que não estamos vendo o que está a frente de nossos olhos: nossos filhos estão sofrendo por sentirem necessidade de nossa atenção.

Quando falo em presença emocional, não estou falando da quantidade de tempo que ficamos com nossos filhos , e sim, de como estamos dedicando o tempo que temos. Falo em  um momento único, intenso, integral e verdadeiro, no qual olhamos realmente para eles e nos dispomos a ouvir. Mesmo que sejam dez minutos diários! Mas  “verdadeiros”, de entrega!

Aquela idéia de “vou dar para meu filho o que eu não tive”, se fixou apenas no aspécto financeiro. E a afetividade, como ficou?

Colocamos nossos filhos nas melhores escolas, na natação, no balé, no judô, na informática, no inglês, no tênis, karatê, etc...etc..., esperando contribuir para sua educação e seu melhor preparo para o mercado profissional.

Mas e para as relações pessoais, para lidar com as frustrações que são inevitáveis na vida, com as conquistas e as derrotas? Estamos preparando nosso filhos, emocionalmente?

Cobramos desempenho. Mas, por outro lado, estamos fazendo nossa parte? Estamos juntos, auxiliando, ouvindo, dialogando para encontrarmos uma forma de lidar com suas questões emocionais, suas inseguranças, suas facilidades e dificuldades, sejam elas, no âmbito intelectual ou emocional?

Conversamos com nossos filhos, superficialmente, onde perguntamos: tudo bem? E ele responde num eco: tudo bem. E não nos aprofundamos.

É necessário que passemos a olhar um pouco mais “fundo” e prestar atenção nas necessidades emocionais de nossos filhos, senão, todo nosso esforço será em vão. Onde chegaremos? Ou melhor, vejam os noticiários!

Não pretendo colocar mais culpa em nossas cabeças. Quero, apenas, alertar para nossa responsabilidade. Entendo que,  hoje, trabalhar não é só uma questão financeira, é também,  realização profissional. Não adiantaria ficarmos o dia todo à disposição de nossos filhos e nos sentirmos sugados, frustrados, infelizes.  Temos que estar bem, emocionalmente, para conseguirmos lidar com o emocional de nossos filhos. Cuidar do “nosso eu” é imprescindível. Se secarmos, se não tivermos “mel”, como distribuí-lo?

Outro objetivo desta reflexão é avaliarmos a questão do excesso de presentes. O que  acaba ocorrendo, com nossos filhos,  é a perda gradual do prazer pelo presente em si , sempre esperando o próximo. Tudo fica descartável. Buscam sempre novo estímulo. Aliás, isso pode levar nossos filhos até a droga (como um estímulo que gera um novo prazer). 

Nossa presença emocional é o maior presente que podemos dar para nossos filhos. Talvez, hoje, eles não entendam, mas um dia entenderão e  nos serão muito gratos.

Agradeço sua presença, na leitura. Para mim: um presente!

Até a próxima.

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4 Comentários

  • 08 de Maio de 2011 | 02:48

    Adriana Roveroni

    Thelma querida.
    Concordo plenamente. A reflexão se faz necessária, imprescindível, porém, esbarramos na "velocidade" de nossas vidas, nas exigências a que nos submetemos no mundo atual e nas "auto-exigências"...que talvez sejam as piores. Mais uma reflexão!!!Exatamente, Thelma: o que tem acontecido com os filhos "soltos pelo mundo" sem presença "emocional" dos pais, mesmo que abastados financeiramente, é um "perder-se". Perda de identidade, perda de valores , perda de auto-estima, perda de respeito ao próximo (já que não se respeita)...Perdas, Perdas.... E neste VÁCUO...neste vazio... entram as drogas, violência, crimes , ETC ETC... Obrigada pelas palavras. Bjos!!!!!

  • 08 de Maio de 2011 | 02:40

    Adriana Roveroni

    Márcio,
    Nossa, digo eu, meu querido. Como é bom poder parar e ver que algumas pessoas se importam com as reflexões, com o afeto, com o valor da família. Eu que agradeço pela leitura e pelas palavras. E te convido, mensalmente, refletirmos juntos, aqui, na minha coluna, no portal Batelli. Muito Obrigada. Estou à disposição para maiores informações. Que Deus lhe abençoe em dobro.!!!

  • 04 de Maio de 2011 | 13:11

    Thelma Gregori

    Querida Adriana,que assunto mais pertinente.
    As palavras sobre a idéia são muito sensatas,mas na realidade a roda viva nos impede de praticá-la adequadamente.
    Você abordou de uma forma simples ,firme e direta a necessidade de "sermos e estarmos " como pais provedores afetivos ,e não só materiais.
    É tão bom ter coisas boas para recordar da infância,principalmente os momentos singelos mas intensos na presença dos pais.
    Isso é um arquivo preciosíssimo que nos dá respaldo a sermos homens e mulheres bem resolvidos.
    Filhos bem amados e acarinhados sempre serão seguros e sempre terão um olhar humano sobre a vida e sobre as pessoas.
    Entre as mãos dadas entre pais e filhos não passa droga,nem violência e nem desvalor algum que possa corromper a formação das crianças.
    Afinal,o exemplo e a vivência principais de amor vem de casa.
    Bjs e parabéns pelo artigo !

  • 02 de Maio de 2011 | 21:58

    Márcio Fonseca Vieira

    Nossa. Como é bom poder, ao parar, após um dia agitado de rotinas, apreciar orientações profissionais, voltadas à qualidade de vida familiar. Poder ter o prazer de reconhecer o valor da família. Analisar atitudes, comportamentos, afetividade, amabilidade. Fico grato, pela oportunidade de reflexão. Seja a graça de nosso amado e justo Deus, sobre todos.

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Adriana Roveroni<br />Jaú

Entretenimento

27/04/2011 | 15:59

Por:

Adriana Roveroni
Jaú

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