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 Homem Fênix

Homem Fênix

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Autor: Nilton Bustamante

 

Quando pensei que eu  era todo barulho, ruído das multidões

Turmas dos bares, dos shows

A música sempre alinhavando as almas com canções

Eu seguia entrando em mil sorrisos, nas selvas dos olhares quentes e frios

 

Quando pensei que os meus ouvidos eram bueiros do mundo

Palavras recortadas sem sentido

Seguiam perdidas, esquecidas nas risadas insanas,

Choradeiras vozes cada mais altas querendo impor cada qual sua solidão

 

Quando fui me destruindo, deixando minhas partes nos caminhos

Fui me desmanchando até ser sopro

Uma brisa que foi ventania que buscava a sua paz

Hoje sem cerimônia sigo em canoa encontros com a Amazônia pelos rios

 

Hoje sigo pelo ar, asas das aves e dos pássaros,

Sigo pelas águas frias e quentes os animais grandes e pequenos peixes

Hoje balanço no balanço dos rabos dos cães e dos gatos

Hoje ouço a fala da minha alma, que antes eu não ouvia...

 

Antes eram preciso mil corpos para minha fome

Hoje apenas um dar de mãos, num gozo que nunca havia...

Hoje sou apenas transformação, buscando a suprema evolução:

Alma de homem virando oração.

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Nilton Bustamante<br />São Paulo

Entretenimento

07/02/2011 | 12:01

Por:

Nilton Bustamante
São Paulo

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