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Homem Fênix
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Autor: Nilton Bustamante
Quando pensei que eu era todo barulho, ruído das multidões
Turmas dos bares, dos shows
A música sempre alinhavando as almas com canções
Eu seguia entrando em mil sorrisos, nas selvas dos olhares quentes e frios
Quando pensei que os meus ouvidos eram bueiros do mundo
Palavras recortadas sem sentido
Seguiam perdidas, esquecidas nas risadas insanas,
Choradeiras vozes cada mais altas querendo impor cada qual sua solidão
Quando fui me destruindo, deixando minhas partes nos caminhos
Fui me desmanchando até ser sopro
Uma brisa que foi ventania que buscava a sua paz
Hoje sem cerimônia sigo em canoa encontros com a Amazônia pelos rios
Hoje sigo pelo ar, asas das aves e dos pássaros,
Sigo pelas águas frias e quentes os animais grandes e pequenos peixes
Hoje balanço no balanço dos rabos dos cães e dos gatos
Hoje ouço a fala da minha alma, que antes eu não ouvia...
Antes eram preciso mil corpos para minha fome
Hoje apenas um dar de mãos, num gozo que nunca havia...
Hoje sou apenas transformação, buscando a suprema evolução:
Alma de homem virando oração.
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