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Fotos de Gilda Mattar

Fotos de Gilda Mattar

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A fotógrafa paulistana Gilda Mattar está lançando o livro ‘Gilda Mattar’, que traz fotografias produzidas por ela entre os anos 1989 e 1996 especificamente para a coluna social do jornal O Estado de S. Paulo – no período, a coluna teve três títulos: com Sônia Racy, “Coluna 2”; com Nirlando Beirão, “Galeria”; e com Cesar Giobbi, “Persona”.

Entre centenas publicadas no jornal, foram selecionadas 68 fotos, todas em preto e branco, retratando uma centena de personagens da sociedade paulistana, gente dos universos político, empresarial, cultural e artístico.

Alguns dos muitos e muitos nomes: Beth Coelho, Eleonora Rosset, Emerson Fittipaldi, Giulia Gam [a foto que é capa do livro], Jac Leirner, José Serra, J.R.Duran, Lily Marinho, Marília Pera, Paulo Autran, Pina Bausch, Raul Cortez, Rita Lee.

Com 128 páginas no formato 23,5 cm x 25 cm, o livro sai pela Editora DBA. O preço de venda é R$ 70,00.

O lançamento do livro ‘Gilda Mattar’ acontece na segunda-feira, 6 de Dezembro, das 19 às 22 horas, na Livraria da Vila, à Avenida Lorena 1731, Jardins.

Seis das fotos de Gilda Mattar selecionadas para o livro:
 

Rita Lee e Emerson Fittipaldi, Carolina Vendramini, Eleonora Rosset, Paulo Montoro


Beth Goulart e Jorge Takla, Marília Pera

Um trabalho transgressor –  ‘Gilda Mattar’, o livro tem na abertura um longo ensaio de Tadeu Chiarelli, com o título Descarimbando as figurinhas: objetividade e subjetividade na relação fotografia-documento – o caso Gilda Mattar. Chiarelli, hoje diretor do MAC-Museu de Arte Contemporânea da USP, é professor-doutor da USP e coordenador do Centro de Estudos Arte e Fotografia e o Grupo de Estudos de Crítica de Arte e Curadoria, ambos do Departamento de Artes Plásticas da Universidade.

Segundo Chiarelli, no contexto da produção fotojornalística ligada ao colunismo social o trabalho de Gilda Mattar foi transgressor. “Significou naquele período uma inflexão significativa, (...) retirou daquele tipo de fotografia o caráter previsível que o caracterizava, (...) introduziu algum grau de estranhamento na estrutura típica das fotografias de celebridades.”

Passados muitos anos da publicação das fotos, elas agora, com este livro, são retiradas da estrutura básica das colunas. Novamente Chiarelli: “As produções de Gilda oscilam entre a objetividade da foto documental e a subjetividade da foto autoral, e é justamente por encontrar seu espaço nesse limite peculiar entre documento e monumento que reside todo o seu interesse. (...) Sem legendas ou notas esclarecedoras, que as ajudaram a constituir o universo interpretativo de ‘Coluna 2’, ‘Galeria’ e ‘Persona’, as fotos de Gilda deixam o universo pretensamente apenas circunstancial do jornalismo para alcançar as dimensões, supostamente atemporais, da estética e da arte.”

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