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Amor e Liberdade
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Cheia de graça, responde que não vive sem mim. Avessa ao que é livre. Quer se amarrar na minha vontade de ser sempre livre.
Persegue minha fumaça seca. Rima minhas frases e maqueia o caminho transversal. Nem sempre o horizontal é a certeza. Porque não pensar também faz bem. Deixar rolar é um sinal de início.
Tranca a porta e se abre por inteira. Fora do ninho, é sincera. É um tempero estranho, aquele gosto de quem ama sem saber amar.
Mas o costume nasce com um conjunto de condições. Acostumar-se é se render ao que gostamos. Dizer não, com a mesma tranquilidade de um sim, é um alívio necessário nas horas em que vem aquela desconfiança: o amanhã pode vir com arrependimento.
Ninguém tem culpa. A culpa persegue os inseguros. Então relaxa, antes de enlouquecer. A queda pode ser menor. A medida somos nós.
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Balneário Camboriú
Maurício dos Santos é Jornalista...
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