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Um museu de arte sobre as águas do São Francisco

Um museu de arte sobre as águas do São Francisco

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O museu no “Balanço das Águas” foi estruturado para viabilizar a arte Popular itinerante pelo Rio São Francisco. Tem como principal finalidade valorizar o artista ribeirinho popular, no seu próprio local de origem, e sua autoestima como ser humano integrado à comunidade em que vive. Com iniciativa da Galeria Karandash, sob a supervisão e coordenação de Dalton Costa e Maria Amélia Vieira, dois artistas plásticos contemporâneos, com idéias inovadoras, o museu tem o apoio e a parceria do BNB e BNDES.

Com a sede de conhecer e vivenciar a riqueza da arte popular do interior do Nordeste do Brasil, os artistas falam de uma experiência fantástica. “Numa dessas viagens, saboreando postas de piau com farofa, numa velha embarcação de passageiros do Baixo São Francisco, entre Pão de Açúcar e Ilha do Ferro, nosso olhar se perdeu em algo muito maior do que as nossas necessidades de artistas e colecionadores. Tivemos a grata experiência de olhar além do rio as comunidades ribeirinhas, afastadas dos grandes centros, algumas sem nenhuma comunicação, crianças brincando em suas margens, os cantos das lavadeiras com suas roupas coloridas, o batuque dos lençóis ensaboados nas pedras, os solitários pescadores em seus pequenos barcos, a paisagem mágica e desoladora, enfim, estávamos dentro de um Brasil que não conhecíamos com profundidade. Nossos corações inquietos buscavam muito mais do que os estímulos para nossa arte. Ali nascia a ideia de troca, de intercâmbio, de comunicação entre dois mundos. O mundo das grandes cidades e dos povoados de um Brasil esquecido. Nascia ali um barco-museu batizado pelo talentoso estudioso de literatura Roberto Sarmento de O MUSEU NO BALANÇO DAS ÁGUAS”. Nessa poesia, Dalton e Maria Amélia reverenciam o amor pela arte e pelo povo nordestino.



O Museu funciona em uma típica embarcação para visitação de exposições, oficinas de arte e apresentações de vídeos-documentários de artistas populares e contemporâneos em regiões afastadas dos grandes centros, possibilitando, assim, o acesso e inclusão dessas comunidades aos bens culturais de um modo geral.

O Museu no Balanço das Águas - Coleção Karandash - atende às comunidades do Baixo São Francisco, margem esquerda e margem direita, que compreendem os Estados de Alagoas e Sergipe, porém seu endereço é o porto da cidade de Pão de Açúcar – AL, com pouco mais de 25.000 habitantes, e seu raio de ação será de Piranhas a Piaçabuçu.
A sensibilidade e a criatividade do casal, Maria Amélia Vieira e Dalton Costa, impressionam. O projeto de um museu em um barco em pleno Rio São Francisco, aliado às obras dos dois artistas contemporâneos, evidencia a vocação construtiva e a fantástica capacidade de realização.

O museu sobre as águas do São Francisco é possível pelo olhar mais profundo de Dalton e Maria Amélia; pela experiência de viagens e a sensibilidade de perceber o belo além da arte.

CURIOSIDADE: Conheça um pouco mais do estilo desse casal de artista, contemporâneo, Dalton e Maria Amélia

Dalton Costa nasceu na cidade de Goiânia/GO no ano de 1955, vive e mantém ateliê de pintura e escultura em Maceió/AL. Atualmente trabalha em dois projetos: O primeiro intitulado “intrusos” onde se utiliza de uma coleção de banquinhos populares, coletados em todo país. Esses banquinhos, em número aproximado de 100 (cem), são instalados em locais públicos diversificados, interferindo no cotidiano das pessoas.  O próprio artista registra em fotografia e vídeo as reações dos transeuntes.

No dia a dia, em seu ateliê, o artista desenvolve uma série de obras, que ele denomina de “armadilhas”, utilizando técnicas variadas: pintura, escultura e montagem, o uso de madeiras nobres de demolição como: cedro, imbuia, louro e marfim, diferencia o seu trabalho. Sua principal fonte de pesquisa são as incursões que realiza por todo o Nordeste, como Vale do Catimbau, Chapada Diamantina e principalmente às margens do Rio São Francisco, de Piranhas até sua foz.

Maria Amélia Vieira nasceu em Maceió/AL, no ano de 1955 e atualmente vive e trabalha em Maceió.
A artista inicia-se profissionalmente na década de 80. O trabalho de Maria Amélia busca o diálogo da arte erudita com a produção da artesania popular. O universo da artista é amplo. Suas pinturas, esculturas e objetos são impregnados de elementos: Une a cerâmica com o aço, possibilita em suas pinturas a presença do plástico, bordados, costuras sobre suportes diversos, permitindo que as práticas populares envolvam o seu fazer artístico.

Galeria de fotos

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18 Comentários

  • 28 de Maio de 2010 | 16:25

    paulo caldas

    brincar de fazer arte ou a arte de brincar
    barquinho de brinquedo, bonequinhos, navegar
    navegares, bandeirolas, pelo rio, pelo ar...

    parabéns maria amélia e dalton,
    estimados amigos e colegas de luta e teimosia...

  • 23 de Maio de 2010 | 20:09

    Adelia Borges

    Excelente iniciativa e materia! O trabalho de Maria Amelia e Dalton tem a maior relevancia. Beijos da Adelia

  • 12 de Maio de 2010 | 13:04

    Lael

    Projeto mais do que bacana de dois grandes e surpreendentes artistas! Beleza pura!

  • 28 de Abril de 2010 | 19:36

    Elizabeth Torres Homem Lira

    Vendo estas fotos é que percebemos o valor deste trabalho. Um barco que flutua a arte. Que leva por onde passa uma alegria colorida de cultura, simplicidade, humildade e sabedoria. É mágico. Continuem navegando pois a mensagem que se leva deste trabalho é que nem um rio, fluida, livre .....

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