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Posse de Luiz Fux no STF é momento singular para a comunidade judaica brasileira

Posse de Luiz Fux no STF é momento singular para a comunidade judaica brasileira

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Foto: Fernando Lottenberg, Rabino Yossi Shildkraut, Luiz Fux e Claudio Lottenberg

Luiz Fux é o primeiro judeu a ocupar o cargo de ministro no Supremo Tribunal Federal. Ele foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada pelo ministro Eros Grau e assumiu o posto no dia 3 de março, em uma das mais concorridas cerimônias de posse no Supremo.

Foram 4.000 convidados, superando a posse do ministro Gilmar Mendes na presidência da Corte, em 2008, para a qual foram convidadas 3.500 pessoas. Entre os presentes, estiveram governadores, ministros de Estado, senadores e deputados federais. A Conib foi representada por seu presidente, Claudio Lottenberg, e pelo secretário-geral, Fernando Lottenberg. Também cumprimentou Fux na solenidade o rabino Yossi Schildkraut, do Beit Chabad de São Paulo.

“A cerimônia sensibilizou a todos nós. A comunidade judaica também se sente homenageada. Além de suas virtudes pessoais, que são muitas, Luiz Fux sempre reiterou seu vínculo com o judaísmo. É um momento singular na trajetória de nossa comunidade”, declarou Claudio Lottenberg.

Nascido no Andarai, Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1953,  è filho de  Lucy e de Mendel Wolf Fux - imigrante romeno, brasileiro naturalizado, e também advogado. Em depoimento autobigráfico ao portal de internet da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Fux contou: "A minha família é de exilados de guerra, da perseguição nazista. Tenho origem judaica. Meu avô e a minha avó se reencontraram no Brasil, após três anos separados.  A minha avó conseguiu vir primeiro, exilada, depois é que veio o meu avô. Chegando aqui, meu avô vendeu roupas para pessoas de classe baixa, nas populações mais carentes. Eles faleceram com uns 92 anos. Foram muito gratos ao fato de terem sido bem acolhidos no Brasil. Tanto que o meu avô também assumiu uma entidade que era casa de acolhida de idosos, pessoas mais velhas desvalidas. Já minha avó era presidente de uma entidade que acolhia crianças abandonadas, o Lar das Crianças Israelitas. O avô materno exercia função de juiz arbitral na coletividade. Era um homem muito culto, dedicado às questões da justiça. Não tinha formação jurídica, m as era considerado justo".

O novo ministro do Supremo ocupou o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos últimos dez anos. No entanto, sua história na magistratura já dura três décadas e teve início quando foi aprovado em primeiro lugar no concurso para juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ocupou também os cargos de juiz eleitoral e de juiz do Tribunal de Alçada do Rio de Janeiro, e foi promovido por merecimento a desembargador do TJ-RJ. Antes de ingressar na magistratura, atuou no Ministério Público como promotor de Justiça - também aprovado em primeiro lugar em concurso - e advogou para a empresa Shell Brasil S.A. Petróleo.

Doutor em Direito Processual Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professor titular na mesma universidade, Luiz Fux é casado, pai de dois filhos,  tem 21 livros publicados e participou da comissão de elaboração do novo Código de Processo Civil.

Ele é o quarto ministro do STJ a ser indicado para a Suprema Corte, e foi antecedido pelos ministros Carlos Velloso, Ilmar Galvão e Carlos Alberto Menezes Direito (falecido).

Confira as Ffotos de Fellipe Sampaio/SCO/STF:


Luiz Fux entre seus pares


Claudio Lottenberg cumprimenta Luiz Fux

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