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Parque da Cidade é inaugurado em Joinville
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Joinville tem seu primeiro parque
No último domingo, 6 de novembro, a Prefeitura Municipal de Joinville inaugurou o chamado primeiro parque da nossa cidade.
Em comemorações, realizações que vararam o domingo com atividades recreativas para a população, a prefeitura na fala do prefeito Carlito Merss, ressaltou a importância e os anseios da comunidade por este parque.
Localizado na confluência dos bairros Guanabara, Bucarein e Boa Vista, o Parque da Cidade tem mais de 42mil m² de área verde.
Além da próxima estrutura da Arena Joinville (considerado o mais moderno estádio do país, e que ainda não está pronto), o lugar tem 18 quadras para esportes, um mirante localizado próximo ao Sambaqui do Morro do Outro, a pista de skate mais completa do Brasil, passeio, ciclovia, etc.
A comunidade ansiava. No orçamento participativo a cidade escolheu ter um parque e a prefeitura mereceu seu reconhecimento – por ter construído o parque praticamente sozinha, sem os bajulamentos necessários ao Estado ou ao Governo Federal.

O Lugar:
Aproveitando as estruturas já pré estabelecidas pela Arena Joinville, Sambaqui e um complexo que uniu uma praça e uma rotatória, a Prefeitura e o IPPUJ se incumbiram de desenvolver um projeto que além de áreas verdes, tivesse quadras esportivas, uma pista de skate, passeio, mirante, e a reformulação do trânsito no lugar.

A melhora clara e perceptível, foi no trânsito redefinido na região: rua Nacar, Rua Graciosa, e Rua Santo Agostinho agora são como grandes avenidas ou vias rápidas. Um ou outro problema de segurança, o que, sobretudo, reforça o cuidado e a educação para o trânsito de uma cidade que possui uma altíssima densidade veicular.

Algo um pouco diferente do Parque do Morro do Finder, do Zoobotânico, do Parque da Caieira, o Parque da Cidade é aberto, não tem delimitações de espaço por muros, grades, portões. Ele não é um lugar fixo e delimitado, mas está inserido num contexto urbano.
Minha Análise:
Quem me conhece sabe que vou a fundo nas questões políticas, muito além do que vemos por cima dos panos. O parque da cidade pode ate ser (na propaganda) o primeiro de Joinville. Em conceito não. O joinvilense necessita, antes de tudo, de um parque que o faça sair do seu comum, da sua bolha, da sua rotina. Caminhar, andar de bicicleta, envolver-se com cultura, engajar-se no ato político local, ir ao estádio ver o JEC, ver uma exposição, andar de pedalinho, sentar na grama para tomar um sol à beira de um lago ou rio fazendo um piquenique (por que não?), fazer um exercício na academia ou na praça ; figuram entre os principais hábitos urbanos que poderiam ser contemplados na vida do cidadão do Norte Catarinense. E esses hábitos, só são adquiridos quando a cidade já tem uma estrutura urbana voltada para a qualidade de vida e os paradigmas são quebrados.
Do lado oeste, a Arena segue sem seu término -- com os prometidos anéis, uma churrascaria, e um complexo esportivo. Na região do Parque, o Rio cachoeira segue assoreado e sujo, e a Ponde do Trabalhador esconde a pobreza mas não do cheiro do rio.
O passeio é, em grande parte, cimentado e a acessibilidade das ruas e calçadas não está de acordo com as normas da ABNT. As faixas de trânsito diferem muito das outras cidades de mesmo porte no Brasil: aqui em Joinville o asfalto é abaloado, o carro tem muito espaço, as faixas de trânsito e os estacionamentos tem tamanhos irregulares, e o transporte coletivo não corresponde as expectativas.
Problema que vem de anos:
As vias da Manchester Catarinense (grande polo industrial do Sul do Brasil) foram construídas com tinta de asfalto, com excessivo abaloamento para drenagem, que é irregular, ferindo as regras de Engenharia de Tráfego definidas pela ABNT. Além disso, historicamente, as calçadas não tinham um padrão adequado, os pontos de ônibus ainda são sem identidade visual, nem o trânsito esteve (nem está) orientado para o transporte de grande número de pessoas.
A cidade das bicicletas virou a cidade dos individuais: alguns dentro de um carro e outros ensardinhados dentro dos ônibus. Virou a cidade dos alagamentos, culpa parcial de um abaloamento asfáltico que engrandece (no sentido material e simbólico) o veículo no meio da rua (que é mais alta que a calçada). Virou a cidade das obras mal feitas, dos milhares de Centros de Convenções, da alegria integradora e única (JEC), do cheiro do suor do trabalho que no final de semana é obrigado: ou ao consumo (dos shoppings) ou ao ato de virar "escravo do controle mudando de canal" ao assistir TV.

O Parque da Cidade é considerado então, o primeiro parque da Mancheter Catarinense. Uma ironia por sinal, ao entrar em comparação com parques que tem um conceito muito bem estabelecido de parque: área verde, passeio regular para caminhada ou servindo de ciclovia, um lago, um restaurante, uma estufa para flores, um pequeno lugar de exposições. Com exemplo de bons parques, temos os parques franceses, alemães ou de lugares bem mais próximos como São Paulo, Rio de Janeiro Curitiba, Blumenau, e até mesmo do visinho Parque da Malwee em Jaraguá do Sul, que tem uma estrutura incomparável. Para começo, está de bom tamanho. Joinville começa a valorizar um novo modelo de estrutura urbana. Espera-se.
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