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Kassab abre exposição sobre holocausto na prefeitura paulista
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Floriano Pesaro é o autor da Lei 15.059, que instituiu no calendário oficial da cidade o Dia em Memória às Vitimas do Holocausto
“Que Ben Abraham sirva de exemplo”, disse Kassab.
“Ao final da Segunda Guerra Mundial, ao ser libertado do campo de concentração, saí alquebrado, esfarrapado, mas com uma certeza: se sobrevivesse, mostraria ao mundo, até o final de minha vida, a barbaridade que havia acontecido ali”, disse o escritor Ben Abraham, presidente da Sherit Hapleitá do Brasil (Associação de Sobreviventes do Nazismo), nesta segunda-feira, dia 14, na abertura da exposição “Holocausto Nunca Mais”, no saguão do prédio da Prefeitura de São Paulo.
A cerimônia teve a presença do prefeito Gilberto Kassab, de representantes do American Jewish Committee (AJC), em visita ao Brasil, e de diversas lideranças da comunidade judaica.
“A cidade de São Paulo é referência e exemplo para todo o mundo. Aqui convivem fraternalmente membros da comunidade japonesa, libanesa, italiana, judaica e portuguesa, entre outros, todos ajudando a fazer do Brasil um grande país.. Que a história do sobrevivente Ben Abraham sirva de referencia a outros povos e nações do mundo para que aprendam com o passado e não permitam que atrocidades como essa aconteçam novamente”, declarou Kassab.
O presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Boris Ber, reforçou seu compromisso institucional e pessoal em preservar a memória do Holocausto: “Que este tema seja incluído no currículo de todas as escolas públicas de São Paulo”, propôs.
A exposição, que circula o país há 40 anos, é composta por 52 painéis com fotos, textos e documentos que retratam os campos de extermínio nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Ela foi exibida no Congresso Nacional, por duas vezes, e também no Centro Cultural São Paulo. Já foi vista por cerca de 2 milhões de pessoas. Ainda este ano, em abril, será exibida na Assembléia Legislativa de São Paulo.
A iniciativa de trazer a mostra para o saguão da Prefeitura foi do vereador Floriano Pesaro (PSDB), em parceria com a Fisesp e com a Sherit Hapleitá, e tem como objetivo estimular a educação e a tolerância.
“A memória é parte integrante da identidade do povo judeu e elemento fundamental de sua continuidade. A memória é o que pode salvar a humanidade. Esta exposição, na sede do Executivo Municipal, localizada no coração de São Paulo, tem esse papel: de alertar e de não deixar esquecer”, ressaltou Floriano, autor da Lei 15.059, que instituiu no calendário oficial da cidade o dia 27 de janeiro como o Dia em Memória às Vitimas do Holocausto.
A exposição ficará em cartaz até 1º de abril, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas..
Ben Abraham faz uso da palavra.
Prefeito Gilberto Kassab discursa na abertura da exposição, junto a lideranças da comunidade judaica paulista e representantes do American Jewish Committee.
David Harris, diretor executivo do AJC - American Jewish Committee (AJC), na ocasião visitando SP, observa os painéis da exposição.
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